Mini, um inglês de sucesso

Conheça mais sobre o simpático carrinho que fez a cabeça até dos Beatles
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Renato Bellote
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- O Rali de Monte Carlo de 1964 contava com a participação de vários competidores de peso, tais como Ford Falcon e Saab 96. Mas um peso-pena acabou roubando a cena e faturou a primeira colocação. Com essa conquista, o Austin Mini colocou seu nome, definitivamente, na galeria dos grandes vencedores.

A história do “carrinho” – termo usado no bom sentido, é claro – começou na década de 1950. O projetista Alec Issigonis – responsável pelo Morris Minor, um sucesso de vendas – pensou em um carro pequeno, econômico e que coubesse no bolso do consumidor.

Em meados da década, a Morris passou às mãos da British Motor Corporation, que aprovou o projeto e deu início à fabricação do primeiro protótipo. O carro trazia algumas soluções de engenharia e um aproveitamento excelente de espaço. Para se ter uma idéia, medindo pouco mais de três metros, conseguia acomodar quatro adultos com relativo conforto.

No dia 8 de maio de 1959, o primeiro exemplar saía da linha de montagem, criando um marco de estilo na história automotiva. Curiosamente, foi comercializado com dois nomes: Austin Seven e Morris Mini-Minor. Para facilitar o entendimento, vamos chamá-lo, a partir de agora, simplesmente de Mini.

O modelo tinha vários predicados e chamava atenção pelo estilo diferente. Rodas de 10 polegadas, vidros de correr e quatro batentes de borracha, que cumpriam a função de amortecedores. Esses fatores explicam seu baixo peso de apenas 620 kg.

Com todas essas características ímpares, ele foi caindo, aos poucos, nas graças do consumidor inglês. A simpatia das linhas e o consumo de 17 km/l – obtido pelo motor de 848 cm³ e 37 cavalos – ajudaram a transformá-lo num grande sucesso de vendas. Outra inovação do carro era o fato de utilizar o mesmo óleo para o câmbio e o diferencial.

Dois anos após o lançamento, o preparador John Cooper resolver envenenar um pouco o estilo do pacato automóvel e criou uma versão mais apimentada. Esse modelo era equipado com motor de 1.000 cm³ e desenvolvia 55 cavalos de potência. Além dos freios a disco, vinha com um visual mais agressivo. Sua produção atingiu o nível de 750 unidades por semana.

Durante toda década de 60, o veículo foi recebendo algumas melhorias, aumento de potência – chegou aos 75 cavalos – e novas versões, como furgão e picape. A cifra de 1 milhão de unidades foi alcançada em 1965 e também o sucesso nas competições, com três vitórias em Monte Carlo e outras provas de grande relevância no cenário europeu.

Apesar do êxito nas vendas, a concorrência não perdia tempo. Dentro da própria Inglaterra, o carro enfrentava dois rivais: o Reliant Rebel e o Hillman Imp, igualmente pequenos e econômicos. Ele ainda “batia de frente” com Fiat 600 – mais tarde substituído pelo 850 – e o espanhol Seat 600.

No início dos anos 70, o nome Mini é adotado como oficial. Na época, ele já ocupava a garagem de mais de 3 milhões de consumidores, sendo produzido sob licença na Austrália, Portugal e Itália e também na África do Sul, Chile, Uruguai, Espanha, Venezuela e Iugoslávia. Outro fato interessante do período é que, segundo estimativas da fábrica, as mulheres respondiam por 50% das vendas.

O pequeno também fez sucesso no cinema e na televisão. No filme “The Italian Job” – estrelado por Michael Caine – três exemplares descem escadas, saltam e dão um show de perícia. Na telinha, ele foi companheiro inseparável do desajeitado Mr. Bean, em vários episódios do seriado.

O aniversário de 25 anos – em 1984 – foi comemorado com uma versão especial, equipada com rodas de 12 polegadas. Daí em diante, o tempo passaria rápido, com incrementos na segurança e conforto. No ano de 1995, ele seria eleito “O carro do século” pelos leitores da revista Autocar e, cinco anos depois, sairia de linha em grande estilo.

O carro ficou conhecido também por ser o favorito de algumas personalidades da época, como Steve McQueen, Paul Newman e os Beatles. Até mesmo Enzo Ferrari circulava com um exemplar.

Uma nova versão foi criada no início de 2000, mas sem possuir a simpatia – e o preço – do Mini clássico. Este, por sua vez, fez história nas ruas, nas pistas e, certamente, tem um lugar garantido no coração do povo inglês.

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* Renato Bellote, 27 anos, é bacharel em Direito e assina seis colunas sobre antigomobilismo na internet. O autor tem textos publicados em doze países de língua espanhola e é correspondente do site português Lusomotores
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