Simca Chambord 1963: 1º luxuoso brasileiro era francês, com rabo de peixe e V8

Um dia me pai chegou em casa, nos idos de 63, e da porta ele gritou orgulhoso: Agora chegou a nossa vez! Eu vou ser o maior, comprei um Simca Chambord
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- “Um dia me pai chegou em casa, nos idos de 63, e da porta ele gritou orgulhoso: Agora chegou a nossa vez! Eu vou ser o maior, comprei um Simca Chambord”. A música da banda Camisa de Vênus traduz o furor que possuir um carro como esse significava. Os anos passaram e nenhum outro Simca foi tão emblemático quanto este. “O primeiro carro de luxo brasileiro, que inaugurou a linha de montagem da marca no Brasil e ditou toda a linha estética dos demais modelos até o fim da empresa no país, merece destaque”, avalia o Portal Antigo Motors.

Primeira empresa francesa a aportar por aqui, a Simca chegou motivada pelo plano de Juscelino Kubitschek em expandir a economia em 1958. Na bagagem, o projeto Simca Vedette, na versão Chambord. Um ano depois, com a fábrica devidamente instalada, passou a ser fabricado aqui.

Todo começo é complicado, ainda mais quando se inicia um novo seguimento automobilístico. A Simca sofreu com fornecedores, falta de mão de obra e outros por menores. “Até então no Brasil os carros antigos eram práticos, sem grande esforço em conforto ou acabamento estético. Com a vinda da Simca, foi preciso aperfeiçoar e demorou certo tempo para os fornecedores locais entenderem que carros de luxo era uma tendência sem volta”, comenta colaboradora.

Dizem que o Chambord é o único “rabo de peixe” brasileiro, que embora fosse inspirado nos desenhos norte americanos, ainda é tímido para os padrões internacionais, mas adequado ao gosto do freguês. “As linhas angulosas que vinham dos faróis ao fim da lanterna triangular são harmoniosas e elegantes, criando uma identidade que foi mantida pela montadora”, aponta pesquisadora do Portal Antigo Motors.

Internamente os Chambord seguiam um padrão familiar e urbano. Banco inteiriço, para transportar até 6 pessoas confortavelmente, ofereciam amplo porta-malas e freios potentes. O retrovisor externo sobre a dianteira do carro, diga-se, é um chame pouco útil já que sua visibilidade é limitada. Pintura da carroceria em duas cores e calotas cromadas que lembravam os carros de corrida nos anos 50.
Com três marchas na alavanca da direção, o aspecto de guiar era prazeroso desde que não houvesse subidas. No plano, seguiam bem. Tanto que se destacaram em algumas competições de carro antigo. O painel, rico em instrumentos para a época, muniam o motorista de informações bem completas sobre o desempenho do veículo.

Sob o aspecto familiar, esconde um V8 caprichado. Para os fãs, o som do motor ligado é uma sinfonia capaz de ser reconhecido à distância. Porém, para transportar a pesada estrutura e os ocupantes era preciso mais. “Mecanicamente falando, o carro era fraco. A primeira tentativa de melhora é o Três Andorinhas, cujo motor básico vinha com carburador duplo capaz de chegar a 92hp” explica especialista do antigomotors.com.br. Na lateral do carro, o desenho de três pássaros identifica o propulsor. Ciente deste algo a melhorar, a partir de 1964 a linha adota outro modelo de motor, “Tufão” e mais adiante o Emi-Sul.

Acontece que nem só de estética atraente as vendas se mantêm. A mecânica que deixou a desejar e a falta de estrutura nos serviços de pós-venda desagradavam os consumidores. Tanto que mesmo diante das melhorias no último ano, era tarde para retomar a credibilidade junto ao mercado. A empresa foi comprada pela Chrysler em 1967.

O fim do Chambord foi decretado quando o modelo Esplanada surge, embora mantivesse a mesma plataforma, porém comedida. Depois deste realinhamento, a Simca foi deixando de ser marca e a Chrysler carimbou a sua patente nos modelos seguintes.

Agradecimentos a Automóveis do Brasil. Fonte de Consulta: “Alguns Aspectos da Historia do Automóvel no Brasil”, de Fabio Steinbruch, Editora Tempo & Memória, 2005.



Para baixar mais fotos exclusivas deste incrível exemplar, acesse a página do Antigo Motors:antigomotors.com.br.

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