De acordo com apuração do WM1, quatro modelos modelos poderão aparecer por aqui. Dois estão 99,9% certos e outros dois ainda precisam de definições, mas, sim, estão cotados. Mas vamos começar pelos modelos que estão certos...
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Novo Caoa Chery Tiggo 5X Hybrid e Tiggo 9
Tiggo 5X Hybrid: confirmado, mas nada revelado
Apesar de ser o SUV mais barato da Caoa Chery, o Tiggo 5X é o que vende menos diante de seus irmãos maiores. No entanto, essa história pode começar a mudar em 2026 com a chegada do novo Tiggo 5X Hybrid. O SUV compacto foi anunciado pela marca no Salão do Automóvel de São Paulo de 2025, em novembro, no mesmo dia em que foi anunciada a pré-venda do novo Tiggo 5X (100% combustão) em parceria com a Webmotors, o maior marketplace automotivo da América Latina.
Ainda não há detalhes técnicos de como será o sistema híbrido adotado pelo modelo, que poderá ser herdado (uma possibilidade) dos modelos híbridos da Omoda & Jaecoo, o Omoda 5 e o Jaecco J7. Aqui, um motor 1.5 turbo a gasolina trabalha juntamente com um motor elétrico que funciona com bateria recarregada pelo próprio propulsor à combustão. Vamos aguardar.
Tiggo 9 flagrado em testes no Brasil
Já o Tiggo 9 deu as caras no Salão como principal atração da marca, e apesar de não ter sido confirmado oficialmente, fontes ligadas à marca disseram ao WM1 que, sim, será lançado no Brasil em 2026. E a prova mais clara de que o Tiggo 9 será o SUV mais caro da Caoa Chery no Brasil é que uma unidade foi flagrada em dezembro rodando completamente camuflada em testes na cidade de Campos do Jordão, interior de São Paulo.
- Notícia relacionada - Tiggo 9: já aceleramos o futuro SUV da Caoa Chery no Brasil
O Tiggo 9 impressiona pelas dimensões generosas: são 4,82 metros de comprimento, 2,82 metros de entre‑eixos, 1,93 metro de largura e 1,70 metro de altura. O modelo acomoda até sete passageiros, oferecendo 200 litros de porta‑malas com todas as fileiras em uso e 580 litros com a terceira fileira rebatida.
No conjunto mecânico, o modelo mistura um motor 2.0 turbo a gasolina de 265 cv com três motores elétricos, resultando em potência total próxima de 500 cv. Esse sistema trabalha em conjunto com transmissão automática de oito marchas e tração integral eletrificada, reforçando a proposta de entregar desempenho elevado aliado à eficiência energética.
Quanto ao preço, a Caoa Chery não revela qualquer número, mas a lógica de posicionamento indica um valor acima do Tiggo 8 Pro Plug‑in Hybrid, que não sai por menos de R$ 269.990. Assim, a expectativa é que o Tiggo 9 supere facilmente a faixa dos R$ 320 mil, consolidando‑se como o modelo mais caro e sofisticado da marca no Brasil.
Caoa Chery Arrizo 8 hybrid também pode chegar em 2026
O foco da Caoa Chery serão os dois SUVs mencionados acima - Tiggo 5X Hybrid e Tiggo 9. No entanto, pessoas próximas à marca não confirmaram - mas também não negaram - que o Arrizo 8 poderá pintar no mercado brasileiro em 2026 para brigar com BYD King e a versão híbrida do Toyota Corolla. O modelo foi uma das atrações do estande da marca no Salão do Automóvel.
O Arrizo 8 é um sedã médio-grande de 4,78 metros, com design renovado e aparência esportiva. Além das proporções generosas — 2,79 m de entre‑eixos, 1,84 m de largura e 1,46 m de altura — o modelo se destaca pela motorização híbrida plug‑in, capaz de rodar com alta eficiência e desempenho.
O conjunto mecânico combina um motor 1.5 turbo a gasolina de 156 cv e mais de 23 kgfm, dois motores elétricos — um deles responsável por tracionar as rodas, com 204 cv e 32 kgfm, e outro atuando como gerador — e uma bateria de 18,3 kWh. No total, o sedã entrega 350 cv e 54 kgfm de torque, números que o colocam diretamente na disputa contra modelos como Toyota Corolla e BYD King.
Segundo a fabricante, o Arrizo 8 pode rodar cerca de 100 km no modo elétrico, enquanto a autonomia total chega a aproximadamente 1.400 km, sempre considerando medições do ciclo chinês. A aceleração de 0 a 100 km/h é realizada em menos de 8 segundos, e a velocidade máxima alcança 185 km/h. O sedã ainda conta com tanque de 60 litros, reforçando sua proposta de viagens longas sem comprometer o consumo.
Picape Himla seria a maior surpresa da Caoa Chery
O mercado das picapes médias está bem aquecido no mercado brasileiro. A Toyota Hilux domina o segmento, e assiste de camarote Ford Ranger e Chevrolet S10 brigarem palmo a palmo pela segunda colocação. No entanto, para 2026, uma nova caminhonete média poderá dar as caras por aqui. Estamos falando da Himla.
A Caoa Chery Himla foi uma das grandes surpresas do Salão do Automóvel de São Paulo 2025. Diferentemente de Tiggo 5X Hybrid, Tiggo 9 e Arrizo 8 — que parecem como prioridades da marca —, a picape média surgiu sem alarde e sem qualquer confirmação oficial de lançamento, mas deixou claro que está nos planos da fabricante. Fontes ligadas à empresa admitem que existe um trabalho ativo para viabilizar o modelo no Brasil, embora sua chegada ainda esteja mais distante.
Exposta no estande da marca, a Himla chamou a atenção pelo porte e pela proposta. Trata‑se de uma picape média, posicionada para competir diretamente com Hilux, Ranger, S10, Mitsubishi Triton e a futura Ram Dakota. Com isso, a Himla entra em um segmento altamente competitivo, no qual a Caoa Chery ainda não atua.
Construída sobre a plataforma KP11, a picape utiliza arquitetura body‑on‑frame, típica de modelos voltados ao trabalho pesado e uso misto entre cidade e off‑road. Suas dimensões reforçam essa proposta: são 5,33 metros de comprimento, 1,92 metro de largura e 1,82 metro de altura. O porte robusto é acompanhado por números relevantes para o segmento: 1 tonelada de capacidade de carga e 3.500 kg de capacidade de reboque, valores alinhados às líderes da categoria.
A Himla também se destaca pela variedade de configurações mecânicas apresentadas. O conjunto inclui um motor 2.3 turbodiesel, que entrega cerca de 161 cv e 42,8 kgfm de torque, além de opções a gasolina 2.4 e uma versão híbrida plug‑in (PHEV). Esta última combina propulsão elétrica com autonomia estimada em 100 quilômetros no modo 100% elétrico, reforçando o movimento da Caoa Chery em direção à eletrificação — tendência já consolidada na linha Tiggo e nos estudos de expansão da marca.
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