Kia adiciona álcool à receita bem-sucedida do Soul

Crossover mantém preço e ganha mais força com a nova versão Flex
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Rodrigo Ribeiro
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– Itu - SP – Apesar de ser calórico, sempre fui fã de pão. No café da manhã, antes do almoço e no lanche da tarde, lá estava ele, do tipo francês ou de forma. Por estar tão acostumado com o gosto dele, torci o nariz quando meus pais levaram para casa uma receita nova de pão, com cerveja. Mas devo admitir que fiquei surpreso com a diferença que o álcool fazia àquele alimento que eu tanto gostava.

Com o Kia Soul não é diferente. Calma, não vou comparar o visual do modelo com o de um pão – confronto possível apenas com outro modelo. É que o hatchback ou seria mini-SUV? acaba de ganhar a versão Flex, lançada no final do ano passado e apresentada à imprensa especializada nesta semana. E, tal qual o pão, a adição de álcool à bem-sucedida receita do modelo só fez bem ao Soul.

De Teresina a Campos do Jordão
O desenvolvimento do motor 1,6l 16V flexível começou em 2009 na matriz da Kia, na Coreia do Sul. Além da reprogramação da injeção eletrônica e tratamento das peças que entram em contato com o combustível, o quatro-cilindros teve a taxa de compressão ampliada, de 10,5 para 12,0. Para o consumidor isso significa mais potência e torque. Com gasolina o Soul Flex gera 126 cv e 16,0 kgfm de torque, contra 124 cv e 15,9 kgfm da versão anterior. Se abastecido com o agora caro etanol a potência vai para 130 cv e o torque, para 16,5 kgfm.

Os testes dinâmicos do modelo foram realizados ao longo de 2010, com avaliações do sistema de arrefecimento motor a etanol funciona em temperatura maior em Teresina PI e Rio de Janeiro. O sistema de partida a frio, obrigatório para nosso E100, foi posto à prova em Campos do Jordão SP e São Paulo. Mas se engana quem pensa que a mudança externa do Soul Flex fica restrita ao logotipo no porta-malas.

Não precisa de manicure
Dê uma olhada na lateral do Soul anteriore compare com o novo. Notou alguma mudança? Aparentemente um detalhe simples, as novas maçanetas foram um pedido do público feminino. Embutido, o mecanismo antigo danificava as unhas das motoristas na hora de abrir a porta. Se você, caro leitor, acha isso um detalhe, pergunte à sua namorada, esposa ou amiga o que elas acham de quebrar a unha recém-feita.

No interior há outro detalhe novo, desta vez, para agradar os homens. A versão de câmbio automático a partir de R$ 63.900 agora conta com opção de trocas seqüenciais para as quatro marchas. A iluminação e grafia do painel de instrumentos também é nova. De resto, o Soul continua sendo o mesmo de sempre, com cabine ampla e jeito de hatchback com teto alto. Bem, na verdade não é só jeito.

Vinte e cinco milímetros
O Soul é alto, bem alto. Para se ter uma ideia, apenas 2,5 cm separam a altura do modelo 1,61 m à do Sportage. Isso dá ao Soul duas características, uma boa, a outra ruim. A parte boa é que jogadores de basquete poderão ter esse Kia na garagem sem se preocupar em bater a cabeça, mesmo no banco de trás. A ruim é que o centro de gravidade elevado prejudica a dinâmica do carro.

Para contornar isso a Kia seguiu a fórmula do smart ForTwo: plataforma larga e suspensão mais firme. Com 1,78 m de largura e 4,10 m de comprimento, o Soul faz curvas sem susto, mérito também dos amortecedores e molas mais rígidos. A dureza maior na suspensão, felizmente, não é tanta a ponto de transformar ruas esburacadas em tormentos diários.

Leve, a direção com assistência elétrica não tira a sensibilidade do motorista em curvas mais rápidas, tornando o Soul ainda mais divertido de dirigir. Mais barata R$ 52.900, a versão avaliada pelo WebMotors no interior paulista mostrou fôlego de sobra para efetuar ultrapassagens e contornar curvas fechadas. O único senão fica por conta dos freios, cujo pedal tem pouca progressividade e sem assistência de ABS. O sistema de segurança só é oferecido no Soul de R$ 58.900, ainda manual.

Fit é referência
Mesmo com a ausência do ABS na versão de entrada, o Soul continua oferecendo o recheio de sempre, com o básico esperado para um carro de quase R$ 53 mil: direção elétrica, airbag duplo, trio elétrico, rodas de liga-leve de 16 polegadas e ar-condicionado viu, Volkswagen?. Faróis de neblina, ABS e a popular câmera de ré surgem por R$ 6 mil a mais. As rodas de 18 polegadas chegam no Soul de R$ 60.900, enquanto o câmbio automático fica disponível nas duas versões mais caras, de R$ 63.900 e R$ 65.900. A diferença entre elas fica restrita ao acabamento nos faróis e na lateral interior da carroceria.

Durante a apresentação técnica do modelo a Kia destacou o posicionamento superior do modelo em relação à concorrência, cuja referência, segundo a marca, é o Honda Fit – rival brasileiro com preço e desempenho inferior ao do Soul. Com as melhorias implementadas no já virtuoso modelo, a meta de vender 18 mil unidades este ano contra 8,6 mil em 2010 não soa exagerada. Como no pão de cerveja, o Soul Flex prova que adicionar álcool a uma boa receita pode resultar em algo ainda melhor.

Test-drive feito a convite da Kia do Brasil

FICHA TÉCNICA – Kia Soul Flex 2011

MOTOR

Quatro cilindros em linha, dianteiro, transversal, 16 válvulas, 1.591 cm³

POTÊNCIA

130 cv etanol / 126 cv gasolina a 6.300 rpm

TORQUE

162 Nm / 16,5 kgfm etanol a 5.000 - 157 Nm / 16 kgfm gasolina a 4.500 rpm

CÂMBIO

Manual de 5 velocidade ou automático de quatro

TRAÇÃO

Dianteira

DIREÇÃO

Por pinhão e cremalheira, com assistência elétrica

RODAS

Dianteiras e traseiras em aro 16”, de liga-leve aro 18” opcional

PNEUS

Dianteiros e traseiros 205/55 R16 225/45 R18 opcionais

COMPRIMENTO

4,10 m

ALTURA

1,61 m

LARGURA

1,78 m sem espelhos

ENTREEIXOS

2,55 m

PORTA-MALAS

340 litros

PESO em ordem de marcha

1.267 kg a 1.287 kg

TANQUE

48 l

SUSPENSÃO

Dianteira independente, tipo McPherson; traseira dependente, tipo barra de torção

FREIOS

Discos ventilados na dianteira e na traseira com tambor

PREÇO

R$ 52.900 a R$ 65.900

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