Da Oficina: VW Fox

Com mais de 100 mil km, modelo precisou de poucos reparos e trouxe boas dicas aos reparadores
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– Quando o Volkswagen Fox foi lançado, em setembro de 2003, muitos apostaram que ele estava chegando para substituir o Gol, líder de vendas da marca alemã no Brasil que já dava seus primeiros sinais de idade avançada – prova disso é a estréia da nova geração do modelo mais vendido do país, que ocorrerá em julho. Quase cinco anos após sua chegada, o compacto feito em São José dos Pinhais, PR, mostrou que estava ali para ocupar outro espaço e conquistou seu público.

Com bom número de vendas desde então, o Fox começou a chegar ao mercado de reparação independente e deixou boa impressão, principalmente no modelo equipado com motor 1.6. Na versão 1.0, porém, as ressalvas dos reparadores já são maiores. Acompanhe conosco a análise feita em cima de um modelo com propulsor de 1.000 cm3 e conheça algumas importantes dicas para a reparação dessa versão.

Motor

O modelo avaliado na oficina Cobeio Car, de propriedade de Cláudio Cobeio consultor do Jornal Oficina Brasil, estava com 108.000 km rodados e foi adquirido de uma locadora. Fabricado em 2004, o Fox era usado 70% do tempo em estradas e os 30% restantes dentro da cidade. De acordo com a proprietária do modelo, sua manutenção era sempre mantida em dia.

Em reparações anteriores, o motor do VW apresentou algumas falhas. Para avaliar o problema, foram utilizados um analisador de gases e um scanner. Quando questionada sobre as irregularidades anteriores, a cliente informou que a bobina de ignição havia sido trocada três vezes.

No analisador de gases, verificou-se que o sistema emitia 1,28% de CO monóxido de carbono, 12,2% de CO2 dióxido de carbono e 110 PPM partes por milhão de HC hidrocarbonetos. Para corrigir as falhas e o excesso de emissão de poluentes, a Cobeio Car trocou as velas e os cabos de velas. Após essas mudanças, os níveis foram para 0,0% de CO, 14,4% de CO2 e 30 PPM de HC. Após um percurso de teste, o veículo não apresentou falhas e foi entregue à cliente.

Depois de alguns dias, o carro retornou com os mesmos problemas. No scanner, duas falhas foram constatadas: uma na bobina de ignição e outra em um dos bicos injetores. Ao medir a resistência da válvula do sistema de injeção, obteve-se o valor de 32 ohms, quando o correto é um índice de 14 ohms a 16 ohms. Para corrigir isso, a equipe de reparação trocou uma das válvulas injetoras e realizou a regulagem e limpeza das restantes. Desta forma, os problemas foram sanados.

Com 90.000 km, a bomba de combustível foi substituída. Mesmo assim, a Cobeio Car mediu a pressão de trabalho do componente atual, que estava em 3,9 bar a fabricante recomenda número entre 3,8 bar a 4,2 bar. Depois dessa verificação, o filtro de combustível foi substituído.

Ainda originais, os amortecedores e molas de suspensão foram trocados devido ao desgaste natural de mais de 100.000 km rodados. Os batentes e os calços das molas também deram lugar a peças novas. Estouradas, as buchas das bandejas foram substituídas. Em bom estado, os pivôs não apresentaram folgas e ainda puderam ser usados por algum tempo.

Após esses reparos, a equipe responsável efetuou o alinhamento e o balanceamento das rodas e constatou em um teste que os ruídos da suspensão haviam sido totalmente eliminados.

Freios

As pastilhas dianteiras ainda apresentavam bastante material de atrito e os discos tinham 18,95 mm de espessura, índice dentro do recomendado pelo fabricante. "Como o veículo é muito mais usado na estrada do que na cidade, os freios estavam bons", esclarece Julio Souza, da Souza Car. Apenas o fluído DOT4 foi trocado.

Dica 1
Neste Fox, o reparador que realizou a manutenção anterior cometeu um erro: trocou a bobina de ignição sem utilizar velas e cabos de velas novos, o que acabou resultado em problemas posteriores. Quando trocar a bobina, portanto, é recomendável substituir tudo o conjunto.

Dica 2
"Toda vez que for feita a limpeza dos bicos, é aconselhável trocar os anéis e as telas filtrantes", diz Paulo Aguiar, da Engin Engenharia Automotiva.

Dica 3
"É preciso muito cuidado na remoção e na instalação do conector do chicote ao bico para evitar a quebra da peça", recomenda Danilo Tinelli, da Auto Mecânica Danilo.

Dica 4
"Os primeiros Fox produzidos apresentavam alguma dificuldade na partida, com o motor frio. Algumas vezes, a gasolina não era injetada. O reparador deve ficar atento a esse detalhe", revela o consultor Vagner Costa, pois em alguns casos houve a necessidade de configurar ou até mesmo substituir a unidade de comando.

Dica 5
Cuidado na hora de instalar as buchas das bandejas. Elas têm uma posição correta de instalação verificar na embalagem da peça que deve ser seguida. Se isso não ocorrer, a durabilidade fica comprometida.

Dica 6
Muita atenção com os coxins deste modelo. De acordo com os reparadores, eles quebram muito. O que apresenta mais problemas é o superior do câmbio.
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