Fábrica terá de informar consumo do carro

Inmetro vai instituir um selo para o consumidor comparar quanto cada carro consome
  1. Home
  2. Bolso
  3. Fábrica terá de informar consumo do carro
Auto Informe
Compartilhar
    • whats icon
    • bookmark icon

- A partir do ano que vem todos os carros vendidos no Brasil devem ganhar um selo do Inmetro Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial, informando seu consumo de combustível. A iniciativa é resultado de uma parceria da entidade com o Conpet Programa Nacional de Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural e com a Anfavea Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.

A classificação em cinco níveis segue o mesmo princípio usado em eletrodomésticos, como geladeiras – os mais econômicos ganham nota “A”, e os menos, “E”. Os carros mais econômicos também terão uma etiqueta do Conpet.

Muitas montadoras evitam divulgar os dados de consumo de seus veículos, alegando que os motoristas não conseguem repetir, em condições normais, os números obtidos nos testes. No entanto, segundo o Código de Defesa do Consumidor, todas as informações técnicas das quais as empresas dispõem devem ser divulgadas no momento da compra do produto.

De acordo com Alexandre Novgorodcev, do Inmetro, responsável pela implantação do programa de etiquetagem, os dados já existem. Isso porque, para entrar no mercado, os carros precisam informá-los ao Ibama Instituto Nacional do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis, que analisa o nível de emissão de poluentes de cada produto.

Para entrar em vigor, o projeto ainda deve ter alguns critérios estabelecidos. “Não podemos dar uma nota “A” para um 1000 cc e classificar como “D” um carro grande, que certamente gasta muito mais”, explica Alexandre. Há um impasse sobre qual é a melhor forma de analisar uma “eficiência específica”: se pelo peso do veículo, pela cilindrada do motor ou pela área plana projetada pelo automóvel no solo. Esta última, utilizada na Austrália, deve ser também usada no Brasil.

O Inmetro está analisando dados de consumo de 475 modelos de carros para definir qual é a melhor alternativa. A indústria impôs para si mesma que o prazo para o projeto estar pronto termina em novembro. “A intenção era lançá-lo durante o Salão do Automóvel, neste mês, mas ainda não conseguimos deixar a idéia pronta”, afirma o responsável da entidade.

A princípio, a adesão ao programa será voluntária. “É uma questão de credibilidade para as montadoras, ninguém quer ficar de fora”, diz Alexandre. “Além disso, os veículos vendidos atualmente são bons e econômicos, não há motivo para alguém querer esconder informações.”

História antiga

Os primeiros produtos a serem etiquetados pelo Inmetro foram os carros, em 1982. A iniciativa foi uma reação aos comentários de que os veículos brasileiros eram os piores do mundo, em termos de consumo. A hipótese chegou a ser confirmada para a imprensa pelo então ministro do Planejamento, Delfim Netto.

A entidade publicou três guias entre 1983 e 1985, com todas as informações sobre os gastos de combustível. Segundo Alexandre, quando Fernando Collor de Mello assumiu a presidência, em 1990, o programa acabou. Com a abertura do mercado para a importação de carros, chegaram as montadoras francesas – Renault, Peugeot e Citroën. Elas diziam estar sendo processadas por consumidores que não conseguiam atingir os níveis divulgados.

________________________________

Receba as notícias mais quentes e boletins de manutenção de seu carro. Clique aqui e cadastre-se na Agenda do Carro!

______________________________
E-mail: Comente esta matéria

Envie essa matéria para uma amigoa

Comentários

Ofertas Relacionadas

logo Webmotors