O fino dos leilões: Duesenberg e muscle cars

No Arizona, alguns dos carros mais raros do mundo são vendidos a preços astronômicos
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Gustavo Ruffo
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- Como se diz no meio antigomobilista, de carro antigo e de mulher ninguém é dono: apenas zelador. Quando a mulher resolve se despedir não há muito o que fazer, mas, quando chega a hora de dar adeus a um veículo raro e belo, muitos colecionadores optam por encontrar um novo dono para suas preciosidades por meio de leilões. E os motivos são basicamente dois: o primeiro é que se pode conseguir um valor melhor pela relíquia. E o segundo, e talvez mais importante, é que quem disputa um veículo lance a lance tende a cuidar dele muito bem, algo que quem cuidou tanto de um automóvel quer ter certeza de que vai acontecer depois que ele o vender. Isso se aplica muito bem aos leilões que acontecem nessa época do ano em Phoenix, no Arizona, que sedia alguns dos eventos mais exclusivos do gênero no mundo. Duvida? Então veja os preços e os carros a seguir, todos da RM Auctions, especializada em automóveis:

1 – Ford Modelo A 1903: o Ford mais antigo ainda “vivo”, produzido pelo próprio Henry Ford. Com motor de pouco mais de 8 cv, com dois cilindros e 1,6 litro, o Modelo A com chassi número 30 foi um dos três primeiros vendidos por Henry Ford, um negócio que salvou a empresa da falência logo em seu início de vida. Destes três modelos, apenas o vendido no Arizona neste final de semana sobreviveu. O comprador gastou US$ 693 mil para poder guardar essa beleza na garagem.

2 – Duesenberg Modelo SJ Cabriolet 1938: dizer que esse é um dos carros mais fenomenais já produzidos é chover no molhado, para ficar nos chavões. Em 1938, essa obra prima de engenharia tinha um motor 6,9-litros de oito cilindros em linha. Ao contrário de outros antigos, dos quais se costuma dizer que tinham motor de 7 litros e 100 cv, o Duesenberg tinha aproveitamento volumétrico fora do normal, com potência de arrepiar, para os modestos padrões da época, e ainda hoje muito respeitável: 320 cv! Isso porque o motor tinha quatro válvulas por cilindro, com comando no cabeçote, em vez do por varetas, compressor volumétrico Schwitzer-Cummins, transmissão de três marchas, servo-freio e um entreeixos de 3,9 m! Um carro assim jamais poderia ser vendido por menos do que foi. Seu novo dono pagou a bagatela de US$ 2,805 milhões. E deve ter achado barato, considerando que esse foi o último Duesenberg fabricado.

3 – Lincoln H-Series Limosine Presidencial 1942: esse carro serviu os presidentes norte-americanos Franklin Delano Roosevelt e Harry S. Truman, além de outros chefes de Estado que visitaram o país. Blindado, o carro tinha motor de 12 cilindros em “V”, 4,8-litros e 132 cv aqui fica clara, mais uma vez, a superioridade dos Duesie. O peso total da limosine ficava em 3.130 kg. Como se nota, tecnicamente ele não era extraordinário, mas seu valor histórico justifica o que seu novo “zelador” pagou por ele: US$ 605 mil.

4 – Chevrolet Corvette L88 Roadster 1967: essa beleza é rara por ter sido o primeiro Corvette L88 a ser construído. O primeiro de apenas 20, diga-se, oferecidos como um pacote de fábrica, original como quando saiu de lá. Feito para as corridas, o L88 não tinha nenhum opcional de conforto, demorava para pegar, precisava de gasolina de altíssima octanagem, que ele bebia de um gole só, custava 50% a mais do que a versão mais cara do carro e tinha só 5 cv a mais que ela 441 cv contra 436 cv. A vantagem dele é que, com regulagens simples no carburador Holley quadrijet, seu motor V8 de 7 litros rende mais de 608 cv, assim como acontece com o L88 que esteve à venda. Por um lance mínimo de US$ 1,55 milhão, o carro não encontrou um novo dono. Dos 20 Corvette L88 fabricados, restam apenas 14.

5 – Plymouth Hemi Barracuda Convertible 1971: outro esportivo norte-americano raríssimo, com apenas 11 unidades fabricadas, o Hemi “Cuda”, como ele é conhecido, tem motor V8 de 7 litros, a exemplo do Corvette L88, com câmaras de combustão hemisféricas e mais de 500 cv de potência. Seu preço ficou ainda mais valorizado depois que a Plymouth foi desativada pela DaimlerChrysler, deixando de existir. Estimava-se que ele fosse ser vendido por mais de US$ 4 milhões, o que o tornaria o muscle car mais caro do mundo, mas o Cuda foi para a garagem de um comprador que topou pagar “modestos” US$ 2,42 milhões.

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