BMW i3 é a revolução em forma de automóvel

Compacto elétrico chegará ao Brasil até o final do ano por cerca de R$ 180 mil
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Ricardo Sant'Anna
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Um mundo novo. Esse é o legado deixado por quem ainda nem chegou. O BMW i3 desembarca no país até o final do ano para ser uma verdadeira revolução entre os automóveis. Não, nós não utilizamos o DeLorean do filme De Volta Para o Futuro para descobrir isso no futuro. WebMotors sobrevoou a América e aterrissou em Los Angeles, na Califórnia, para testar com exclusividade o primogênito da família i de automóveis elétricos da BMW.


De cara, chama atenção o estilo do i3, diferente de tudo que estamos acostumados a ver na linha de produtos da BMW. Tem justificativa. A montadora decidiu criar uma linha específica de carros genuinamente sustentáveis em vez de adaptar seus demais produtos, algo comum entre as marcas. O compacto desembarca no Brasil até o final do ano, por cerca de R$ 180 mil. Nos Estados Unidos, parte de US$ 41.350, ou cerca de R$ 97 mil em conversão direta.


Assista ao teste exclusivo do WebMotors com o novo BMW i3




Passamos pouco mais de 24 horas com um exemplar de cor branca alugado próximo à praia de Santa Monica. Como tudo que causa revolução, o visual do i3 divide opiniões. Há quem ache incrível, há quem ache péssimo. Fato é que o modelo tem personalidade e o conjunto de faróis e lanternas de led o tornam facilmente reconhecido. Há diversas opções de cores, mas teto, capô e tampa do porta-malas serão sempre na cor preta.


Toda sua carcaça é construída em fibra de carbono, enquanto a parte externa e visível da carroceria é de termoplástico. O porte é próximo de um Mini Cooper, mas com teto mais alto. São 4 m de comprimento, 1,78 m de largura e 1,58 m de altura. O i3 vem rodas aro 19 de série, mas a versão avaliada trazia rodas opcionais de 20 polegadas com apenas 5 polegadas de largura na frente e 5,5 na traseira (de baixa resistência de rolagem), calçadas com pneus 155/60 na frente e 175/55 atrás.


Embora seja tão descolado e inovador, o i3 mantém uma característica da BMW respeitada e cultuada pelos fãs da marca, a tração traseira. Quem também vai atrás é o motor, localizado abaixo do assoalho do porta-malas de 260 litros. O número é bom se tratando de um carro urbano que geralmente será usado por uma ou duas pessoas.  Há ainda um compartimento complementar na dianteira, onde fica o adaptador para carrega-lo em tomadas convencionais, como as de casa.




A revolução do i3 se estende pelo cockpit. Tudo foi pensado pela BMW nos mínimos detalhes, a começar pelo material utilizado, em sua grande parte, reciclado. Os bancos são revestidos praticamente por inteiro com poliéster reciclado. Há ainda fibras naturais, plástico reciclado e até garrafas PET utilizadas nos acabamentos. A madeira é de Eucalipto, proveniente de florestas com gestão responsável.


O visual é do tipo clean, com linhas bem discretas e um toque de inovação. Há bastante espaço para as pernas, já que o painel não segue em sua parte central rumo ao assoalho. Isso por conta do câmbio estar localizado atrás do volante de dois raios, como uma espécie de alavanca. Ele traz apenas as posições D, R e P para seguir em frente, da ré e parar, respectivamente.


Chama atenção também a central multimídia completíssima, com direito a tela de nada menos do que 10,2 polegadas com qualidade HD inclusive na câmera de ré. Isso sem falar no moderno sistema de navegação, que faz busca por tudo que se pode imaginar, inclusive por pontos de recargas em cidades como Los Angeles.


O sistema de alto- falantes fica por conta da conceituadíssima marca Harman Kardon, enquanto o acesso ao i3 é feito por meio de quatro portas, sendo as traseiras do tipo suicidas, só podendo ser utilizadas com as dianteiras abertas. Quem viaja atrás também desfruta de um bom espaço, sobretudo pela cabeça. Ponto positivo para o teto alto do i3.


A hora da revolução

Se o visual do BMW já impressiona, conduzi-lo é como ser apresentado à um mundo novo. A experiência ao volante, ou melhor, ao pedal é nova.  Isso porque o pedal do acelerador funciona também como freio. Não, não estamos malucos. É que o modo de funcionamento é semelhante ao de um autorama ou uma moto aquática. Basta tirar o pé do acelerador, para que o carro inicie o trabalho de frenagem. Ou seja, é preciso aprender a dosar o pé no acelerador.


Num primeiro momento é comum sentir grandes solavancos na carroceria a cada vez que o pé é tirado com muita rapidez do acelerador. Há também um pedal de freio no i3, que só é utilizado durante as frenagens mais buscas. Num circuito urbano, de trânsito e velocidades mais lentas, é possível guiar o carro sem tocar o pé no freio. E quando pisa, o BMW responde muito bem.




A autonomia do i3 é de 100 milhas, ou 160 km, quando está com a carga da bateria completamente cheia. Em uma tomada pública, esse número é atingido em apenas 4 horas. Se for carregado em casa, o tempo para obter a carga completa é de 8 horas. Em nossa experiência com uma tomada pública, gastamos US$ 15 ou cerca de R$ 35 para deixar o “tanque cheio”.


Sob o porta-malas, repousa um motor elétrico de 170 cv de potência e 25,5 kgfm de torque. Isso somado a apenas 1.195 kg de peso total do BMW resultam num desempenho — acredite se quiser — esportivo. O comportamento do i3 é muito parecido com o de um Mini Cooper S, inclusive na agressividade com que ele acelera. Por conta desse sistema de acelerador, é preciso pisar fundo para que ele responda. Mas basta entende-lo para ver como acelera bem este elétrico.

As arrancadas são rápidas e o tamanho faz com que ele seja bastante ágil na cidade grande. As lembranças do Mini não param nas aceleradas mais bruscas — o compacto vai de 0 a 100 km/h em 7,2 segundos —, mas também no comportamento  da suspensão. Ela dá algumas batidas secas ou trancos quando o BMW encontra buracos pela frente. Mas ela garante um carro bastante estável e firme também.


Quem auxilia nessa estabilidade é a bateria de íon de lítio, ou melhor, a sua posição. Localizada na parte central do carro, ela colabora com a boa distribuição de peso da carroceria. E essa é só mais uma das inúmeras mostras de que o i3 é uma revolução em forma de automóvel, ou a chegada ao futuro. Por enquanto apenas para europeus e norte-americanas. Daqui alguns meses será a realidade de alguns poucos endinheirados brasileiros. Não tem cerca de R$ 180 mil que a BMW pretende cobrar por ele? Então é só correr até o Salão do Automóvel, onde ele estará exposto a partir de outubro.


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