Diabetes e direção: cuidados

Quando não controlada, doença representa riscos ao motorista
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Adriana Bernardino
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Visão embaçada, falta de controle, tremor, náusea. Estes são alguns dos sintomas provocados pelo diabetes, uma disfunção do metabolismo causada por deficiência de insulina. Quando não controlado ou não diagnosticado, o diabetes pode levar o motorista a provocar graves acidentes de trânsito.

"Recomendamos que o paciente faça o teste de glicemia capilar antes de começar a dirigir. A intensidade dos sintomas dependerá do tipo de diabetes 1 e 2 bem como dos níveis de glicemia do condutor", diz a endocrinologista Marília de Brito Gomes, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes SBD. O teste revela os níveis de glicose no sangue e, de acordo com o resultado, o médico recomenda o tratamento mais adequado.

No blog da Sociedade surpreende o número de relatos de acidentes de trânsito ou riscos vividos por motoristas diabéticos. A assistente de produtos Paula Cristiane teve de fazer uma parada repentina devido a uma hipoglicemia ao volante. "Comecei a sentir tontura e sensação de desmaio. Imediatamente, procurei um local seguro para estacionar. Sei que isso aconteceu porque fiquei muito tempo sem comer. Nunca mais saio de casa sem me alimentar direito", diz.

Sinais de alerta

Os dois tipos de diabetes costumam ser sinalizados por sintomas bem característicos. No tipo 1, quando o organismo deixa de produzir insulina, os sintomas são vontade de urinar muitas vezes, fome e sede frequentes; perda de peso, fraqueza, fadiga e nervosismo; mudanças de humor, náusea e vômito.

Já o tipo 2 da doença é, segundo dados da SBD, de 8 a 10 vezes mais comum, e está relacionado à obesidade, ao sedentarismo e aos fatores hereditários. Os sintomas mais recorrentes desse tipo são infecções frequentes, visão embaçada, formigamento nos pés, furúnculos e dificuldade de cicatrização de feridas.


Cuidados ao dirigir

Em percursos curtos ou viagens longas – em que há quebra de rotina –, o motorista diabético não deve descuidar dos horários de alimentação e de medicação. Antes de pegar a estrada ou um congestionamento, a glicemia deve ser monitorada.

De acordo com a endocrinologista, o veículo também deve estar preparado para uma emergência. "O paciente deverá levar sempre sua medicação bem como alimentos que contenham açúcar e que possam ser consumidos rapidamente para correção da hipoglicemia baixa glicose no sangue".

Pare

Há ao menos quatro situações em que o condutor diabético nunca deve assumir a direção: se a doença não estiver controlada ou com quadros freqüentes de hipoglicemia. Nas ocasiões que o motorista ingeriu bebida alcoólica, ainda que bem pouco. Ao ficar muito tempo sem se alimentar ou depois de aplicar insulina também sem a alimentação adequada.

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