Pontiac 1936, o carro que Carmen Miranda ganhou da RCA Victor

O presente foi dado pela gravadora em comemoração aos milhares de discos vendidos com a voz da cantora
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- A marca Pontiac sempre foi sofisticada, presente na garagem de poucos. Imagina então na década de 1930! Este exemplar pertenceu a Carmen Miranda, foi um presente da gravadora RCA Victor em comemoração aos milhares de discos vendidos hoje empresa do grupo Sony Music. Sabe-se que a cantora usou pouco o carro, talvez nem o tenha dirigido, já que nos anos seguintes foi tentar a carreira internacional.

“Sem querer achamos o carro” conta Leonardo Forestieri, exposto num encontro para compra e venda. O antigo dono não devia ter noção do que tinha, o preço final foi menor do que valia. Quanto à história do exemplar, “foi um amigo colecionador que descobriu e nos contou. No momento da compra não tinha esse conhecimento” revela. “Está conosco há 20 anos e soubemos que com o dono anterior, mais vinte. Mas desconhecemos como este encontrou o carro”.

“Este modelo quatro portas é difícil de encontrar. Certa vez, um fornecedor de peças quase não acreditou. Tive de mostrar a foto.” diverte-se Leo, o atual motorista deste belíssimo automóvel. O modelo de 1936 é igual ao de 35, com 3 marchas, motor 6 cilindros e 2800 cc. Ainda possuía o 4º pedal dá-se o contato na chave e a partida no pedal. Suspensão dianteira independente, amortecedor com glicerina, e os traseiros “com o bom e velho eixo de mola” diz.

O interior é originalíssimo! Mas a sua cor mesmo era verde, “quase um verde folha” relembra, e optou em mudar para o azul de época. O farol “caça - mulata” faz parte do pacote, com direito ao fio de pano, que dá volta no carro para iluminar, por exemplo, uma possível troca de pneu em local escuro.

Até a década de 50, o motorista era um prestador de serviço muito requisitado, porque guiava um patrimônio. “Comparando aos dias atuais, seria como um piloto de jatinhos” explica Leo. Assim entendemos o motivo do fio de pano e também o espaço apertado para quem guia, em relação aos passageiros.

Pessoal e profissional – “Nasci no meio da ferrugem. Qualquer conversa com meu pai sempre tinha carro no meio, e a grande maioria hoje ainda tem” comenta Leo, “O primeiro da coleção foi um Fordinho 29”. Os amigos sempre pediam para levar as noivas ou debutantes nos carros, daí veio a idéia de montar um negócio que existe há 23 anos, a Dante & Forestieri Automóveis Especiais.

“Esse é o negócio da minha vida! Mistura paixão pelo carro, zelo pelo patrimônio e ainda dá dinheiro” brinca. Entre os condutores, os próprios donos, parentes e amigos de confiança. E Como é dirigir um carro antigo pelas movimentadas ruas de hoje? “Todos os movimentos são mais lentos, as reações e o entrosamento. Mas o carro não é lento!” garante.

Antigos são melhores - “Se esse der pau, eu sei exatamente o que fazer. Os carros novos quebram por qualquer porcaria” explica Leo sobre o porquê prefere os antigos. “Por exemplo, esse, se precisar, funciona com a manivela! Teve uma vez que a bateria do carro não queria funcionar e eu levando uma noiva. Não tive dúvidas. Acionei a manivela que funcionou direitinho.”

Naquela época, os ricos chegavam a ir até as fábricas fora do país, encomendavam os carros do jeito que queriam. Pagavam e esperavam a mercadoria chegar de navio, meses depois. “Entendiam o carro como um bem durável, não um eletrodoméstico como é hoje” comenta sobre como o Pontiac 36 deve ter chego ao Brasil e seu impacto como um presente à pequena notável.

O automóvel continua sendo alvo de flashes. Hoje noivas, debutantes e demais interessados podem locá-lo pela empresa de Leonardo, a Dante Forestieri Automóveis Especiais.

Sobre a Pontiac – A origem da empresa data de 1883, quando Edward M. Murphy fundou sua empresa de carrinhos para bebês, na cidade de Pontiac. Logo em seguida, expande os negócios para carruagens e os carros a motores sua seqüência. A GM comprou a empresa ainda em 1909, mas realmente investiu na marca somente em 1926, quando aliou preço competitivo a maior conforto, pois queria brigar com o modelo Ford T. Desde então o símbolo do capô fez homenagem ao líder índio Pontiac 1720 – 1769 que lutou entre ameríndios e o exercito inglês na ocupação dos "Grandes Lagos", dando origem a cidade de Pontiac no Michigan. Porém, em outubro de 2010, a GM encerrou as operações da marca deixando fãs e uma história de sucesso.
Agradecimentos a Leonardo e Cris da Dante Forestieri Automóveis Especiais http://www.danteforestieri.com.br.

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