Motorista TPM: não provoque!

Síndrome pode alterar comportamento das motoristas, dizem especialistas
  1. Home
  2. Cultura WM1
  3. Motorista TPM: não provoque!
Adriana Bernardino
Compartilhar
    • whats icon
    • bookmark icon

Esbravejar, distribuir palavrões e buzinadas, querer matar ou morrer podem ser algumas reações das motoristas durante a famosa Síndrome Pré-Menstrual TPM.

“Quando estou de TPM, buzino, xingo, breco em cima dos outros carros. Certa vez, briguei com um cara. Ele puxou o freio de mão, abriu a porta e veio na minha janela. Confesso que morri de medo”, relata a administradora Katya Pique foto 1, 26 anos.

Ainda que não se possa atribuir todas as angústias femininas à TPM, os sintomas desencadeados pela síndrome colaboram consideravelmente para agravar a crise existencial das mulheres nos dias que antecedem a menstruação, impactando nos relacionamentos e nas mais diversas atividades; entre elas, o comportamento da motorista ao volante. Nesse período, elas representam um risco não só para os outros, mas principalmente para si mesmas.

“A menstruação é um processo fisiológico normal, que pode ocorrer sem cólica, sem dor; entretanto, tem sido um tormento para grande parte das mulheres”, avalia o professor doutor Rogério Ciarcia Ramires última foto, coordenador do setor de Ginecologia Diagnóstica do Femme Laboratório da Mulher. Segundo o especialista, mudanças hormonais, hábitos alimentares e qualidade de vida podem determinar a intensidade dos sintomas.

Motorista TPM tipo A, C, D e H

A publicitária Deborah Ronit foto 2, 21 anos, diz também sofrer com os sentimentos agressivos. “Minha raiva fica mais intensa. Parece que todas as antas do trânsito resolvem aparecer no meu caminho!”.

Já a analista de marketing Amanda Di Pozito, 21, diz não ter problemas com a agressividade, mas com outra reação não menos perigosa na direção. “Na TPM, fico mais distraída. Já aconteceu de eu parar o carro e não puxar o freio de mão até o fim. O carro acabou descendo e batendo em outro”.

As diferentes respostas estão entre os 150 sintomas que a síndrome pode desencadear, segundo explica o especialista em Ginecologia e Obstetrícia, doutor Eliezer Berenstein, autor de “A tensão pré-menstrual e o tempo para mudanças”.

“Há quatro tipos de TPM: A, C, D e H. Mulheres que sofrem de TPM tipo A ficam mais ansiosas, irritadas e hostis. Geralmente manifestam o desejo de ‘matar meio mundo’. Reagem desproporcionalmente a situações comuns do trânsito. Buzinam mais e avançam sobre aquele que ‘cometeu uma falha com agressividade, palavrões e muita raiva. Correm o risco de brigas sérias no trânsito”, avalia Berenstein.

As de Tipo C, diz o médico, devem tomar cuidado com as reações físicas. “Ficam com compulsão por doces poderiam facilmente devorar chocolatinhos de 1 kg, têm dor de cabeça, palpitação, fadiga e desmaios. Dirigir nessas circunstâncias é muito perigoso”.

Depressão é sintoma típico do tipo D, alerta Berenstein. “Mulheres desse grupo podem ter também esquecimento, confusão, sentimentos autodepreciativos, chegando a pensamentos suicidas. As TPM D geralmente se perguntam o que é que estão fazendo ali, por que não estão em outro lugar ou por que já não se mataram”.

Já as do tipo H, segundo o especialista, têm tendência a reter mais líquido. “A sensibilidade aumenta, há congestão dos seios e das pernas. Para essas, o trânsito pesa muito mais do que para o restante dos motoristas”.

Sinal vermelho

As motoristas “tepeêmicas” dispõem de diversas técnicas para amenizar os sintomas da doença ou exterminá-los, dependendo da gravidade do caso. “O dia-a-dia é muito estressante, mas a mulher pode mudar a forma de olhar para ele e gerenciá-lo”, diz o doutor Rogério Ciarcia Ramires.

Adepto dos conceitos e estudioso de medicina comportamental, Ramires incentiva a prática de meditação e relaxamento, bons hábitos e, dependendo do caso, o uso de medicamentos. “Excesso de trabalho, falta de exercícios, má qualidade e pouca quantidade de sono, e falta de lazer psíquico – aquele que nada tem a ver com o trabalho – podem agravar o quadro.”

Técnica Para Meditação

O filósofo indiano Osho ensina uma técnica bem simples de meditação:

Em local onde você possa fechar os olhos, apenas observe sua respiração. Observe os quatro momentos:
1. Inspire e perceba como o ar entre em seu peito ou barriga.
2. Em seguida, observe o intervalo que há antes de o ar ser expelido.
3. Agora sim, expire com atenção no ar que sai.
4. Observe o novo intervalo que há entre a exalação e a próxima inspiração.

Faça estas quatro etapas algumas vezes, somente observando o ciclo natural da respiração, sem desejar alterá-la. Em seguida, conte suas respirações: 1 para cada ciclo das quatro etapas. Depois de contar 10 respirações, volte ao 1.

____________________________
Leia também:

Guru indiano ensina a superar estresse no trânsito

Motoristas estressados podem apresentar apetite alterado e depressão

Evite as tensões ao dirigir com exercícios do Tai Chi Chuan

Tao do trânsito - Caminho para felicidade está bem abaixo de nossas rodas

Pratique ioga no carro! É simples e eficiente

Comentários

Ofertas Relacionadas

logo Webmotors