Alpina, uma história de sucesso

Criada na Alemanha na década de 60, a Alpina especializou-se nos modelos da BMW. Mas tudo começou com um velho Fiat...
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Alexandre Ramos
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- Estamos no início da década de 60. Burkhard Bovensiepen, um engenheiro alemão, comprou um Fiat 1500 usado para se locomover, mas não se conformou com o desempenho do modelo. Para tentar deixar o carrinho um pouco mais esperto, desenvolveu algumas mudanças que elevaram a potência do Fiat de 67 cv para 75 cv.

Em 1961 surge a BMW 1500 e Bovensiepen criou um kit para esse modelo, cuja base era composta por um carburador de corpo duplo. Com ele, o desempenho do 1500 era substancialmente elevado. Em vez de reprimir, a BMW testou o kit e o aprovou e, com isso, a garantia dos modelos não era afetada. Isso alavancou a fama de competência da Alpina, que foi criada oficialmente como empresa apenas no primeiro dia do ano de 1965.

Quando surgiu a versão 1800 Ti, em 1963, várias peças desse modelo tinham como inspiração componentes desenvolvidos pela Alpina. E, é bom que se diga, os 1500 Alpina andavam junto com o recém-lançado 1800, a despeito do motor com menor cilindrada. Em 1967, a empresa ganha seu logo, o que personaliza ainda mais a Alpina como preparadora. E para complementar esse caráter, já no ano seguinte ela entra no competitivo mundo da DTM, o campeonato de turismo alemão.

Em 1970 a Alpina passa a integrar o grupo de equipes que compete no European Touring Car Championship, o campeonato europeu de carros de turismo. Em 1971 a Alpina convence a BMW da necessidade de se criar uma versão leve do 3,0-litros CS e surge a 3,0-litros CSL Coupé. Com ela surge a famosa roda raiada com 20 raios, que hoje é a marca registrada da empresa.

Em 1978, num evento realizado no Lago di Garda, na Itália, é lançado o primeiro veículo completo da Alpina, a B6 2,8-litros. Foi a primeira BMW Série 3 equipada com motor de seis cilindros, pois na época só havia a opção de motores de quatro cilindros nessa linha. Tinha de 200 cv a 218 cv e foram produzidas 533 unidades até 1983.

Contemporâneos desse modelo foram a B7/B9 e o B10, com 855 unidades produzidas entre 1981 e 1987. A motorização era de 3,4-litros ou 3,5-litros, de 245 cv a 320 cv, o que fazia da versão sedã a mais rápida do mundo no segmento. O B7 Coupé, com 300 cv, por sua vez, foi o primeiro carro com ignição totalmente eletrônica.

Em 1983 a Alpina passa a ser oficialmente uma produtora de veículos na Alemanha. Em 1985 lança o catalisador metálico Emitec, uma tecnologia exclusiva. Em 1988 é a vez de ser apresentada o B10 Biturbo, com motor seis cilindros em linha de 3,6 litros e 360 cv, considerada por muitos como um dos melhores sedãs de todos os tempos. Era baseado no BMW Série 5 da época E34.

Em 1992, já com 120 empregados, é lançada a B12 Coupé e, com ela, o sensacional câmbio Shift-Tronic de seis marchas e embreagem eletrônica. A Alpina passa a oferecer a versão E36 Série 3 feita de 1991 a 1998 devidamente preparada. Em 1993 é apresentado o Switch-Tronic, com acionamento no volante.
Dois anos depois, em 1995, a Alpina lança o Super-Cat, um catalisador que aquece eletricamente os gases queimados, tornando as emissões ainda mais limpas. Em 1999 é a vez da Alpina D10 Biturbo colocar a empresa entre as primeiras a preparar carros com motores a diesel. Era, na verdade, o carro a diesel mais potente do mundo, baseado no 530d. Tinha motor de 245 cv e 51 kgfm de torque. Fazia de 0 a 100 km/h em 6,2 segundos e atingia 254 km/h. A nova Série 3 E46, feita de 1998 a 2005 também passa a ser vendida e tem até versão com motor V8.

Em 2002 surge o Alpina Roadster, baseado no Z8; no ano seguinte, 2003, surge o motor com compressor radial mecanicamente acionado, com 500 cv. E em 2005 é a vez do B5 Supercharger, que usa esse mesmo motor. Hoje a empresa, que está sediada em Buchloe, na Baviera, tem capacidade de fazer 500 carros por ano e, sem dúvida, pode ser considerada uma das principais preparadoras do mundo. Todos os principais modelos atuais da BMW, como as novíssimas Série 3 e 5, fazem parte da gama de produtos da Alpina, que cada vez mais se volta para a motorização a diesel.
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