Guia de Compras: Volkswagen Fox

Ele é robusto e pequeno para andar na cidade; problema está no excacabamento

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Redação WM1
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Com o trânsito cada vez mais intenso, nada mais justo que a decisão do seu próximo carro usado pender para um hatch ágil e robusto, certo? Mas, ele precisa ser compacto e ao mesmo tempo espaçoso por dentro. Assim é Volkswagen Fox que reúne as qualidades de uma minivan com a praticidade de um hatch compacto.

O Fox é produzido desde 2003 na mesma plataforma do Polo (PQ24) – lançado no final de 2002 – e inicialmente chegou apenas na opção de duas portas e a gasolina: 1.0 de 65 cv (City) e 1.6 de 101 cv (Plus e Sportline). A City não vinha com para-choques pintados e a Plus era diferenciada pela direção hidráulica, e por fim, a Sportline contava com roda de alumínio de aro 15 e farol de neblina. No ano seguinte, chegava a versão com quatro portas.  Mais tarde, os motores passaram a ser flexíveis: 1.0 de 72/71 cv e 1.6 de 103/101 cv. No início de 2005, surgia o CrossFox com apelo offroad, com altura livre do solo de 5,3 cm. De série recebia direção hidráulica, rodas de alumínio 205/60 R15 e banco traseiro com ajuste longitudinal, além de quebra-mato, estribos, faróis de milha e neblina e rack de teto. Airbag, ar-condicionado, trio elétrico, alarme, CD player, comandos de som no volante, freios ABS e revestimento nos bancos e volante em couro eram vendidos como opcionais.

Em meados de 2007, já como linha 2008, a linha Fox recebia algumas pequenas mudanças no para-choque dianteiro, e no CrossFox novo travamento do suporte do estepe traseiro, faróis com duplo refletor e quebra-mato com faróis de milha integrados ao para-choque. Nas laterais foram incorporados novos adesivos alusivos à versão aventureira. Neste ano chegava a versão Route equipada com mimos como volante multifunção com comandos do som e CD Player com tecnologia Bluetooth, entradas para cartões de memória tipo SD-Card e dispositivos USB. Mas em abril de 2008 chegava a linha 2009 com novos motores EA111 VHT (Very High Torque) 1.0 (76/72 cv) e 1.6 (104/101 cv). O ano também ficou marcado com a chegada da “versão customizada” de fábrica Extreme, voltada para o público jovem e equipada só com motor 1.6. Em meados de 2009 era a vez de a série especial Sunrise fazer a sua estreia, com leves adereços aventureiros e equipada somente com motor 1.6. Além dela, a linha ganhava nova reestilização e um novo painel com instrumentos maiores. Com isso, a versões passavam a se denominar como Básica com direção hidráulica de série, Trend, com revestimento superior dos bancos e faróis com duplo refletor e Prime com sensor de estacionamento traseiro, computador de bordo e câmbio automatizado i-Motion (opcional) como destaques. Dois anos depois, surgiram as séries especiais Black Fox e Silver Fox baseadas na versão 1.0 e a Rock in Rio com motor 1.6 e no final de 2013 surgiu a Seleção equipada com motores 1.0 ou 1.6 e câmbio manual ou automatizado. A mudança significativa do Fox só viria em 2014, que passou a ter direção com assistência elétrica, além do motor 1.6 16 v de 120/110 cv e câmbio manual de seis marchas, disponível para a versão Highline que substituiu a Prime em 2013.

DE OLHO NA COMPRA

O Volkswagen Fox é uma boa opção para quem tem entre R$ 15.000 e R$ 35.000 para investir em um usadinho. Nesta faixa de preços há inúmeras opções de versões e motorizações e é aí que a atenção deve ser redobrada. Evite a qualquer custo os modelos mais básicos e movidos somente com gasolina que são verdadeiros micos no mercado de usados. Dê preferência as opções com quatro portas e equipadas com ar e direção que têm mais fluidez e a mesma regra se aplica as cores mais chamativas como o amarelo, o laranja ou o azul.

Feito isso, verifique cuidadosamente o estado geral que garante o cuidado que o antigo dono teve. Veja se as revisões foram feitas no prazo determinado pela fabricante através do livreto de manutenção e garantia no quais deverão estar com todos os carimbos das mesmas. Olhe também se o modelo pretendido passou pelos recalls incluindo aí o do polêmico sistema de rebatimento dos assentos traseiros que chegou a vitimar seriamente algumas pessoas. Na dúvida, a Volkswagen disponibiliza o número 0800-0198866 e o site www.vw.com.br para checar se o modelo passou por algum recall e se o item em questão foi verificado e ou substituído.

Aproveite também para fazer um test drive em ruas de paralelepípedo para verificar possíveis folgas e ruídos no conjunto das suspensões que ocorrem com frequência nestes modelos, assim como os rolamentos traseiros que apresentam defeitos precoces e pode custar mais de R$ 600 dependendo do problema. Peça a um mecânico verificar o estado de todos os coxins (suspensão e caixa de câmbio) que costuma trincar mesmo em carros com quilometragem baixa.

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Outra fonte de ruídos vem dos freios que ocorre com certa intensidade, mesmo em modelos mais novos, além do excesso de plásticos nas portas e painel que não possui a devido isolamento acústico. Não deixe de ver também possíveis odores de mofo ou umidade nos carpetes, que pode indicar vazamentos pelas borrachas de vedação, um defeito crônico, segundo alguns consultores de autorizada. Dê atenção ao farol de milha (se o modelo pretendido tiver o acessório) está embaçado ou mesmo com acúmulo de água. O problema pode estar na má vedação do componente. Se estiver fora da garantia, a uma fina camada de silicone na emenda entre a lente e o refletor pode resolver o problema.

Outro problema comum é da fechadura da tampa do porta-malas que, segundo alguns especialistas, estaria no acionador defeituoso da abertura elétrica. O motorzinho não sai por menos de 200 reais na concessionária. Por falar nisso, não se esqueça de checar se o sistema de acionamento dos vidros elétricos funciona corretamente, pois não é difícil dar problemas de desgaste. Um conserto dele pode sair por 70 a 400 reais, dependendo do diagnóstico. Por isso, fique atento a estes detalhes e boa compra!

OUTRA OPÇÃO DE USADO É: RENAULT SANDERO

Se a sua intenção para o próximo carro é comprar um hatch, mas quer mais espaço no porta-malas, vá de Sandero. São 320 litros de capacidade contra 260 do concorrente da Volkswagen. Outra vantagem está no custo das peças. No comparativo, o Volkswagen apresenta preços mais elevados do que modelo da Renault. Em média, os componentes do Fox são 25% mais caros do que os do Sandero. Em compensação, a depreciação maior recai sobre o exemplar francês.

Colaborou Fernando Garcia

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