Sai Armstrong, entra Landis

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Nelson Piquet
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- O término da edição 2006 de um dos maiores eventos esportivos do mundo um que concorre com Copas do Mundo e Olimpíadas, o Tour de France, mostrou uma nova cara no mais alto do pódio. Depois de sete anos consecutivos do americano Lance Armstrong que parou de competir no ciclismo profissional, chegou a vez de outro americano, Floyd Landis, nascido não estranhamente, pela sabida paixão dos holandeses com as bicicletas no coração da região de grande imigração holandesa no estado da Pennsylvania.

Landis venceu apenas uma das 20 etapas do Tour de France e assumiu a primeira colocação exatamente na penúltima etapa, contra o relógio. Foi ali que ele descontou a diferença que o espanhol Oscar Pereiro tinha conseguido nas etapas de montanha, onde o americano ficou para trás, guardando forças para o final.

Foi uma vitória estratégica e que inaugura um novo capítulo para o Tour de France, que neste novo período pós-Armstrong vai atrair ainda mais atenção de ciclistas, patrocinadores e público. Esta, que foi a edição 93 da prova disputada desde 1903, começou com muita controvérsia 13 ciclistas foram impedidos de participar depois de um escândalo de doping sem os cinco primeiros colocados do ano passado.

Mas, na chegada, hoje em Paris, o evento provou que tem força e carisma para continuar sendo o grande foco de atração esportiva, verão após verão, com ou sem Copa do Mundo, Olimpíada, F1 e coisas afins.

Acelerando fundo

Na 6ª prova da American Le Mans Series em Portland, dobradinha dos Audi R10 TDI Diesel, derrotando as Lola que tinham largado na ponta. Na categoria GT1 foi a vez do Corvette CR6 derrotar o Aston Martin DB9, que ficou em 2º. Já na categoria GT2 mais uma vitória da Ferrari 430 GT da dupla Jaime Melo/Mika Salo, que, mesmo tendo batido na largada, se recuperou e venceu.

Na prova da Champ Car em Edmonton no Canadá, primeira vitória do Justin Wilson, derrotando o papa-tudo Bourdais, que ficou em 2º. Os brasileiros ficaram em 15º Junqueira e 18º Da Matta.

Na regata do lago Michigan, a Chicago Mackinac, o ABN AMRO 2 chegou em segundo lugar, atrás apenas do Windquest, um Maxi 86. O recorde da prova não foi batido, já que as condições de vento este ano não estavam muito favoráveis.

A Milha de Milwaukee

A diferença fundamental do circuito oval de Milwaukee é a ausência praticamente total de inclinação nas curvas. Isso faz com que as provas disputadas nessa pista de apenas uma milha tenham uma característica um pouco diferente da dos outros ovais. Os pilotos freiam, trocam de marcha e têm que acertar o carro muito melhor para ter mais oportunidades de ultrapassagem.

É que a pista acaba fazendo uma espécie de "trilho" bastante estreito. Quem cair fora dele se arrisca a bater. Na prova deste domingo, ficou ainda claro que "hora de vôo" é um dos melhores acertos que podem existir para qualquer carro. A equipe Andretti-Green, que treinou por lá na semana passada, começou dando um banho nos outros a uma certa altura, chegaram a ocupar 4 das 5 primeiras colocações na prova e venceu graças ao Tony Kanaan, que foi absoluto durante toda a prova.

Helinho Castroneves e Vitor Meira ficaram de fora depois de dois acidentes e perderam a chance de se aproximar da ponta da classificação. A próxima prova é em Michigan, onde a equipe Andretti-Green andou treinando também. Boa notícia para o Tony.
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Nelson Piquet é tricampeão mundial de Fórmula 1 e o primeiro campeão da Era Turbo da competição. Participou de 204 provas, com 23 vitórias. Atualmente se dedica à administração de suas empresas e à carreira esportiva do filho, Nelson Ângelo Piquet, o Nelsinho, além de ser colunista do WebMotors.

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