Ford prepara a chegada do crossover médio para o 2º semestre

Três brasileiros disputaram a corrida, com relativo sucesso no decorrer do período
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- A Ford sempre teve tradição em veículos utilitários fora do Brasil. Por aqui, a marca tentou repetir a trilha com o Explorer nos anos 90. Mas só em 2003, com o compacto e urbano EcoSport, a Ford conseguiu emplacar um SUV de sucesso no mercado brasileiro. No ano passado, a caminhada continuou com o crossover de luxo Edge, que ressalta mais a faceta requintada e luxuosa. Para este ano, a montadora norte-americana prepara a vinda de seu novo utilitário esportivo médio: o Kuga.

O modelo foi desenvolvido a partir da plataforma do Focus e foi apresentado durante o Salão de Genebra, em 2008. Na Europa, ele está no mercado desde então. Em fevereiro próximo, será oficialmente apresentado na Argentina e tem grandes possibilidades de ser produzido na mesma linha portenha que hoje monta o médio Focus.

As chances de o Kuga chegar ao mercado brasileiro são pequenas. Estão basicamente concentradas numa eventual produção argentina – coisa que a Ford não confirma oficialmente. Inclusive porque o modelo importado da Europa tem motorização a diesel, em uma configuração sem reduzida, o que impediria a homologação no Brasil. Caso seja produzido na unidade de Pacheco, haveria uma versão a gasolina – provavelmente com propulsor 2.5 litros Duratec de cinco cilindros e 200 cv, que já equipa a versão inicial do sedã médio-grande mexicano Fusion por aqui. Ele viria para brigar com Chevrolet Captiva, Honda CR-V e Volkswagen Tiguan no chamado segmento de crossovers médios, mas aliviado das taxas de importação – como ocorre com CR-V e Captiva. Dentro da Ford, o Kuga é um modelo em ascensão. Ele é feito na Alemanha, mas já está tudo pronto para o início da produção na planta de Louisville, nos Estados Unidos. A ideia é fabricar 80 mil unidades por ano até outubro de 2011.

Já na Europa, o SUV tem outra opção de propulsor: um 2.0 litros a diesel de 136 cv. O Kuga “hermano” tem versão de acabamento denominada Trend e traz de série sistema de som Sony com CD player, MP3 e Bluetooth para celular, bancos esportivos, rodas de liga leve de 17 polegadas, airbags frontais e laterais, freios com ABS e controles de estabilidade e de tração.

Existe também a opção de transmissão manual de seis marchas ou automática de cinco velocidades, ambas com tração integral nas quatro rodas. Para o mercado brasileiro, além da 4X4, a Ford deverá oferecer uma versão 4X2 com preços a partir de R$ 95 mil para ficar competitiva e poder duelar com Captiva, CR-V e Tiguan.

Impressões ao dirigir

Lições de equilíbrio por Eduardo Rocha
Apesar da enorme oferta de crossovers, nem de longe o mercado europeu reproduz o encanto com este gênero de carro que ocorre no Brasil. Afinal, as auto-estradas europeias não dão motivos para o consumidor optar por um modelo com boa capacidade de enfrentar trechos ruins, mas que perde em estabilidade e economia por ser grande e pesado. O Ford Kuga, porém, foge dessa equação perversa. Ele consegue, de verdade, ser um utilitário que se comporta como carro de passeio. Não fosse a privilegiada altura em relação ao trânsito, pouco se lembraria de que se trata de um utilitário esportivo.

Inclusive porque o motor, bastante moderno, conspira nesse sentido. Não há vibração, barulho ou falta de elasticidade que denunciem o propulsor Duratorq diesel sob o capô, com 136 cv de potência e 32,6 kgm de torque. O números de aceleração reforça a impressão: o zero a 100 km/h em 10,6 s. A máxima ficou em 180 km/h. Dinamicamente, o Kuga segue a mesma lógica de carro de passeio: é muito estável em retas e rola pouco lateralmente, mesmo nas curvas mais fechadas. O crossover da Ford tem uma "pegada" mais europeia que, por exemplo, a Chevrolet Captiva. Ou seja: tem uma suspensão mais rígida, que se compromete mais com a estabilidade, enquanto a Captiva privilegia o conforto e a maciez.

O equilíbrio e neutralidade no comportamento do Kuga nasce da moderna plataforma, a qual divide com a linha Focus e também com o Volvo XC60. No interior, vários elementos do Focus estão presentes, como o painel, o botão de partida em separado e os comandos. O Kuga testado, na versão top Titanium, tinha ainda dois aparelhos de GPS. Um, apenas indicativo de nomes de rua e direção a ser tomada, no miolo do painel. Outro, com mapa, apresentado na tela de 7 polegadas instalada no console central, onde se controla também o som, o ar-condicionado, a telefonia e o computador de bordo.

O modelo topo de linha tem todos os equipamentos que se pode exigir em modelos com este status. Bancos em couro, volante multifuncional, som de primeira linha, seis airbags, ABS, ESP e tração integral. O acabamento é muito bom, os revestimentos são de boa qualidade e a combinação de forração em plástico preto fosco e detalhes em metal cromado ou pintura em alumínio é bem harmoniosa. A boa altura deixa o espaço interno amplo, com bom espaço para pernas e cabeça e três passageiros no banco de trás ainda gozam de algum conforto. Tudo isso torna o Kuga um carro que une, de forma surpreendente, virtudes de um utilitário com as de um carro de passeio. Tem o espaço e o conforto de um com a estabilidade e a agilidade do outro.

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