Guia de compra – Conheça melhor a Chevrolet Ipanema

Perua tinha desenho controverso, mas era boa e bem equipada
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Alexandre Ramos
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- A Ipanema foi a versão perua da linha Kadett, lançada em 1989. Inicialmente contava apenas com duas portas, motor de 1,8 litro com 95 cv álcool ou gasolina posicionado transversalmente e duas versões de acabamento, a básica SL e a top SL/E. Era, à sua época, a perua nacional mais moderna, o que podia ser notado por meio dos vidros colados à carroceria e suportes embutidos para bagageiros e racks, além do próprio motor transversal com o distribuidor na ponta do comando de válvulas.

Com linhas bastante retas na traseira, era dotada de um estilo controverso que, se não agradava, pelo menos conferia funcionalidade ao modelo. O porta-malas, em razão disso, era imenso, com 930 litros de capacidade com o banco traseiro em posição normal e 1.847 litros com o encosto traseiro abaixado dados encontrados no manual da Ipanema.

O interior era bem acabado e a versão mais cara trazia volante espumado com regulagem de inclinação, regulagem de altura do banco do motorista, aviso sonoro de luzes acesas, conta-giros e rodas de liga-leve, entre muitos outros itens.

Em 1991 foi lançada a primeira série especial da Ipanema, a Wave, baseada – em termos estilísticos – na série especial do Kadett denominada Turim. Não era igual no grafismo, mas empregava alguns elementos do "irmão" hatch.

Em 1992, para atender ao Proconve, ganhou injeção eletrônica de combustível monoponto EFI, com a potência passando para 98 cv nas versões a gasolina e 99 cv nas versões a álcool. Uma luz-espia auxiliar para troca de marchas e os encostos de cabeça vazados uma tendência na época também seriam empregados na linha 1992.

Em 1993 é a vez da série especial Sol e no mês de abril daquele ano viria a tão esperada versão de quatro portas e motor de 2 litros e 110 cv de potência. Uma curiosidade interessante é que, ao contrário das demais versões da linha Kadett, apenas ela saía com pinos de trava nas portas, em vez das travas junto às maçanetas internas, uma herança da versão alemã do Opel Kadett Caravan de quatro portas.

Em 1994 é a vez de a linha mudar de nomenclatura, com as versões básica e top passando a ser respectivamente GL e GLS. Nesse mesmo ano sai a terceira série especial da Ipanema, a Flair, baseada na versão GL, mas com motor de 2 litros e capô do motor do Kadett GSi.

Em abril de 1994 a Ipanema passa a contar com um novo painel de instrumentos, bem melhor e mais bem acabado, além de contar com uma tampa de porta-luvas mais eficiente que a anterior, que nunca parava aberta e precisava de grandes pancadas para fechar. Os controles de vidros passaram a se localizar nas portas, em vez de no console central.

Em 1996 a linha passa pelo primeiro face-lift, que, na verdade, se limitou aos pára-choques mais arredondados e pintados na cor do veículo mesmo nas versões básicas e nova grade, lanternas traseiras fumê, volante de três raios e pneus de medidas maiores 175/70 R13 para os carros sem direção hidráulica e 185/70 R13 para os equipados com direção hidráulica.

Com esse face-lift a versão GLS sai de linha e no ano seguinte, a Ipanema deixa de ser produzida para dar lugar à Corsa Wagon.

Comprando uma Ipanema usada

Este é mais um daqueles modelos que demandam cuidados extras na compra. Não que sejam particularmente problemáticos, mas a idade do último exemplar produzido é de, no mínimo, dez anos. Com isso a possibilidade de encontrar carros íntegros vai diminuindo cada vez mais.

A Ipanema é um carro robusto e de manutenção barata, tem grande quantidade de equipamentos nos modelos mais antigos e top de linha, como os primeiros SL/E, tem acabamento bastante razoável e são baratos para comprar. Como aspectos não muito favoráveis, a Ipanema tem design controverso e, para os tempos atuais, bastante ultrapassado. O espaço para os passageiros traseiros é exíguo e o consumo, mesmo para os motores 1.8 injetados, é alto.

Os problemas mais comuns desse carro estavam no acabamento peças que se quebravam, a tampa do porta-luvas dos primeiros modelos, que não fechava de jeito nenhum, o sistema de elevação do banco do motorista e do passageiro que emperrava; mas há ainda a coluna de direção, que nos modelos que contam com regulagem trazia uma certa folga na cruzeta da coluna, que aparecia mesmo em carros com pouca quilometragem na época, nas molas a gás da tampa traseira, que sustentam muito peso e tendem a se desgastar com uma certa facilidade, além de problemas de engates por causa do trambulador e fumaça expelida pelo escape anéis ou retentores de válvulas. Boa sorte!

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