6 livros para sacar do porta-luvas

Leitura pode ser uma arma eficiente contra os desgastes emocionais
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Adriana Bernardino
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Uma arma eficiente contra os momentos em que as emoções negativas – as que surgem no trânsito ou as que já trazemos “de casa” – ameaçam sua paz na direção pode estar no porta-luvas: livros. Selecionamos seis dicas de leituras que sintetizam preciosidades da sabedoria oriental e ocidental para auxiliar na arte de viver bem.

Vai ligar o carro? Antes, respire fundo e abra uma página a esmo. Seu percurso pode transformar-se em uma experiência transformadora. Está parado no farol ou preso no maior congestionamento do ano? De novo: respire e leia. Veja alguns dos caminhos que podem saltar do seu porta-luvas:


ALÍVIO EMOCIONAL

Em Aprenda a Relaxar Publifolha, Mike George, professor de consciência espiritual e consultor de empresas como General Motors e Mitsubishi, ensina dezenas de práticas para melhorar a qualidade de vida e eliminar ansiedades desnecessárias. Entre elas, George sugere o seguinte exercício para acalmar uma emoção negativa muito comum: a raiva.

“Uma reação natural à raiva é fechar os punhos. Para relaxar essa tensão, escolha um objeto pequeno e duro, como uma pedra, e o coloque na palma da mão. Aperte o objeto com toda a força e depois solte. Role o objeto suavemente na mão, como se estivesse fazendo as pazes com ele”.

NÃO SE RECRIMINE: ADMITA

“Errar é humano... mas quando a borracha se desgasta antes do lápis, você está exagerando”, lembra Glenn Van Ekeren em 12 Segredos Simples da Felicidade num Mundo Caótico Cultrix. Se o sentimento de culpa anda impedindo você de dar o melhor de si, a autora recomenda três coisas:

1. admita seus erros: todo mundo comete erros, e o fato de você ser sincero consigo mesmo e com os outros poupa energia e acelera o processo de reparação dos danos.
2. aprenda com seus erros: às vezes, a melhor maneira de aprender o modo certo de fazer as coisas é primeiro cometendo um erro. É claro que não podemos continuar a fazer as coisas do modo errado e simplesmente concluir que elas não estão dando certo.
3. Não repita seus erros: sempre que repetimos um erro, o preço que pagamos por ele sobe. Quando você perceber que está começando a seguir o mesmo trajeto que conduz a um erro conhecido, interrompa a jornada e redirecione seus esforços.

MOVIMENTE-SE

Os deslizes com o corpo já viraram parte da rotina? Cuidado: sua saúde e disposição para a vida estão correndo sérios riscos. Segredos do GNT para seu BemStar, de Marcio Atalla Globo ensina a modificar a rotina, valorizar o que é seu e, “aí sim, espere algo diferente”.

“Quem faz exercícios é capaz de driblar nove problemas que têm maior incidência conforme se vai envelhecendo: depressão, câncer, doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão, arteriosclerose, impotência sexual, insônia e perda de memória”, diz o autor. Atalla recomenda: “se você não tem tempo para fazer 30 minutos de atividade física por dia, faça picado: 10 minutos de manhã, 10 à tarde e 10 à noite. É melhor fracionar do que ficar se iludindo que vai conseguir fazer os 30 – e nunca chegar lá”.

BOM HUMOR MATINAL

“Prepare-se para o dia – o amanhecer bateu à sua porta. Saia desse sono, não se esconda debaixo do cobertor, por mais aconchegante que seja e por mais que sua mente diga: “Fique mais um pouquinho, só mais alguns minutos”. Não dê atenção à mente, pois esses minutos nunca terminarão, e a mente está sempre adiando. Ela quer que você continue dormindo, porque a mente só pode existir quando você dorme. Quando você desperta, a mente desaparece, assim como os sonhos desaparecem quando você acorda. A mente é um fenômeno onírico, constituído da mesma matéria dos sonhos. Por isso, chega de adiar – acorde”.

Reflexões como esta – curtinha, mas instigante – estão em Meditações para o Dia Verus, do mestre indiano Osho 1931-1990. Há uma para cada dia do ano.


VIRTUDES

“Se a virtude pode ser ensinada, como creio, é mais pelo exemplo do que pelos livros. Então, para que um tratado das virtudes? Para isto, talvez: tentar compreender o que deveríamos fazer, ou ser, ou viver, e medir com isso, pelo menos intelectualmente, o caminho que daí nos separa”, provoca André Comte-Sponville em seu Pequeno Tratado das Grandes Virtudes, Martins Fontes. Esse é só o preâmbulo. O professor de filosofia da Universidade de Paris nos convida a trafegar por 18 virtudes, entre elas a temperança:

“... trata-se de desfrutar o mais possível, o melhor possível, mas por uma intensificação da sensação ou da consciência que se tem desse desfrutar, e não pela multiplicação indefinida de seus objetos. Pobre Dom Juan, que necessita de tantas mulheres! Pobre alcoólatra, que precisa beber tanto! Pobre glutão, que precisa comer tanto! Epicuro ensinava a sentir, antes, os prazeres conforme eles aparecem, tão fáceis de satisfazer, quando são naturais, quanto o corpo de aplacar. Há coisa mais simples do que matar a sede? Mais fácil de satisfazer – salvo miséria extrema – do que um estômago ou um sexo? Mais limitada, e mais felizmente limitada, do que nossos desejos naturais e necessários? Não é o corpo que é insaciável. A ilimitação dos desejos, que nos condena à falta, à insatisfação ou à infelicidade, nada mais é que uma doença da imaginação”.

MAIS POESIA, MENOS PICUINHA

“Aonde quer que eu vá, eu descubro que um poeta esteve lá antes de mim”, disse Sigmund Freud, pai da psicanálise, certa vez. Por isso, se todas as reflexões e psicologias falharem ou se você nem quiser passar por elas, talvez um bom livro de poemas – como Poesia Completa de Álvaro de Campos, de Fernando Pessoa Companhia das Letras – possa salvar você:

Chove muito, chove excessivamente...
Chove e de vez em quando faz um vento frio...
Estou triste, muito triste, como se o dia fosse eu.

Num dia no meu futuro em que chova assim também
E eu, à janela de repente me lembre do dia de hoje,
Pensarei eu “ah nesse tempo eu era mais feliz”
Ou pensarei “ah, que tempo triste foi aquele”!
Ah, meu Deus, eu que pensarei deste dia nesse dia
E o que serei, de que forma; o que me será o passado que é hoje só presente?...
O ar está mais desagasalhado, mais frio, mais triste
E há uma grande dúvida de chumbo no meu coração...


Estas são nossas sugestões. Inspire-se a colocar em seu porta-luvas suas leituras favoritas e boas viagens!

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