Da Oficina: 206 SW Escapade

Valente na aparência: perua apresentou problemas com poucos quilômetros
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– Desta vez, o Da Oficina vai avaliar a versão "aventureira" da perua Peugeot 206 SW de station wagon, a Escapade.

Com poucas modificações em relação ao carro do qual deriva, a Escapade, surpreendentemente, apresentou alguns problemas no modelo – que tinha ar-condicionado e sistema de freios ABS – com menos de 2 mil km rodados. Acompanhe.

Motor

De fácil intervenção, o motor apresenta espaço para a realização de todos os serviços. Os sensores e atuadores estão em locais de fácil acesso.

O reparador deve tomar cuidado com as mangueiras do respiro desse motor, pois elas ficam em uma posição que recebe muito calor, o que pode ressecá-las, causando entradas de ar falsas e alterando a marcha lenta do motor.

Em função da posição de entrada da mangueira de respiro, o TBI fica muito exposto aos vapores do cárter, o que pode sujá-lo, exigindo limpezas regulares. Seu filtro de óleo apresenta uma vantagem: basta trocar seu refil – mas é necessário substituir, também, o anel – para evitar vazamentos.

O moto, porém, apresenta o mesmo problema do restante da linha francesa: como a bobina está posicionada diretamente em cima das velas, caso haja algum problema entre os contatos destas peças, a bobina deverá ser substituída.

Transmissão

O engenheiro Paulo Aguiar, da Engin Engenharia Automotiva, afirmou que na frota de 206 1.6 16V da Bayer, cuja manutenção é feita por sua oficina, era comum ocorrerem vazamentos na carcaça do câmbio, que é vedado com selante líquido não. Para solucionar o problema, basta substituir os retentores internos, limpar e colar novamente a carcaça e rodar tranqüilamente mais 30 mil quilômetros.

O coxim traseiro do câmbio da Escapade é difícil de trabalhar, já que a peça fica muito próxima do semi-eixo direito, como no 206 hatch. Para substituí-lo, é necessário retirar o semi-eixo e completar o óleo da transmissão.

Suspensão dianteira

As bandejas braços de suspensão são idênticas às do 206 normal, que costumam se danificar antes dos 30 mil quilômetros, provocando barulhos e estalos. De acordo com concessionários consultados, a Peugeot, na Escapade, modificou os amortecedores e as molas. Devidos ao sistema de freios ABS, as mangas do eixo dianteiro também são diferentes.

Suspensão traseira

Segue o mesmo arranjo do hatch: independente com barra de torção no lugar das molas helicoidais. Neste modelo, ela foi reforçada com a adição de duas barras que ligam o cubo de roda ao centro do eixo, melhorando a absorção de impactos.

No hatch, esse eixo costuma apresentar problemas barulhos ao redor dos 90 mil quilômetros quando buracos e lombadas são transpostos. Nesse caso, há necessidade de substituição do eixo completo, o que torna muito cara essa intervenção, algo em torno de R$ 5 mil.

Parte inferior

Uma falta grave neste veículo de proposta on-off road é a falta de proteção nas tubulações que passam embaixo do veículo. Elas são fixadas com grampos plásticos que podem se romper com certa facilidade, mesmo em trilhas leves.

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