Guia de Compra – Volkswagen Jetta

Lançado na Europa há 32 anos, o Jetta briga por um novo espaço no mercado
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André Ramos
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– No final dos anos 70, a matriz da Volkswagen na Alemanha apresentou ao mundo o projeto de um sedã médio que se consolidaria como uma das receitas mais bem elaboradas da fábrica. Com bom espaço interno para seus ocupantes, um razoável espaço no porta-malas, mecânica confiável e boa dirigibilidade, o Jetta saía da linha de montagem em 1979 prometendo ser uma boa opção àqueles que, já possuindo família, não abriam mão de uma certa esportividade, tanto no que se referia ao design quanto ao desempenho. Nesta primeira versão, o carro contava com opções de motorização que variavam de 1.1 a 1.8 litro, com câmbio manual de cinco marchas ou automático de três velocidades.

Ao longo dos anos, o carro passou por algumas modificações, chegou a se chamar Vento e Bora, versão esta lançada em 1998 quarta geração e que chegou aqui no Brasil em 1999, derivada do Golf. Em nosso país, o carro contava apenas com motor 2.0; já o câmbio podia ser o mecânico de cinco marchas ou então o automático de quatro velocidades mais tarde ampliado para seis mas parece não ter agradado, talvez em virtude das limitações de sua plataforma oriunda do hatchback.

A quinta geração do Jetta surgiu ao mundo em 2005 e durante seu desenvolvimento contou com a colaboração dos designers brasileiros José e Marco Pavone. Sua importação para o Brasil deu-se no início do ano seguinte, mas apresentando apenas a versão com motor 2.5 de cinco cilindros, câmbio automático de seis marchas e potência na casa dos 150 hp – que mais tarde foi ampliada para 170 hp. Outro destaque desta nova versão é o maior espaço interno, já que o entre-eixos do carro foi ampliado, atingindo 2,65 m. Atualmente, o carro é conta com três versões: Comfortline 2.0, Comfortline 2.0 Tiptronic ambas com 120 hp e torque de 18,4 kgfm e a top de linha, a Highline 2.0 TSi Tiptronic, cujo motor desenvolve nada menos que 200 hp a 5.100 rpm e torque de 28,5 kgfm, variando de 1.700 a 4.000 rpm, com transmissão DSG de dupla embreagem e seis marchas. A versão top ainda traz suspensão traseira independente na top de linha e direção com assistência elétrica – nas outras duas é hidráulica – controle eletrônico de estabilidade e bolsas infláveis para a cabeça, entre outros itens.

Com estas novas configurações, a Volkswagen do Brasil traça uma nova estratégia para brigar de maneira mais acintosa com seus rivais Toyota Corolla Toyota Corolla, Honda Civic Honda Civic, Chevrolet Malibu Chevrolet Malibu e Ford Fusion Ford Fusion uma vez que agora, seu modelo básico parte dos R$ 65.755 – as outras duas versões têm preço sugerido de R$ 69.990 e R$ 89.520, respectivamente.

O que observar na hora da compra?

Segundo proprietários e ex-proprietários do veículo consultados para a elaboração desta reportagem, as versões mais antigas do carro costumam apresentar alguns inconvenientes, sobre os quais é preciso estar atento.

Embora o sistema de freios do Jetta seja bem dimensionado e não exija muito esforço do pé sobre o pedal, ele utiliza o sistema de presilhas para a fixação das pastilhas e com o passar do tempo, estas passam a ficar folgadas e, com isso, apresentam ruídos indesejáveis. Falhas na sonda Lambda também foram observadas, mas o problema pode ser solucionado rapidamente em uma concessionária, porém, a mão de obra e as peças não são as mais convidativas. No caso de uma simples troca de óleo e filtros, o proprietário não deixa menos de R$ 700,00 em uma autorizada da marca.

Já a ergonomia dos bancos da frente também já foi apontada como algo desfavorável no Jetta anterior ao atual 2005 a 2009, a ponto de este ter sido motivo para que um de seus proprietários viesse a se desfazer do veículo poucos meses após sua aquisição. Além disso, o couro sintético utilizado até então em sua forração peca pela falta de sofisticação exigida pelo público-alvo do carro.

Como o Jetta é mais orientado à esportividade que a maioria de seus rivais de categoria, pode-se observar queixas de alguns ex-proprietários, talvez mais acostumados ao conforto que à busca por performance, uma vez que o carro transmite mais as imperfeições do solo ao habitáculo, além de ser mais ruidoso.

Problemas relacionados ao estofamento do teto e faróis com diferença de tonalidades também já foram relatados, mas em raras oportunidades.

Recall
Recentemente, a imprensa norte-americana anunciou um recall do Jetta vendido por lá, uma vez que um problema nos cabos do alarme e da buzina podem provocar a parada do sistema do limpador de parabrisas e também, o desligamento do sistema de iluminação do carro. Por lá, foram convocados 71.043 Jetta fabricados entre março de 2010 e março de 2011 mas segundo a subsidiária brasileira da Volkswagen, por aqui não haverá a necessidade de convocação, uma vez que o carro vendido no Brasil conta com uma arquitetura do sistema de vidros elétricos e da rede de distribuição diferente do comercializado no hemisfério norte.

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