10 coisas para fazer depois de perder o medo de guiar

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Andréia Jodorovi
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Depois de passar no exame prático do Detran – e reviver o otimismo contagiante de quando aceitei o desafio proposto pelo site WebMotors e Clínica Escola Cecília Bellina –, pressinto que “aquilo” que me distanciou do volante por tantos anos voltou a me rondar. Minha próxima aula prática está agendada para amanhã, mas já faltei a duas seções de terapia, forte aliada às aulas de volante. Isso é um mau sinal.

Desde que a série “Coragem de Dirigir” começou, dezenas de internautas nos escrevem sobre as limitações que vivenciam diariamente por causa do medo de guiar. A maioria deles imagina, por exemplo, como seria prático poder levar os filhos à escola, ir ao supermercado sozinho ou não se submeter, todos os dias, ao péssimo transporte público.

Também eu tinha interesses parecidos, mas o meu medo os tem, como quem come um saco de pipocas no cinema, devorado um a um. Acho que preciso de algo mais substancial, verdadeiro, denso a ponto de entalar na garganta do maior dos pânicos.

Agora estou em busca de minha mais profunda motivação para dirigir. Não é um exercício fácil, mas é surpreendente. Capaz que você comece sendo uma pessoa e, ao final, descubra-se outra. Aviso: é um exercício que exigirá de você despir-se de desculpas, de máscaras, de coisas que nem imagina ter. Meu esforço rendeu uma lista imensa. Publiquei apenas o publicável. Divido com você minhas 10 primeiras motivações:

1. Tomar para mim, no trânsito, o espaço que é meu, sem medo de imperfeições. Tal como quando caminho na calçada: espontânea e naturalmente. Não é aceitar um lugar como quem recebe uma doação. Ninguém pode nos dar o que já é nosso de direito. É tomar.

2. Ter um Land Rover Defender.

3. Em noite de garoa fria, colocar no carro um cachorro abandonado. Desde que o meu morreu por omissão de socorro ninguém queria sujar o banco com um animal ensanguentado, tenho sonhado com essa adoção.

4. Dirigir, do lado direito, entre vacas e elefantes na Índia. Ir do Taj Mahal aos pés do Himalaia, parando de templo em templo, e, de tempo em tempo, surpreender-me com aquilo que já não preciso ser.

5. Candidatar-me para buscar, no aeroporto, alguém que amo profundamente. E, com o amor que inunda essa profundidade, ser seu chofer por tantos dias e lugares quanto ele quisesse.

6. Usar saia curta e salto alto em dia frio.

7. Levar meus parentes mais tímidos para um passeio de perplexidades. Talvez um céu estrelado de interior, a gente deitado na grama só assistindo.

8. Assistir à ultima seção de cinema.

9. Ir à praia segunda-feira à noite. Ver o mar e voltar.

10. Dirigir na estrada no exato instante em que se espanta com o mistério de estar vivo. Vidros abertos, vento levando os cabelos para trás assim como a maré empurra ondas para frente. No CD, a música: “Ando devagar porque já tive pressa/E levo esse sorriso porque já chorei demais/Cada um de nós compõe a sua história,/Cada ser em si carrega o dom de ser capaz/De ser feliz...”


E você, quais itens estariam na sua lista?


Apoio: Clínica Escola Cecília Bellina: www.ceciliabellina.com.br

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