Ele é argentino, mas tem origem francesa, jeitão oriental e alma brasileira

WebMotors avalia o novo Renault Mégane
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Revista Rally
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- Ele deve estar sofrendo uma crise de identidade. Como se já não bastasse ter origem francesa e ser fabricado na Argentina, o Renault Mégane ficou com um jeitão de coreano e ainda terá motor brasileiro a partir do final deste mês de abril. São os sinais da globalização. O modelo, que desembarcou por aqui em outubro de 1997 na versão sedã e em março de 1998 hatch, acaba de ser reestilizado na tentativa de aumentar seu apelo frente aos consumidores. A principal vantagem desse francês que fala portunhol está na extensa lista de equipamentos. Itens como airbag duplo e direção-hidráulica são de série desde a versão básica RT.

As mudanças estéticas mais marcantes estão na parte frontal. O dois vincos acentuados no capô dão um ar de esportividade, que é reforçada pelos novos faróis – maiores e mais angulosos que os anteriores. O que prejudica a harmonia do conjunto são as molduras cromadas das grades frontais. De gosto um tanto duvidoso, vão de encontro com o desenho esportivo do modelo. Pior que essas molduras só mesmo a barra cromada que une as lanternas da versão sedã. Esse abuso nos cromados deixou o novo Mégane muito parecido com os carros orientais.

Em ação, o Mégane mostrou-se confortável e silencioso. Os engates do câmbio são suaves e a posição de dirigir é boa, principalmente na versão com regulagem de altura no volante e no banco. O desempenho melhorou bastante em relação ao modelo anterior. O Mégane recebeu o moderno motor 1.6 16V de 110 cavalos em substituição ao 1.6 8V de concepção antiga, que gerava 20 cavalos a menos.

O novo motor – que atualmente é espanhol e passará a ser fabricado, ainda este mês, em São José dos Pinhais PR – é o mesmo que vem equipando uma das versões da Scénic desde o final do ano passado. “Em sua categoria de cilindrada, esse motor é o que há de melhor no mundo”, afirma Daniel Cavé, diretor de marketing da Renault.

Aliás, o Mégane compartilha um outro motor com a minivan: o 2.0 8V, de 115 cavalos, que é exclusivo da versão sedã RXE. Como a diferença de potência é ínfima, a única vantagem do 2.0 está no maior torque 17,5 mkgf contra 15,1 mkgf. Em compensação, o consumo também aumenta: segundo a fábrica, o 1.6 16V faz em média 14 km/l, contra 10,85 km/l do 2.0 8V.

Além da nova motorização, o Mégane ganhou rodas maiores — 15 polegadas. Essa mudança melhorou sensivelmente a estabilidade nas curvas. Um bom alento para quem deseja conhecer todo potencial do modelo. Dados de fábrica garantem que o 1.6 16V acelera de 0 a 100 em 10,6 segundos e atinge máxima de 189 km/h. O 2.0 8V tem desempenho praticamente igual: 0 a 100 km/h em 10,5 segundos e máxima de 190 km/h. A Renault espera vender 6 mil unidades do Mégane até o final deste ano. Sendo que 65% da versão hatch — RT R$ 27,5 mil e RXE R$ 33,5 mil — e o restante da versão sedã — RT R$ 30,5 mil e RXE 36,5 mil.

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