Charmoso e completo, o Fiat 500

ABS, ESS, ESP, Hill holder, BAS, 2 airbags, freios a disco nas 4 rodas e mais por R$ 39.990
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Roberto Nasser
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Fosse o Faustão a assinar a Coluna, o leitor pensaria tratar-se do chinês JAC J3, atual referencia de conteúdo e preço no mercado nacional. Mas não é. É o mexicano Fiat 500.

Adequado às agruras nacionais, suspensão reforçada, maior altura livre, bom pacote de conforto e segurança e, fundamentalmente, preço cortado por isento de imposto alfandegário, e reduzido por mudar o foco no mercado: deixa de ser carro de griffe, e passa a opção ecológica-elegante.

Outra visão, outro propósito. Quatro versões, do completo Cult 1.4, 8 válvulas – motor nacional mandado ao México – ao Lounge, 1.4, 16 válvulas, cabeçote Multiair, 125 cv, transmissão automática de 6M, tem para todas as visões no mercado, muito especialmente para as cidades de trânsito denso. A versão Cult, básica, por R$ 3mil pode ter o automatizador Dualogic.

Mixando necessidades, confortos, segurança, preço sintonizado – é mais barato, equipado e com charme novo sobre toda a turma concorrente, de Citroën C3 a Chevrolet Agile – a pretensão da Fiat, vender 1.000 veículos ao mês, parece irrealmente contida. Com rede de 506 concessionários, parece inimaginável, cada comerciante venda apenas duas unidades mensais da novidade.

Na prática o 500 ajudará a fazer escada de preços, uma grade de proteção à marca. Entre Mille, Uno, Palio – atual e o novo, próximo mês – Punto e as versões do 500, terá tipo, versão e preço a cada R$ 2 mil.

Com lançamento transmitido pelo Facebook, ida às redes sociais, confortos como o Clube L´Único, oferecendo facilidades e serviços, e mais sistema avaliador da maneira de conduzir via computador ou telefone, abre a era do charme. E mostrará, apesar do conteúdo e preço, diferencia-se do J3 ao ter o premiado ator Dustin Hoffman a exibir que não precisa ser grande para ser completo.

Quanto

Cult 1.4 8V – R$ 39.990 + Dualogic = R$ 42.990
Sport Air 1.4, 16V R$ 48.800 + Automática 6M R$ 52.800
Lounge Air Auto 1.4 16V R$ 54.800
Prima Edizione R$ 50.450
+ série inicial, contida em 500 unidades

Pebble Beach, a crise americana desviou daqui

O mar na baía de Monterey, na Califórnia, é manso e verde acinzentado. As praias, de pouca profundidade, são uma fímbria de pouca areia, muitas pedras, base das montanhas pontuadas por ciprestes e por pinheiros da região. Um bordado recortado, embora num pequeno pedaço haja uma praia de cascalho, um gramado portentoso, e um hotel em elegante branco.

O nome diz, é Pebble Beach. O hotel, The Lodge. Mas o que os trazem a este espaço é que ali, há 61 anos, iniciou-se o mais competente, elegante e completo encontro de veículos no mundo, o Pebble Beach Concours d´Elegance. A competência negocial norte americana transformou-o em negócio portentoso. Reúne tematicamente os 200 melhores exemplares do mundo, é organizado, tem catálogo, dentre os juízes designers de montadoras e estas, em dezena, patrocinam o evento e aproveitam o poderoso público que paga US$ 200 para entrar, para fazer lançamentos. Neste ano, Land Rover Evoke, Infitinity, Lexus GS, o conceito Cadillac Ciel, dentre a dezena de estandes.

Neste ano o Best of The Show, indicado pelo show man Jay Leno, também expressivo colecionador, foi o francês Voisin A 25 Aerodyne, de Peter Mullin.

Desdobramento do programa, leilões invejáveis, com classificação de veículos por preço, idade, interesse. Destes, um dos mais importantes é o da Gooding & Company, onde houve novo recorde num protótipo Ferrari Testa Rossa, carro de corridas. Muito assunto, pouco espaço, renderá matéria própria.

Roda-a-Roda

Pico – A Audi anuncia seu esportivo R8GT: motor V 10, 600 cv a 8.000 rpm; câmbio com dupla embreagem, 6M; zero a 100 km/h em 3,6s, 320 km/h. Construção esmerada, partes em alumínio, fibra de carbono, discos de freio em cerâmica, couro Alcantara, e som Bang & Olufsen.

Dúvida – No Brasil apenas 3, de cabalísticas 333 produzidas. É para o sub compartimento da fração nicho. Preço? R$ 1.000.000. Questão pertinente: é caro ou voltamos a perder a noção do preço dos bens e serviços?

UP! – A Volkswagen alemã terá ao Salão de Frankfurt o pequeno UP!, entrada da marca. Motor 1.0, três cilindros, consumo baixo, a menos de 10 mil euros, diz para cidade e estrada. Por pensar, limitado pelos 60 a 75 cv, autoestrada de velocidade livre, não é bom ambiente.

Down – Mau negócio para o Brasil. O UP! toma o lugar do Fox, secando as exportações brasileiras.

Susto – O sopro de medo vindo da economia mundial causa mal estar no Brasil. Medida prática, montadoras vendem menos aos revendedores, e a cadeia tem estoque superior a um mês de vendas. Automóvel no Brasil é ícone e termômetro da economia.

Medida – Consequencia natural nas matrizes estrangeiras: se as vendas caem, criam condições favoráveis para despejar o excedente no exterior, em especial no Brasil onde o mercado é crescente, e enormes as margens de lucro. Por isto, há sempre conversa transversal no governo fcaptional para restringir importações.

Xing-Ling – A nona chinesa chega ao Brasil. Agora é a Brilliance, pela CNAuto, representante Haifei – vendido como Towner – e Jinbei, aqui Topic. Sua rede terá as três marcas. Produto inicial, sedã FRV, motor 1.5, 104 cv, câmbio 5M mecânico, entre R$ 43 mil e R$ 55 mil.

Mais outra? - Ratan Tata, dono do grupo indiano com seu nome, incluindo fábrica de automóveis, esteve no Brasil e visitou autopecistas. Tata integra o conselho diretivo da Fiat, reunido em intenso trabalho de 21 a 25 de julho, na fábrica de Betim, MG. Depois, agenda de visitas facilitada pela aconselhada local.

Definição – Pessoal da Fiat garante não retomar conversas de produção brasileira com a Tata, como há três anos, para produzir picape grande, inviabilizadas por diferenças conceituais. Tata parece interessado em ônibus e caminhões.

Fôlego - A linha Ford Ranger 2012 dá a última respirada antes da troca por modelia nova em 2012. Novo cinza novara, detalhes de aparência e segurança, e o maior leque de opções entre cabines, motores, tração.

Sacada – Para manter liderança, e vendo o mercado de picapes muito lazer e pouco trabalho, a Fiat opcionalizou o automatizador de câmbio Dualogic na versão cabine dupla. Depois fluirá à estendida. É para quem não gosta de mudar marchas. O Adventure CD Dualogic sai a R$ 55.350.

Moto – Traxx, fábrica chinesa montando em Manaus evoluiu o modelo Fly, considerado dos bons negócios em motos, para 135 cm3. Novidades, 13,1 cv de potencia, opção de pneus on e offRoad, freios a disco nas duas rodas, suspensão traseira monoamortecida, garantia de 2 anos.

Costumes – Acompanhantes dos concessionários Fiat ao lançamento do 500 em Miami, aumentaram a renda local. Câmbio favorável, preços atrativamente reais e acompanhantes entesourados geraram malas e malas e malas e malas e malas .... de fundamentais desnecessidades.

Projeto – Pela 10ª vez a Mitsubishi venceu o Rallye dos Sertões, entre Goiânia e Fortaleza. Foi com Lancer Racing, dirigido por Guilherme Spinelli e Youssef Haddad, na primeira prova do automóvel no Brasil.

Ecologia - Uma redução epicíclica, como em cambio automático de automóveis, no cubo da roda ligado independente do aro de tração, multiplica a energia aplicada pelos braços. Idéia genial copia o sistema de marchas de bicicletas e poupa os ombros de cadeirante. Em breve à venda: www.intelli-wheels.com.

Gente – Itamar Franco, ex-presidente, homenagem póstuma. O Museu do Senado, por ele alavancado, terá seu nome. Quando presidente foi quem viabilizou o agora ameaçado Museu Nacional do Automóvel, em Brasília.

As opiniões expressas nesta coluna são de responsabilidade de seu autor e não refletem, necessariamente, a opinião do site WebMotors.

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Roberto Nasser edita@rnasser.com.br , residente em Brasília, é advogado, especializado em indústria automobilística. Dentre suas ações de utilidade social se destacam a defesa para a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança e as propostas da criação da categoria do veículo de coleção, da dispensa de equipamentos modernos pelos carros antigos, da mudança de óptica sobre os colecionadores, da permissão de importação de veículos antigos, além da criação do Museu do Automóvel, na Capital Fcaptional, do qual é curador. Escreve sobre automóveis semanal e ininterruptamente há 41 anos e trata este ofício como diversão e lazer. Sua coluna “De Carro por Aí” é publicada em 15 mídias.

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