PSA francesa faz previsão catastrófica

Marca teve o pior desempenho entre as 10 maiores no Brasil
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Um boletim de hoje 10 da agência Reuters divulgou uma afirmação de Christian Streiff, diretor da Peugeot-Citroën na França, que coloca a situação da indústria automobilística como “catastrófica”, pois, segundo o dirigente, os mercados emergentes importantes, que os fabricantes consideravam geradores de crescimento, agora tiveram seu movimento de alta interrompido.

Ele prevê que as vendas do grupo Peugeot-Citroën despenquem 20% em 2009, e piora de situação em 2010.

"O que está acontecendo neste momento é uma catástrofe global na indústria de veículos porque os mercados brasileiro, chinês e russo pararam, assim como o europeu”, disse.

Consultada, a PSA no Brasil confirmou a posição da matriz. Ao que parece, o executivo francês extrapola a situação da Peugeot para o resto da indústria e a situação na Europa para o resto do mundo.

As vendas de janeiro no Brasil cresceram 1,5% em relação a dezembro. Num momento de crise mundial, crescer, mesmo parcos 1,5%, é sinal de vitalidade. Além disso, a comparação está sendo feita entre o pior janeiro e o melhor dezembro meses do ano. A produção foi retomada, depois da paralisia em dezembro com a antecipação das férias coletivas, e embora as perspectivas sejam de queda nas vendas em 2009, não há quem vislumbre uma catástrofe, conforme imagina o dirigente da PSA.

Se analisarmos apenas o comportamento da Peugeot, aí sim a situação é crítica. No ano passado ela foi a marca com o pior desempenho entre as dez maiores que atuam no Brasil. Cresceu apenas 5,1% em relação ao ano anterior, num mercado que teve um crescimento médio de 14,1%.

O mau desempenho da Peugeot no Brasil, portanto, não foi resultado da crise econômica e sim de fatores internos, que não cabe aqui analisar. Tanto que outras marcas souberam administrar melhor a sua atuação e tiveram crescimento expressivo. A Renault cresceu 56%, a Honda 37% e a própria Citroën do grupo PSA aumentou as vendas em 37%.

Em janeiro, a propósito, a Peugeot iniciou uma recuperação no Brasil. Enquanto as vendas internas cresceram 1,5%, a marca francesa vendeu 15,6% a mais, passando de 5.271 unidades para 6.094. E não foi a que mais cresceu. A Nissan teve uma alta de 35%, a GM 30% e tantas outras aumentaram as vendas, um formidável desempenho em tempos de tanto pessimismo.

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Joel Leite joelleite@autoinforme.com.br é diretor da agência de notícias especializada no setor automotivo AutoInforme. Produz e apresenta o quadro sobre automóveis no programa Shop Tour e fornece informações para vários veículos de comunicação. É especialista no mercado de automóveis desde 1984, quando começou no Jornal do Carro do Jornal da Tarde. Joel é formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero e pós-graduado em Comunicação e Semiótica.

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