Guia de Compra – Volkswagen Golf

Lançado em 1974, o Golf foi a grande aposta da Volkswagen em seu novo conceito de automóvel
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- Qual o carro de maior sucesso da Volkswagen? Se você disse Fusca, se enganou! Apesar de o simpático sedã ser um ícone da cultura pop e ter alcançado nos 50 anos em que foi produzido, a respeitável marca de 20 milhões de unidades produzidas, é o Golf o grande sucesso de vendas da fábrica alemã. Isso porque para chegar à mesma quantidade de carros produzidos, ele precisou praticamente da metade do tempo, apenas 26 anos. Detalhe: o Golf continua a ser produzido e é um dos carros mais vendidos na Europa.

Lançado em 1974, o Golf foi a grande aposta da Volkswagen em seu novo conceito de automóvel, cujos destaques ficavam sobre tudo por conta do motor de 4 cilindros com arreferimento líquido disposto transversalmente e da tração dianteira, cuja tecnologia era proveniente da Auto Union mais tarde Audi, uma subsidiária da marca. Ele tinha três versões: a básica, com 1.1 litro e 50 cv de potência, cuja velocidade máxima era de 140 km/h. A intermediária, com 1,5 litro de capacidade cúbica e 70 cv de potência — e boa velocidade final de 160 km/h — e finalmente a versão GLS, a top de linha que tinha como opicional câmbio automático, com 1,6 litros e 75 cv de potência, capaz de atingir 162 km/h.

O então novo hacht-back da Volkswagen também se sobresaía por seu desenho arrojado e moderno para época, mais uma obra do designer italiano Giorgetto Giugiaro, que também foi responsável por desenhar carros como o VW Passat e o Fiat Uno.

Conhecido como "Type 17" — codinome dado pela fábrica alemã ao seu novo projeto —, o Golf era o representante de uma nova era para a marca alemã, pois sua superioridade em relação ao Fusca era inegável. Bem mais seguro já contava com zonas de deformação na dianteira e na traseira em caso de colisões e cinto de três pontos nos bancos dianteiros, ele também era mais ágil e confortável tinhas suspensões independentes e de funcionamento mais suave na dianteira, do tipo McPherson e principamente mais econômico, algo de extrema importância numa época em que a produção de petróleo mundial estava em crise.

Ao contrário do Fusca, o Golf contava com duas versões de carroceria, duas e quatro portas — ambas com a porta traseira do porta-malas.

Por todos estes motivos, em menos de dois anos em produção, o Golf já se mostrava um carro de sucesso, superando a marca de 500.000 unidades produzidas.

Em junho de 1976, diante de uma enorme aceitação do novo VW, a marca alemão lançaria a versão que entraria para história, ressaltando a esportividade do modelo: o Golf GTI.Esta sigla de respeito, significa Gran Touring Injeciton, ou Gran Turismo Injeção, uma mensão tanto a sua vocação esportiva, como também ao sistema de alimentação, onde o carburador dava lugar ao sistema de injeção mecânica, moderna para os padrões da época.

Externamente, o Golf GTI tinha detalhes como molduras plásticas sobre os pára-lamas, spoiler, faixas laterais e friso vermelho na grade dianteira. No interior, bancos esportivos, volante de três raios e manopla do câmbio em formato de uma bola de golf.

Mas era sob o capô que ele escondia seu maior encanto. O quatro cilindros em linha de 1.6 litros desenvolvido pela Audi, tinha elevada taxa de compressão de 9,5:1 e sistema de alimentação por injeção mecânica desenvolvida pela Bosch e batizada como K-Jetronic. Com isso, o motor era capaz de render 110 cv, alcançado a respeitável potência específica de 68 cv/l. Nada mal, principalmente diante do fato do Golf ter o baixo peso de 800 kg, o que possibilitou uma boa relação peso e potência de 7,2 kg/cv. O desempenho não deixava a desejar: acelerações de 0 a 100 km/h em 9,2 s e velocidade máxima real de 183 km/h.

O sucesso foi instantâneo. A produção inicial prevista para o primeiro ano da versão, de 5.000 unidades, foi superada em mais de 20%. Ela só não foi ainda maior em virtude da incapacidade da Bosch na época em fornecer um maior número do sistema de injeção K-Jetronic.

O nascimento da versão foi por acaso, quando Herbert Schuster — engenheiro de desenvolvimento da fábrica de Wolfsburg —, decidiu preparar o motor de seu Golf dando-lhe um desempenho mais esportivo. O inesperado resultado obtido por Schuster tanto chamou atenção da fábrica, que no Salão de Frankfurt de 1975, a marca expôs o que seria um estudo de um Golf esportivo.

O Golf GTI foi a vitrine da Volkswagem para inúmeras tecnologias, algumas delas marcaram a indústria automobilística. Foi em sua segunda geração, cujos principais diferenciais dicavam por conta do entre eixos mais largo, porta-malas maior e um design mais atual na traseira — com laternas maiores —, que foi apresentado o motor com 16 válvulas e 137 cv de potência, o sistema de tração integral batizado como Syncro e também o ABS, que impedia o travamento das rodas durante as frenagens em condições de baixa aderência.

Até mesmo uma insana versão batizada com o nome de G60 Limited foi apresentada pela Volkswagem, o Golf mais potente de todos os tempos. Nos 70 exemplares produzido, a alta performance era o grande apelo. Dotado de um motor 1.8 litros com 16 válvulas e compressor atmosférico — e também sistema de tração integral —, o Golf GTI era capaz de render 210 cv de potência, ultrapassando os 230 km/h.

Passados 14 anos desde seu lançamento, o Golf chegava em 1988 à marca de 10 milhões de unidades produzidas.

A terceira geração chegaria três anos depois. Em agosto de 1991, o Golf era apresentado na Alemanha após sofrer as maiores mudanção desde que fora apresentado. Estéticamente o carro ganhou um aspecto mais robusto, com formas mais arredondadas e carroceria mais longa e larga. A versão GTI passava a ter motor 2.0 litros, mas em virtude das novas dimensões e do maior peso, o desempenho permaneceu praticamente inauterado, tendo o motor com 8 válvulas 115 cv de potência e o com 16 válvulas, 150 cv.

Poucos meses depois, a marca se redimia com o público que havia se decepcionado pela falta de evolução em performance no Golf geração III. Surgia o Golf VR6, o primeiro carro de seu porte a ser equipado como motor hexacilíndrico no mundo.

Extremamente compacto, o motor V6 do Golf tinha a capacidade cúbica de 2,8 litros e sua potência e torque máximos eram de 174 cv e 23,9 Kgf.m, respectivamente. O VR6 era capaz de chegar a 225 km/h e tinha com item de série, rodas BBS de 15 polegas e diferencial autoblocante controlado eletronicamente.

Como ocorreu na geração anterior, a geração III do Golf seria marcada por uma edição especial chamada de SLC de apenas 500 unidades, cujo motor tinha 2,9 litros e potência máxima de 190 cv. Foi também na terceira geração que o Golf encantou o mercado Brasileiro. O GTI 2.0 duas portas foi o primeiro a ser comercializado no país. Seu motor com cabeçote de 8 vávulas rendia 115 cv de potência, o suficiente para levá-lo de 0 a 100 km/h em 10 s e alcançar os 195 km/h. Fabricado no México, o Golf GTI perdia para os concorrentes brasileiros — Chevrolet Kadett GSI e Ford Escort XR3 — no quesito preço, graças a alíquota de importação desfavorável.

Curiosamente, o primeiro Golf vendido aqui não contava com contrôle elétrico dos vidros, nem tampouco dos espelhos retrovisores, algo que só aconteceria em 1995, quando também chegaria ao país, as versões GLX 2.0 — fabricado no México — e a GL 1.8 de origem alemã.

No ano seguinte, a versão GL 1.8 passou a também ser importada do México, e ganahva novo sistema de injeção eletrônica multipoint, garantindo um aumento na potência máxima para 96 cv. Ainda em 1996 algumas unidades do Golf VR6 foram importadas, porém, em virtude do elevado preço, não tiveram números expressivos de vendas.

Graças à acirrada concorrência do segmento dos pequenos/médios na Europa, em 1997 o Golf sofria novas e profundas mudanças indo, portanto, para sua 4ª geração. A receita adotada pelo fabricante alemão foi buscar em sua subsidiária Audi, a plataforma e motorização do modelo A3.
No Brasil ele só chegaria no ano seguinte, passando a ser importado apenas da matriz alemã em três opções de motorização, a 1.6 litros de 101 cv, a de 2.0, com 115 cv e o GTI, cujo motor com 20 válvulas e turbo rendia 150 cv de potência.

Foi apenas em 1999, que finalmente o Golf passou a ser fabricado no Brasil — ao lado do A3 —, na fábrica da cidade paranaense de São José dos Pinhas.

Em 2 000, o Golf ultrapassou a surpreendente marca de 20 milhões de unidades fabricadas em todo mundo.

No exterior, o carro de maior sucesso da Volkswagen mostrou que ainda tinha pique para vender ainda muitos milhões de unidades, sofrendo mais duas remodelações que o mantiveram competitivo. Uma em 2003 — chegando assim a sua 5ª geração — onde o maior diferencial ficou por conta da carroceria de desenho mais arrojado e aerodinâmico, e outra em 2009, que se mantem inalterada até hoje. Nesta última, a 6ª geração, as mudanças ficaram por aconta apenas de um face lift na dianteira e na traseira do carro, tudo para deixá-lo com a linha estética similar ao dos outros carros da marca.

Infelizmente para nós brasileiros, o Golf aqui produzido está defasado em duas gerações em relação ao modelo europeu, mesmo sofrendo um pequeno mudança estética no final de 2007, basicamente com a adoção de novos conjuntos opticos e novas lanternas. Ainda assim, o Volkswagen Golf se mantem com um dos carros mais desejados e admirados pelo consumidor brasileiro. Apesar de ser reconhecidamente um automóvel resistente e seguro, o calcanhar de Aquiles do modelo está no seu alto preço — a partir de R$ 54.320 para versão com motor 1.6 segundo o site da marca no dia 22/09/2011— e também no alto índice de roubo, o que torna o valor do seguro extremamente alto. Tudo isso reflete em sua colocação modesta no ranking de carros mais vendidos do país, com apenas a 49º lugar.

Nos resta aguardar ansiosos pela modernização do carro aqui no Brasil, o que certamente repetiria o sucesso alcançado no exterior, dando ao Golf ainda muitos anos de vida... e sucesso!

O que saber na hora de comprar um Golf Usado

O longo dos 12 anos de produção do Golf no Brasil, mais de 500.000 unidades foram fabricadas, tornado-o seu projeto maduro e um carro confiável a ponto das críticas entorno do modelo serem a respeito de pequenos detalhes pontuais, não os caracterizando como problemas crônicos.
De qualquer maneira, sempre fique atento ao funcionamento regular do motor, que jamais pode queimar óleo pelo escapamento nem apresentar vazamentos, e também à carroceria, que pode mostrar em manchas, diferença de brilho ou mau encaixe dos pára-choques e peças metálicas como pára-lamas, que o carro já sofreu acidentes.


Recall no Golf

A Volkswagem já convocou os proprietários do veículo Golf para os seguintes recall:

24/11/2008
MODELO - INTERVALO DE CHASSI
Golf: 84000001 a 94015426 - Foi constatada a possibilidade de equívocos na montagem da lanterna traseira esquerda dos veículos equipados com faróis de neblina de série, nas quais a lente da luz de neblina é branca em vez de vermelha. Esta condição, com a luz de neblina traseira ligada, pode confundir os motoristas que trafegam atrás do veículo, causando a falsa impressão de que está sendo realizada uma manobra em marcha a ré e, eventualmente, causar acidentes.

Solução: Verificação e, se necessária, a troca da lanterna traseira.

20/04/2007
MODELO- INTERVALO DE CHASSI: Golf: 64 016 144 a 64 020 422
Verificação da galeria de combustível e eventual troca da peça. A Volkswagen detectou que onde ficam montados os bicos injetores dos motores 1.6 e 1.4 dos modelos citados, pode apresentar uma fissura. A ação tem como objetivo verificar a possibilidade de ocorrência de vazamento de combustível na peça, que envolve lotes do componente produzidos entre janeiro e março de 2006.

20/04/2007
MODELO - INTERVALO DE CHASSI: Golf com ABS Ano 2001 - 1J14052781 a 1J14083364
Ano 2002 - 1J24000001 a 1J24025229
Verificação e, se necessária, substituição de componente da unidade de controle do sistema ABS. A matriz da VW, na Alemanha, constatou que um chip da unidade de controle eletrônico do ABS pode sofrer superaquecimento e eventualmente pegar fogo, incendiando componentes próximos, no compartimento do motor. Ainda que ocorra, essa avaria não provoca redução do desempenho do freio.
20/04/2007
MODELO - INTERVALO DE CHASSI
Golf - Ano 2000 - Y4025404 a Y4040819
Ano 2001 - 14000079 a 14008605
Verificação e, se necessária, a substituição do braço da suspensão dianteira. A Volkswagen do Brasil constatou que a solda de um dos elementos de fixação do braço de suspensão dianteira de alguns veículos pode ter ficado incompleta e, em alguns destes casos, vir a ocorrer a soltura dessa fixação. Trata-se de evento progressivo, não súbito, precedido de ruído, ainde que possa finalmente vir a afetar o controle direcional do veículo. Essa possibilidade atinge um número reduzido de veículos, mas a Volkswagen optou por inspecionar todos os veículos acima identificados.

Caso necessite de maiores esclarecimentos no recall citados acima, entre em contato com os Concessionários VW, com a Central de Relacionamento com Clientes pelo telefone 0800-0195775.

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