Nissan e Renault vão se separar?

Informação foi revelada pela imprensa norte-americana, mas desmentida pela empresa japonesa

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Renan Rodrigues
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O problema Carlos Ghosn parece não ter fim na Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi. Após toda a polêmica com a prisão e fuga para o Líbano, o ex-executivo pode ser pilar do fim da parceria.

É o que afirma o jornal estadunidense "The Financial Times". Segundo a publicação, há planos que incluem a total divisão das áreas de engenharia e manufatura, além de mudanças no conselho da empresa japonesa.

Ghosn seria visto com maus olhos desde quando resolveu unificar setores de engenharia e fabricação entre os fabricantes. Curiosamente, essa é uma tendência global, como mostraram Fiat e Peugeot.

A sinergia de setores essenciais diminui os custos e aumenta a margem de lucro. Só que até mesmo dentro da marca francesa já há dúvidas quanto ao futuro da parceria.

Aliança quebrada

O novo presidente da Renault, Jean-Dominique Senard, disse ter dúvidas sobre a continuidade da parceria. Além disso, ainda não há um posicionamento a respeito da Mitsubishi. Lembrando que as marcas têm contratos comerciais entre elas, mas nunca assinaram fusões, por exemplo.

Caso haja a separação, também seria necessário rever o contrato com a Daimler. A  Aliança estabeleceu uma parceria comercial com a dona da Mercedes-Benz, que incluía a produção de picapes médias em uma plataforma compartilhada - Nissan Frontier, Renault Alaskan e Mercedes Classe X.

Nissan garante continuidade

Em nota divulgada nesta terça-feira, os executivos da Nissan garantiram que a aliança é a "razão da competitividade" da marca. "Com esta parceria, que busca gerar crescimento estável e a longo prazo, a Nissan vai seguir obtendo resultados positivos para as três sociedades", disse o grupo no comunicado.

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