Pneus que rodam sem ar

Pelo menos oito marcas oferecem, hoje, pneus que rodam vazios
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Fernando Calmon
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- Se existe algo que deixa as pessoas incomodadas, no uso do dia-a-dia do carro, é um pneu furado. Ocorre, muitas vezes, em horário ou local desconfortável e traz prejuízos que não se limitam ao tempo perdido. Técnicas construtivas e novos materiais tornaram os pneus mais resistentes, ao longo dos anos, capazes de não esvaziar com um simples prego. Dependendo da sorte, é possível continuar rodando até achar um local para executar o conserto.

Desde os primórdios da indústria se procura uma solução. A primeira patente para um pneu que conseguia rodar sem ar foi pedida em 1892, mas nenhuma aplicação prática. Somente em 1978 a Goodyear anunciou um produto capaz de rodar vazio por distância e velocidade limitadas. No entanto, várias dificuldades atrasaram a estréia em mais de uma década.

Apenas no início dos anos 1990, chegou como opcional para o Chevrolet Corvette. Tentava resolver, além do incômodo, a falta de espaço para alojar o estepe e o macaco em um carro esporte. Custava muito caro, a durabilidade era 75% menor e o conserto, ainda mais oneroso, sem contar a busca de uma oficina com capacidade para tanto. Depois de furado, o carro só podia percorrer 80 km, desde que se mantivesse a 80 km/h. Pelo preço elevado, apenas 1% dos automóveis vendidos nos EUA vinha de fábrica com esse equipamento, nos primeiros anos.

Até hoje, embora pelo menos oito marcas ofereçam pneus que rodam vazios, velocidade e distância percorrida evoluíram pouco esta última pode ultrapassar agora 100 km. A principal diferença está na adoção do dispositivo automático de monitoramento de queda de pressão. No quadro de instrumentos, lâmpadas-piloto indicam quais ou qual pneus, estão abaixo da pressão normal. É importante porque o motorista quase não sente, no volante, perda sensível de dirigibilidade caso de furo lento, mas em velocidades maiores podem ocorrer problemas.

Há alternativas tecnológicas entre as soluções apresentadas pelos fabricantes. Só a Michelin exige rodas especiais, mas todos devem ter flancos super-reforçados. Depois da virada do século, a procura aumentou em todo o mundo. Entre as razões, além dos aperfeiçoamentos, surgiu a vantagem de economizar peso estepe, macaco e ferramentas e, portanto, impactar no consumo de combustível.

Ponto positivo para a indústria automobilística que continua em transe acerca do assunto, em função da emissão de gás carbônico diretamente proporcional ao volume de combustível consumido, apesar da falta de consenso no meio científico sobre combate eficaz ao aquecimento global.

A produção maior atual de pneus que podem rodar vazios, com restrições, levou à redução de custos. Isso atraiu as marcas premium. A BMW, por exemplo, estendeu a oferta deles para toda sua linha. É fácil notar aspereza de rodagem, especialmente em pisos ruins, de carros equipados com esses pneus por força da robustez dos flancos e da carcaça. O ideal é dispor de uma suspensão projetada para tal, como ocorre com o BMW Série 1.

Livrar-se do estepe e agregados, porém, fala mais alto. A segurança também é muito importante porque torna fácil controlar o veículo numa repentina e instantânea perda de pressão, ou prosseguir até um local seguro.

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