Super clássico na tela: Ferrari Dino 246 GT

Há diversas razões que explicam o mito, mas quem quer entender quando se pode sentir?
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- Incomum e especial em diversos aspectos, guiar uma Ferrari é aguçar os sentidos. Há diversas razões que tornam os carros de rua desta marca sonhos de consumo, mas é sentar-se no banco rente ao chão e ligar o motor para ouvir a sinfonia em cilindradas que realmente se compreende porque estamos diante de um mito. Sorte da equipe do Portal Antigo Motorsque pôde, mesmo com as chuvas em São Paulo, ter um contato próximo com esse clássico dos carros antigos.

A empresa do cavallino rampante nasceu sob a tutela da Alfa Romeo, quando nomeou o piloto Enzo Ferrari a cuidar do departamento de competições da marca. Não demorou que uma coisa se desvinculasse da outra. E isso fez toda a diferença.

De temperamento arredio e justo, Enzo transpôs para seus carros as mesmas características. O que não era barato. Para que a Escuderia continuasse a crescer nas pistas, era preciso investimento e para alavancar os negócios, passaram a produzir e vender carros de rua. Porém, com todo o diferencial de quem gosta de carro: direção na mão, motor forte e respostas rápidas.

A Ferrari Dino é especial, principalmente, em dois pontos. Primeiro: traz o motor que estava sendo desenvolvida por “Alfredino” Ferrari, filho do comendador, um V6 de 65 graus. Dizia-se que o filho tinha herdado o talento do pai e seria tão bom com carros quanto este, mas em decorrência de uma doença degenerativa faleceu muito jovem, dois anos antes de ver sua única criação em ação. Segundo: Pininfarina foi exato no design, cujas linhas arredondadas prolongam os sonhos de seus admiradores, impulsionando a velocidade que o carro pode chegar.

Já que a questão é velocidade, comenta-se que o carro podia chegar a 240 km/h. O projeto Dino era arriscado para uma marca superesportiva, pois vinha oferecer um carro menos elitista, como um produto de combate. Tanto que oficialmente não saíram de fábrica carros com as identificações Ferrari, nem com o logotipo, nem com o cavalinho. Pouco tempo depois, mostrou-se uma preocupação desnecessária, pois conquistou fãs e compradores de outra faixa endinheirada em todo o mundo.

O projeto chegou ao mercado em 1967 como Dino 206, cujo motor traseiro chegava a 180 cv a 8000 rpm. Quando, em 1969, a Ferrari foi vendida à Fiat, o projeto sofreu adaptações e passou para Dino 246 GT. O motor de 2400 cm³ mostra força, chegando a 190 cv a 7600rpm. As siglas não são em vão, os dois primeiros números indicam a cilindrada e o último a quantidade de cilindros.

Os fatos comprovam que a época em que Enzo comandava a fábrica, exigindo performance e buscando o prazer em domar um carro, ao invés de desfilar com ele, criava lendas. O caráter exclusivista não estava no valor do carro em si ou na pequena quantidade em que foram fabricados, mas sim na destreza de guia-los. “São carros de temperamento de corrida: ariscos, duros e rápidos. Não é qualquer um que dirige uma Ferrari. Porque é um carro que exige um pouco mais do motorista comum”, explica matéria publicada no Portal Antigo Motors.

E quem recusa um desafio desses? Assim, em 1972 a versão cabriolé ganha vida, embora o fim estivesse próximo. Precisamente em 1974. No total foram 203 unidades da versão Dino 206, 2.700 exemplares do cupê e 1.200 da GTS cabriolé. Uma curiosidade, 75% das Dinos eram vermelhas, embora a cor oficial da marca seja amarela.

“As Ferraris antigas iam sendo lançadas e se tornando mitos. As mais recentes perderam um pouco do glamour”, comenta especialista. Talvez a falta da personalidade forte do comendador à frente dos negócios faça diferença. É sabido que não emprestava os automóveis da fábrica para serem testados pela imprensa, pois dizia que os veículos não precisavam ser avaliados e nem os jornalistas tinham gabarito para analisá-los. Quando algum motorista, piloto ou cliente, reclamava de algum item de suas criações, sua resposta costumava ser: “É o senhor que não sabe guiar meu carro!”. Reza a lenda que foi esta resposta pouco afável que levou Ferrucio Lamborghini a fabricar automóveis a altura de concorrerem com a Ferrari – mas isso já é pauta para outra matéria do Portal Antigo Motors.

Agradecimentos a Automóveis do Brasil.

Para outras fotos exclusivas, acesse: www.antigomotors.com.br

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