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Fernando Calmon
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- Cooperação tecnológica e troca de experiências não parecem estar entre as prioridades em um mundo globalizado e cada vez mais competitivo. O chamado Projeto Simba coloca-se entre as raras exceções. Trata-se de uma iniciativa meritória da União Européia no campo de transportes terrestres com o objetivo de aumentar a segurança do trânsito e limitar o impacto no ambiente. Os parceiros são países emergentes fora do Velho Continente: Brasil, China, Índia e África do Sul.

A idéia, já em curso, é estabelecer uma rede transnacional para conduzir projetos de colaboração, envolvendo órgãos governamentais, universidades, especialistas e empresas com grande experiência nos temas. As três principais áreas incluem tecnologia automotiva, infra-estrutura viária e ITS em inglês, Sistemas Inteligentes de Transporte. A interface está a cargo da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, mais conhecida como AEA.

O início aqui aparenta timidez. Na Europa, a verba para pesquisas de novos conceitos de mobilidade atinge US$ 80 bilhões, só entre 2007 e 2013. O Simba reservou, a fundo perdido, um investimento de US$ 1,5 milhão para o Brasil, no período 2006-2008, centrado em eventos, participação em seminários e estímulo de iniciativas. As sementes, no entanto, foram plantadas. Há 42 projetos apresentados à AEA em diferentes estágios de avanço.

Brasileira radicada na Bélgica, Mariana Andrade, do Instituto Ertico, acredita que em 2009 os primeiros projetos começarão a ser implantados. Cinco têm maior chance:

• Companhia de Engenharia de Tráfego: administração integrada do trânsito
• Universidade de São Paulo: segurança e integração de modais de transporte
• Instituto de Pesquisas Tecnológicas: administração de manutenção, materiais alternativos e reciclados em pavimentação de rodovias
• Biocombustíveis: etanol, no Brasil; biodiesel, na Europa, com troca de experiências
• Informação imediata de acidente: E-call

O que teria maior impacto direto para os motoristas vem sendo defendido pela Magneti Marelli. A E-call é uma chamada de emergência por telefone celular gerada automaticamente por sensores ou pelos ocupantes do carro, em caso de acidente. Seria estabelecida comunicação por voz ou alarme com um centro privado ou público de assistência. O socorro médico poderia ser enviado de imediato. Já se implantou o sistema nos EUA e na Europa, agregando outros serviços.

Uma vez formada a rede de conexão, o relato de acidente chegaria às centrais de controle de trânsito instantaneamente e avisos apareceriam em pórticos de informação, diminuindo congestionamentos. Outro recurso incluiria instruções de desvio de rota, em tempo real, para os veículos que possuíssem navegadores por GPS. Entre as barreiras a vencer estão o custo da rede pouco tráfego de comunicação frente aos gastos de implantação e a massificação do uso de navegadores. Estes precisariam receber algum estímulo fiscal.

Para a União Européia, preocupada com mortos um milhão por ano e feridos nove milhões em países emergentes, além dos altos custos da mobilidade, o Simba tem o objetivo de cooperar, mas também abre boas oportunidades de novos negócios.

RODA VIVA

ATÉ hoje não existe um legítimo utilitário esporte compacto como o EcoSport, no mercado brasileiro e mundial. Segundo Luc de Ferran, engenheiro aposentado da Ford Brasil que concebeu o modelo, foi necessário modificar a arquitetura original do Fiesta, inclusive centro de gravidade. Se isso não ocorrer na fase inicial do projeto, fica muito caro o desenvolvimento posterior.

ESTUDOS da J.D. Power sobre evolução das vendas em 24 dos 27 países da União Européia, até 2010, indicam algumas tendências. Entre as marcas premium, Mercedes e Audi continuam a crescer; BMW cai. Das generalistas, VW, Renault e PSA Peugeot Citroën terão expansão contínua. GM Opel estaciona, enquanto Ford e Fiat começam a cair de 2009 para 2010. Honda e Toyota sofreriam também quedas contínuas de 2006 a 2010. A conferir.

TIPO de carroceria que mais cresceu no ano de 2007 no país foi o sedã: 43%. Tendo em vista que o mercado se expandiu perto de 30%, os chamados carros de três volumes atingiram 27% do total. Monovolumes, utilitários esporte e picapes médias sofreram as maiores quedas.

QUEM pensa que só no Brasil existe a ditadura PP preto e prata na escolha de cores está equivocado. Na Europa, segundo o Informe Global, 47% dos compradores elegeram essas cores para os automóveis. Somando mais 21% de cinza semelhante ao prata, chega-se a 68%. Aqui, o branco deveria ter mais penetração pela incidência solar e o calor, mas essa opção é quase desprezível.

SIMBOLISMO também conta. Antônio Fiola, presidente do Sindirepa sindicato das oficinas independentes do Estado de São Paulo, recomenda aos associados repassar a extinção da CPMF aos clientes. Significa menos de R$ 4, numa despesa de R$ 1.000, mas é sinal de respeito ao consumidor e de apoio ao fim de um imposto abominável.

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Fernando Calmon fernando@calmon.jor.br é jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna Alta Roda começou em 1999. É publicada no WebMotors, na Gazeta Mercantil e também em uma rede nacional de 44 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente para a América do Sul do site Just Auto Inglaterra.

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