Eletropaulo desenvolve medidores para motos elétricas

Uma scooter movida a energia elétrica gasta R$ 19 a cada 22 dias. Um modelo a gasolina gasta R$ 165 no mesmo período
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Rodrigo Samy
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- A grande desafio da humanidade é criar maneiras inteligentes de locomoção sem agredir ao ambiente. Os automóveis com sistemas híbridos motor térmico e elétrico já são uma realidade, assim como as motocicletas elétricas.

No Brasil, as motocicletas e scooters totalmente elétricos já são uma realidade. A marca Motor-Z, por exemplo, comercializa aqui cinco opções que são importadas da China e montada pelo sistema CKD completamente desmontadas.

Três deles, A S500, SS500 e V500, utilizam motor de 500 watts e tem valores que variam de R$ 3.650 a R$ 4.500. Já o modelo S800, usa motor de 800 watts e tem preço sugerido em R$ 4.500. A opção mais potente e um pouco mais salgada é a do modelo S1000. Ele tem dois motores elétricos de 500 watts, sendo um em cada roda e custa R$ 5.200. Todos os modelos dispensam alavancas de câmbio, já que utilizam motor com tração aplicada diretamente sobre a roda traseira. Para carregar a bateria, basta ligar à rede elétrica em tomadas comuns 110 V ou 220 V. A autonomia é, em média, de 40 km. Ou seja, é ideal para pequenos deslocamentos.

Carregando o veículo na rua

De olho neste mercado, a AES Eletropaulo começou a trabalhar no desenvolvimento de medidores inteligentes de energia elétrica, destinados aos futuros condutores de motos elétricas.

A proposta é que os medidores sejam instalados em locais públicos como shoppings centers, escolas e em estacionamentos. A idéia é que haja uma tomada de força e os usuários possuam um cartão pré-pago, semelhante aos utilizados pelas empresas de telefonia para pagar pela energia utilizada quando carregarem as baterias.

Para que isso se torne realidade, a distribuidora já trabalha em um projeto de Pesquisa & Desenvolvimento P&D em parceria com o Departamento de Eletrônica e Microeletrônica da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação FEEC, da Unicamp, e com a Watts&Volts, que revende e distribui os scooters.

Frota de elétricas

“A necessidade e a opção por energias limpas tende a transformar produtos como essas características em uma opção racional de transporte. Principalmente se levarmos em conta as características da nossa área de concessão, que é composta por São Paulo, capital, e mais 23 municípios da região metropolitana. Em contrapartida, vemos quase que cotidianamente os congestionamentos recordes e a preocupação dos administradores públicos em resolver ou diminuir o problema. Nesse contexto, veículos elétricos e compactos passam a ser uma boa opção, não só para desafogar o trânsito, mas também pelo fato de não poluírem”, argumenta Max Xavier Lins, diretor de clientes corporativos da AES Eletropaulo.

A empresa já utiliza motonetas movidas a eletricidade para a realização de serviços internos. Esses veículos elétricos utilizam uma bateria semelhante à dos carros só que recarregável por meio de tomadas elétricas.

De acordo com Max, “esse projeto nos ajudará a identificar uma nova classe de consumo, com tarifa de energia elétrica diferenciada da residencial, comercial e industrial”. Em uma simulação feita pela equipe, em duas horas de uso dessa motoneta, durante 22 dias úteis do mês, seriam gastos R$ 19 em energia elétrica para poder abastecê-la, já considerados impostos e encargos setoriais. Para o mesmo período de utilização, caso o veículo seja abastecido com gasolina, o gasto seria de R$ 165 aproximadamente.

Para sair do papel

Os projetos são aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica ANEEL. Em agosto de 2007, o órgão regulador autorizou a empresa a realizar esse estudo e neste caso, estão sendo investidos R$ 790 mil na pesquisa. A previsão é que ela seja finalizada em fevereiro de 2009.

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