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De carona com Cláudia Campos: não sou mulher maravilha!
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Adriana Bernardino
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- Um dia você descobre que não é mulher-maravilha. Momento de desolação? Não, de aleluia! Ao menos para a autora Cláudia Campos, executiva do segmento automobilístico, mãe, esposa, filha, dona-de-casa, amiga, vizinha, motorista etc. Pegamos Carona em seu majestoso PT Cruiser do Butantã a Perdizes para falar sobre sua experiência no papel multifuncional de mulher.

Nascida e crescida na baixada santista, Cláudia não tem intimidade com os labirínticos caminhos da grande São Paulo. Em vez de ansiedade ou medo de não corresponder às expectativas, fez de nosso fotógrafo seu GPS. “E agora? Viro onde? An? Pra onde?”. E justifica: “coisa boa de passar dos 40 anos é não viver em função da insegurança, da aprovação dos outros. Vejo tanta gente estacionada, infeliz, por medo de errar”, diz, inconformada.

A autora fala sobre superação com a autoridade de quem trafegou pelos extremos da vida. A mãe era empregada doméstica, o pai sumiu quando ela era ainda criança. Mãe e filha viviam em um barraco. “Algumas vezes, a gente tinha apenas arroz e repolho para comer. Eu adorava!”, gargalha Cláudia.

É esse tom, esse riso incontido que a diferencia do discurso de quem se vitima. Fome, abandono, diabetes da mãe, crise de pânico da filha, separação, morte do tio e outros dramas rendaram menos dó de si e mais motivos para criar. “Houve um momento em que, além dos vários problemas em família, estava vivendo muita pressão no trabalho. Passei a ter insônia. Levantava na madrugada e ficava com vontade de bater papo com alguém. Como não era de bom tom acordar um amigo, resolvi bater-papo com o papel, escrevendo meus sentimentos. Depois de algum tempo, achava o máximo ter insônia!”, comemora com nova gargalhada. Pudera: de suas noites mal dormidas nasceu seu primeiro livro “Não sou mulher maravilha” Scortecci Editora, que será lançado hoje.

Aliás, escrever foi mais uma tarefa na agitada rotina da executiva, mas com a qual ela pode reinventar a si mesma. “Foi como resgatar minha identidade. Isso de poder ser outra coisa além da que o nosso cotidiano e rotina propõem dá muita confiança. Às vezes, nos doamos tanto para uma empresa, trabalho, filhos que nem imaginamos poder desempenhar papéis e competências além deles”, avalia.

Entre um farol e outro, ela cita Bandeira, Drummond. “Por que mente o homem? Mente, mente, mente desesperadamente. Por que não se cala, se a mentira fala, em tudo que sente?” São memórias do tempo das Letras. Cláudia também foi professora de Português. E atriz. Ela fez, inteira, de tudo um pouco.

Curioso ver que alguém que não se propõe ser perfeita colecione realizações nas mais diversas áreas. O segredo? “Vivo e falo sem medo de micos e pontos fracos. Não fico encanada e não dou o direito a quem quer que seja de me deixar mal”. Meio perdida e distraída com o bom papo, a autora avança o sinal amarelo e embica em uma avenida movimentada. “Acontece, a gente erra”.

Essa filosofia Cláudia leva também para o trânsito, que ela só encarou depois do fim do casamento. “Eu mal sabia dirigir. Com a separação, tive de aprender na marra, pois queria ter mobilidade com meus filhos”. E aconselha: “não sou feminista a ponto de achar ruim ter um companheiro que nos leve pra cima e pra baixo, desde que não seja por dependência, mas puro mimo”.

Continuamos no caminho. “Será que essa rua vai dar lá?”. Vai. Por onde passa, o PT chama atenção dos pedestres e dos motoristas. Cláudia diz nem reparar. “Uma vez, um rapaz olhava fixamente na minha direção, mas fez questão de dizer: ‘estou olhando para o carro, viu?’. Eu respondi: ‘poxa, pensei que fosse pra mim!’ Ele ficou supervermelho”. Mais riso, tão alto, tão contagiante, que pegamos carona nele sem amarras.

A vaidade se manifesta em diversos olhares ao retrovisor – checagem da aparência – e nos recursos de beleza espalhados nos porta-trecos. Esmalte, lixa, perfume, maquiagem. “Não gosto de perder tempo. Aproveito o trânsito para me cuidar”.

Nos portas-trecos há também muitos CDs, de MPB a Beatles . “Eis minha única frustração: cantar. Tenho amigos que cantam muito bem e que me incentivaram a desistir de soltar a voz. Mas coisa boa do carro é a privacidade. Fecho os vidros e canto a plenos pulmões. Faz um bem danado”.

Em uma hora de conversa e décadas de provações e realizações, Cláudia é o resultado de quem não pisa no freio diante das provocações da vida, mas avisa: “quando um passarinho assobia muito, principalmente de felicidade, sempre tem um moleque, fdp, querendo dar uma estilingada”.


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