Valkyrie oferece força com estilo futurista

Versão repaginada da muscle cruiser japonesa conta com motor boxer de seis cilindros opostos e reafirma design arrojado para as novas estradeiras da H

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Agência Infomoto
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“Hoje, um ícone do motociclismo retorna em uma forma totalmente nova. A Valkyrie está de volta, mas não é uma motocicleta que celebra o passado”. As palavras escolhidas por Bill Savino, gerente de imprensa da Honda nos Estados Unidos, para apresentar a nova geração da custom, que chegou ao mercado local neste ano, foram mais do que mero marketing. Embora a proposta continue a mesma: uma muscle cruiser equipada com o motor da Gold Wing tradicional com desempenho para cobrir grandes distâncias, a Valkyrie foi totalmente redesenhada e se apresenta para consolidar o design futurista com característica dos novos modelos custom da Honda.

 

O porte musculoso da Valkyrie foi mantido. Entretanto, a aparência de uma simples custom deu lugar a um visual futurista. De acordo com a Honda, os grandes painéis laterais são mais do que estética e ajudam a defletir o calor gerado pelo propulsor para longe do piloto. Na rabeta, o largo paralama traseiro recebeu o assento da garupa que traz as alças de apoio integradas. A ideia foi tornar o conjunto facilmente removível, deixando a moto agradável aos que preferem enfrentar a estrada sem acompanhante.   

 

Os escapes são as únicas peças que conservam o acabamento cromado tradicional das customs. Porém, foram encurtados e brotam diretamente de baixo do quadro para se dividirem para cada lado da moto. O toque moderno fica por conta das três pequenas saídas embutidas em cada cano. Já o farol, poligonal, fica parcialmente encaixado entre as duas largas aletas que ladeiam o radiador. O design da nova Valkyrie segue a mesma tendência que a Honda vem experimentando em outras customs, como a CTX 1300 e a CTX 700N, que chega ao Brasil no final deste mês.

 

Boxer hexacilíndrico

Assim como era em suas gerações anteriores, a Valkyrie partilha o atual propulsor boxer de seis cilindros opostos refrigerado a liquido de comando único no cabeçote (SOHC), oriundo da GL 1800 Gold Wing. Com 1832 cm³ de capacidade, o motor é capaz de gerar até 116 cv a 5.500 rpm, enquanto o torque é de expressivos 17 kgf.m já disponíveis nos 4.000 giros. O câmbio é de cinco marchas.

 

Os freios são discos duplos com 316 mm de diâmetro na dianteira, e único na traseira com 316 mm de diâmetro. Na versão vendida nos Estados Unidos, os freios C-ABS são opcionais, enquanto no modelo europeu o sistema antitravamento é item de série. As suspensões conservam a configuração equipada na touring, sendo garfo telescópico invertido na frente – com sistema anti-mergulho - e amortecedor único com link no monobraço traseiro. 

 

As medidas – 2,605 mm de comprimento X 945 mm de largura X 1,455 mm de altura – são praticamente as mesmas da Gold Wing convencional. Porém, com 340 kg em rodem de marcha – com a adição de dois quilos para a versão com ABS –, 70 kg a menos do que a touring da Honda, o que se converte em melhor desempenho na hora de devorar a estrada. E o assento com 725 mm de altura garante que isso seja feito de maneira confortável e próximo ao chão, como pede uma boa cruiser.

 

Família Gold Wing

A nova Valkyrie chega para ser o terceiro membro da família Gold Wing tanto nos EUA quanto na Europa, mercado no qual a custom musculosa é vendida com o nome de “Gold Wing F6C”. Ao lado dela, além da luxuosa touring que também é comercializada no Brasil, está a bagger F6B, versão da Gold Wing que partilha diversas características da GL 1800, mas adota um para-brisa menor e elimina o topcase, mantendo apenas as malas laterais rígidas. Nos Estados Unidos, o preço sugerido para a Honda Gold Wing Valkyrie parte de 18 mil dólares, o que corresponde a cerca de R$ 40 mil. 

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