VW Gol GIV

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- A exemplo do ocorrido em 2003 com o rival Fiat Palio, o VW Gol geração IV mudou o desenho da dianteira, da traseira e detalhes de interior – mas manteve seus traços básicos, como se pode ver pela lateral. Visto por esse ângulo, utilizar a expressão “nova geração” pode parecer um pouco demais para o caso. A verdadeira reforma, que poderá incluir nova plataforma, especula-se estar em curso e levará algum tempo para chegar ao mercado estima-se que em 2007. Até lá é com o GIV que vamos.

O carro trouxe boas novas em vários aspectos, como a redução da anterior extremamente extensa lista de versões. Agora são apenas três: City, Plus e Power. A City, de entrada, terá opções de motores 1,0-litro e 1,6-litro. A Plus, intermediária, terá apenas motor de 1 litro. Para a Power, topo de gama, haverá motores de 1,6 e 1,8 litro. Todos os motores são flexíveis em combustível podem ser abastecidos com gasolina, álcool ou qualquer mistura de ambos.

Essa geração também decretou o fim da GII que ainda "sobrevivia" com o Gol Special e da GIII. De agora em diante, haverá apenas o GIV.

A melhor notícia, no entanto, é que os preços permanecem exatamente os mesmos da GIII, sem qualquer alteração. Começam em torno de R$ 24 mil City 1 litro e vão até R$ 34 mil Power 1,8. Em tempo: novos Saveiro e Parati estão prontos e deverão chegar ao mercado em setembro.

O modelo passou por alterações de desenho na dianteira, em que ganhou as linhas acentuadas do "V" encontradas em outros modelos europeus o novo Golf, por exemplo. Na traseira as alterações compreendem novas lanternas de formato circular como as do Polo e nova tampa do porta-malas, com maior área envidraçada, o que contribui para a visibilidade.

Por dentro há novos porta-copos, volante, revestimento dos bancos e painel de instrumentos - exatamente o mesmo do Fox, modelo do qual herdou, também, revestimento semelhante de plástico nas portas.As opções de motores são as mesmas. O motor 1,0-litro 8 válvulas abastecido com gasolina desenvolve 65 cavalos de potência; são 68 cv quando abastecido somente com álcool. O torque máximo é de 9,1 kgfm a 4.500 rpm com 100% de gasolina e 9,2 kgfm na mesma faixa de rotação com 100% de álcool.

O motor 1,6-litro gera 97 cv de potência com gasolina e 99 cv com álcool. Seu torque máximo é de bons 14,1 kgfm a 3.000 rpm rodando com gasolina e de 14,4 kgfm também a 3.000 com álcool. Já o propulsor de 1,8 litro oferece 103 e 106 cv com gasolina e álcool, respectivamente. Com torque máximo de 15,5 kgfm a 3.000 rpm gasolina; com álcool são 16 kgfm na mesma rotação, esse motor perde para o 1,6 pela maior vibração.

Para o motor de 1,0 litro, o consumo médio divulgado pela Volkswagen é de 15,1 km/l com gasolina e de 10,2 km/l com álcool. Já o consumo médio do motor 1,6, de acordo com o fabricante, é de 13,8 km/l somente com gasolina no tanque e de 9,6 km/l com álcool. Para o motor mais potente, as médias declaradas são de 14 km/l para gasolina e 9,3 km/l para álcool.

Em comportamento dinâmico as características são as mesmas – incluindo a peculiar oscilação da carroceria à frente e para trás em frenagens e acelerações. A direção tem bom peso quando equipada com assistência hidráulica, embora seja, como na geração anterior, levemente deslocada à direita e desalinhada com o banco do motorista.

O espaço para passageiros no banco de trás permanece escasso, assim como a capacidade do porta-malas: 285 litros.

Outra boa característica que permaneceu inalterada: a qualidade da iluminação proporcionada pelos faróis.Houve alterações para pior no Gol GIV. Uma delas foi o reposicionamento dos comandos de acionamento do vidro elétrico - agora sem a função um-toque, anteriormente oferecida. No GIII eram bem localizados no centro do painel, acessíveis a motorista e passageiro, sem problemas. Agora estão nas portas – na apresentação do carro foi justificado que a mudança ocorreu por solicitação dos clientes da marca, ouvidos em clínicas de pesquisa.

O novo painel, embora ofereça melhor sensação de espaço e tenha suas vantagens em luminosidade de interior segundo a VW, trouxe prejuízo: as pernas do passageiro se mais alto resvalam no porta-luvas, que está mais baixo.

Detalhes de acabamento como as novas saídas de ar de formato circular tendência iniciada com o Ford Ka, seguida pelo Chevrolet Celta e agora pelo Gol, revestimento de portas em plástico, inferior ao do GIII e bancos e o polêmico painel do Fox também jogam contra. Esse último caso do painel ainda se justifica por um possível barateamento de construção – afinal, agora dois modelos da linha utilizam o mesmo componente.

Para tristeza dos fumantes, foram embora cinzeiro e acendedor de cigarros, antes presentes na GIII. Agora, nem como opcionais de fábrica.

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