Conheça os macetes para encontrar a VW Parati em bom estado

Conheça as dicas para encontrar um dos carros que abriu o conceito família nos anos 1980
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No início dos anos 80, a Volkswagen acabara de construir sua nova fábrica em Taubaté (SP) e ali deu início à produção da então chamada Linha BX, que trazia inicialmente o Gol (1980) e na sequência, o Voyage (1981). Em 1983 surgiam a picape Saveiro e a perua Parati, fechando um mix de produtos bastante interessante para uma época de baixa concorrência e poucas opções para o mercado.


A Parati nasceu para ser o “carro da família”, já que seu espaço interno e motor 1.5 de 61 cv eram considerados os motes principais para atrair este tipo de público, entretanto, rapidamente, o carro também caiu nas graças dos jovens da época, que simpatizavam com o carro em função de seu ar jovial. Nesta época, o surf começava a despontar como o esporte que conferiu ao jovem a possibilidade de associar sua imagem a algo radical, cool, e a Parati foi um dos carros que este público adotou – o outro foi o Gol, que também despertou muito a atenção deste jovem.


Um dos elementos que ajudou a sedimentar esta preferência foi a chegada do motor 1.6 que passou a ser utilizado para a versão movida a álcool e gerava 81 cv, entretanto, a chegada câmbio de cinco marchas em 1984 para as versões LS e GLS, do AP-600 em 1985 proporcionaram uma revolução já que a eficiência deste conjunto motriz, proporcionou ao carro deslanchar em vendas.


Disponível inicialmente em duas versões (S e LS), o carro tornou-se um sucesso de público, mas também, um dos campeões nos índices de roubos, fazendo com que seu seguro se tornasse um dos mais caros à época para os carros de sua categoria – o que se mantém até os dias de hoje.


Em 1984 surgia a primeira versão diferenciada para o carro, a Plus, mas foi em 1987 que a Parati recebeu de fato, sua primeira modificação. Saía o painel de relógios quadradinhos e entrava o novo, de dois grandes relógios analógicos; saíam os espelhos retrovisores do Gol e entravam os do Santana. chegava também a versão 1.8 AP, de 85 cv; no Salão do Automóvel de 1988 ainda seria apresentada a versão GLS, dotada de motor AP-800, borrachões laterais com a inscrição, painel satélite, volante e bancos Recaro do Santana e do Passat GTS, rodas de liga-leve e bagageiro no teto.


Mas em 1990, o acordo com a Ford que criou a Autolatina jogou um pouco de areia na imagem do carro, já que ela passou a utilizar o fraco CHT, batizado de AE 1.6, de modestos 72 cv. Foi um choque para seus admiradores, que nem a reestilização de 1991 conseguiu minimizar por completo.


O AP só voltaria em 1993 com o fim da união das duas gigantes, para alegria dos fãs, um ano após o carro receber o catalisador, elemento obrigatório por lei para reduzir as emissões de poluentes.


Bolinha em 1996 o carro receberia a primeira grande mudança, fazendo com que surgisse, inclusive, a segunda geração da Parati, apelidada de “Bolinha” devido duas linhas bem mais arredondadas que a primeira. Mas as mudanças não se davam apenas na estética, já que o carro saía de fábrica equipado a partir de então, com alimentação via injeção eletrônica, mas as duas portas permaneciam.


As identificações de versões também mudavam e agora eram chamadas de CLi, GLi e GLSi Parati, também com três versões de motorização: AP 1.6 de 75 cv (82 cv no álcool), AP 1.8 de 90 cv (96 no álcool) e AP 2.0, de 109 cv, disponível apenas na GLSi.


Em 1997 a VW decidiu tirar uma nova carta da manga e lançou os motores Mi, com injeção de combustível multiponto e em sua esteira, agregou a seu line up duas novas versões da Parati, a 1.0 16V e a versão esportiva GTi 2.0 16V, visando aumentar seu arsenal para brigar com a Palio Weekend, que a Fiat lançara no começo daquele ano. Aliás, esta última pegava o motor do Gol GTi, de 145 cv, que a fazia alcançar respeitáveis 205 km/h.


Mas foi em 1998 que a Parati finalmente surgiu com quatro portas, com esta carroceria sendo disponível em todas as versões, com exceção da esportiva GTi, entretanto, o espaço interno continuou o mesmo, pois não houve aumento da distância de entre-eixos.


Terceira geração

A terceira geração do carro surgiu em 1999. A Parati chegava às lojas renovada por dentro e por fora e embora os motores tenham sido revistos, estes continuavam os mesmos. Saíam as versões CL, GL e GLS, dando lugar apenas às denominações Parati 1.0, 1.6, 1.8 e 2.0 Mi.


Em 2000 surgiam Gol e Parati 1.0 16V Turbo, deixando o desempenho dos carros extremamente apetitoso para uma configuração mil: 112 cv de potência e torque de 15,8 kgf.m, ante 69 cv e 9,3 kgf.m da versão aspirada. O carro andava muito, mas dava muito pau e com isso, acabou sendo descontinuado em 2003.


No final de 2001 o motor 1.0 16V ganhou uma pimenta e passou a desenvolver 76 cv, vindo a ser batizado de “Power”, enquanto que esteticamente, o carro recebeu uma nova grade.


Em 2003, mudanças importantes atingiram a Parati: ganhou motor “TotalFlex” na versão City 1.6, deixou de contar com o 1.0 e nasceu a Crossover para brigar com a Palio Weekend Adventure, mas o carro acabou não emplacando.


Quarta – e última – geração

Em 2005 o carro voltou a passar por um profundo processo de modificações e saiu da fábrica com novos capô, para-choque e lanternas traseiras, além de um interior como novos painel, bancos e revestimentos. No aspecto mecânico, tudo permanecia igual.


Neste mesmo ano, a VW tenta um novo golpe para bater a Adventure da Fiat e lança a Track & Field, que embora não tenha conseguido alcançar a popularidade da rival, permaneceu em cena até 2008.


Como o carro era muito visado pelos assaltantes, em 2006 a Volkswagen decide oferecer de graça um rastreador de série – o proprietário teria de arcar com os custos da mensalidade.


Em 2007 nasce, finalmente, uma versão Surf, com opção de motores 1.6 e 1.8 TotalFlex; dois anos depois (2009), é a vez de uma nova cartada contra a Palio Weekend Adventure: surge a Titan, com acabamento mais espartano e suspensões elevadas.


2010 é a vez da chegada do pacote Trend, com rodas de alumínio de 15 polegadas, enquanto que a Titan ganhava rodas de alumínio e revestimento de couro sintético em seu interior. Em 2011, a Titan despediu-se, restando apenas a 1.6 e a Surf.


Depois de muitas especulações sobre o seu fim, finalmente as últimas unidades do carro foram fabricadas em julho deste ano. Após o lançamento da Spacefox, a Parati passou a ser negligenciada pelos consumidores. Símbolo de esportividade, modernidade e ousadia de uma geração, ela atravessou 30 anos e agora, suas últimas unidades nem chegarão às lojas e serão vendidas a alguns funcionários da própria VW.


A voz da experiência

”Tive uma Parati 1983, das primeiras, em 1986. Peguei o carro com 56 mil km e só tive que trocar as buchas da suspensão dianteira que estavam ruins. No mais, o carro era excelente e fazia sucesso com as mulheres na época, pois era considerado ‘carro de boy’ (risos). Fiquei com ela três anos e não me arrependi de nada, mas não deu para fazer seguro, pois era muito caro, lembro”, Renato Consorte, 39 anos.


“Tenho uma G4 Track & Field 2007. É um carro bom que ‘guenta o tranco’ e nunca me deixou na mão. Tem bom espaço interno, manutenção relativamente barata, mas o que pega são os barulhos internos, devido à grande quantidade de acabamentos plásticos”, Cilo Oliveira, 41 anos.


“Eu tenho um Toyota Corolla e minha mulher, uma Parati G3 1.6 TotalFlex, que usa para levar e buscar as crianças na escola. É um carro de concepção antiga, mas que para o que ela usa, atende muito bem às expectativas, até porque, não chama a atenção, embora ainda seja uma perua bastante roubada. Aos 55 mil km, deu problema na direção hidráulica e gastei R$ 800,00 no conserto, mas no mais, é um carro confiável e econômico, pois na mão dela, faz cerca de 10 km/l aqui na cidade”.


“Em 2008 comprei uma Parati G3 2005. O carro era bom, um pouco duro (coisas de VW), talvez muito em função das rodas aro 15 com pneus 60, mas notava que a frente ficava instável nas acelerações mais fortes. A solução foi cortar um elo e meio da suspensão dianteira, mas aí, o carro ficou mais duro ainda”. Paulo Giffon Neto, 30 anos.


“Quando jovem, meu sonho era ter uma Parati, pois naquela época, era carro de surfista e eu achava demais aquilo. Vim ter uma 1.0 2000 e não gostei do carro, pois a achava fraca e, além do mais, os tempos eram outros. Quando fui renovar o seguro, quase caí de costas e decidi vendê-la para comprar um Classic 1.6”. Romero Júnior, 38 anos.


Seguro

A Parati, desde o seu lançamento, sempre foi um carro de seguro caro e isso permanece até nossos dias. De acordo com cotação realizada pela corretora RH Seguros (www.rhseguros.com.br) para uma Track & Field 1.6 Mi TotalFlex 2012, para um morador de São Paulo, na faixa etária de 40 anos de idade, casado, contando com sete dias de carro reserva e 100 km de guincho, saiu na seguradora mais barata por R$ 2.299,60, mas este valor chegou a exorbitantes R$ 9 mil na companhia mais cara. Veja também o quanto pode chegar uma cotação na ferramenta do WebMotors Seguro Auto.


Fique Atento

A Parati, desde que chegou ao mercado em 1983, nunca foi um carro que carregasse vícios de fabricação, embora, claro, problemas pudessem acontecer com certas unidades, entretanto, um problema que afetava frequentemente o carro eram trincas que surgiam na parte inferior da parede de fogo (parte que separa o motor do interior do carro) e também, nas torres dos amortecedores. Isso, inclusive, chega a inviabilizar a cobertura de seguro caso o veículo apresente este tipo de problema.


Apesar disso, os motores 16V costumam ser apontados como fáceis de formar borras em seus depósitos; as versões equipadas com carburador eletrônico também apresentam relatos de problemas de variação de marcha lenta.


As versões quatro portas costumam ser mais fáceis de vender que as de duas; o mesmo acontece com Paratis que têm suporte de bagageiro no teto (rack longitudinal) – as que não contam com este item são consideradas micadas.


Como acima citado, o seguro da Parati não é dos mais baratos para a categoria, o que significa que o carro tem índice elevado de roubos. Portanto, é bom estar ciente deste fator na hora de decidir pela compra.


Cesta de peças

(preços à vista-modelo 2013):

Pastilhas: R$ 137,00

Discos de freio: R$ 138,36 (cada)

Embreagem completa: R$ 535,00

Amortecedores: R$ 180,00(cada dianteiro)/R$ 113,59 (cada traseiro)

Para-choque traseiro: R$ 1.273,00 (versão básica)

Farol: R$ 368,00 (cada)

Retrovisor: R$ 160,00 (cada)


Recall

Segundo o site da fundação Procon do estado de São Paulo (http://www.procon.sp.gov.br/recall.asp), no dia 12 de fevereiro de 2002, a VW convocou os donos de Parati ano 2002 para análise e eventual substituição do cavalete/pinça de freios. De acordo com o comunicado, havia a possibilidade da formação de gases oriundos do processo de cromação dos pistões, que poderiam contaminar o sistema hidráulico dos freios.


Mas no final de 1997, a Volkswagen soltou um comunicado de recall na TV, convocando proprietários de Parati fabricadas naquele ano, para a substituição de um parafuso da coluna de direção, que devido à dureza superficial excessiva, poderiam se partir e gerar a perda de controle do veículo. A campanha está no Youtube e pode ser assistida em http://www.youtube.com/watch?v=clEqLeEyNKM.


Portanto, se o veículo que deseja adquirir for de um desse anos, confira no Manual do Proprietário se passou pelo recall.


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