Com motor 3,8-litros de 500 cv, novo Porsche 911 é testado

No Brasil, a importadora Stuttgart Sportcar já confirma para a segunda quinzena de março a vinda das primeiras unidades do novo 911 Turbo
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Existem automóveis que, mesmo com pequenas alterações, sempre serão símbolos de nosso tempo. E, justamente por não passarem por transformações radicais, mantém a personalidade marcante. O Porsche 911 Turbo Coupé é um exemplo. Em sua sétima geração, que será mostrada pela segunda vez durante o Salão de Genebra, na Suíça – que começa no dia 4 de março –, o esportivo da marca alemã traz mudanças visuais tímidas, mas que não desagradam fãs ou admiradores. A estreia do cupê foi em setembro, durante o Salão de Frankfurt, na Alemanha.

Na parte externa do 911 Turbo, são poucas as modificações. Entradas de ar dianteiras de maiores dimensões, luzes diurnas frontais e faróis com tecnologia led, além de luzes dinâmicas de curva e retrovisores com novo desenho. No interior, tudo se mantém inalterado, ainda que o cupê conte agora com um opcional interessante: o novo volante com borboletas atrás do volante, que fazem a troca manual sequencial da caixa PDK de sete velocidades e dupla embreagem.

Por debaixo do capô está a mudança que importa: o novo motor boxster de injeção direta de gasolina 3.8 litros, derivada da unidade 3.6 litros utilizada pelo Carrera S, que recebeu coletores de admissão expansíveis e turbos de geometria variável. O que permitiu oferecer 500 cv e um torque de 66,2 kgfm entre 1.950 rpm e as 6 mil rpm.

Outra novidade é o diferencial autoblocante traseiro, além de um novo sistema eletrônico de auxílio à condução chamado PTV. O Porsche Torque Vectoring atua através dos freios, sobre a roda dianteira, para evitar que o carro saia de frente.

No Brasil, a importadora Stuttgart Sportcar já confirma para a segunda quinzena de março a vinda das primeiras unidades do novo 911 Turbo. Com preços que iniciam em R$ 739 mil, dá para entender que não são muitos os que podem levar para a garagem tradição e modernidade ao mesmo tempo.

Impressões ao dirigir - Golpe de misericórdia
por António de Sousa Pereira/ AutoMotor/Portugal exclusivo para Auto Press
Lisboa/Portugal – Há males que vêm para o bem. Ou ocasiões que acabam sempre em momentos inesquecíveis. A proposta de passar os primeiros meses do ano com o novo Porsche 911 Turbo era algo capaz de causar um misto de excitação e apreensão. Mas, no final, foi possível usufruir ao máximo todo o potencial do modelo que é, sem dúvida, um dos melhores esportivos do planeta.

Ao volante do novo 911 Turbo, ele mostra sua capacidade de adaptação a qualquer tipo de utilização, seja numa condução calma, sem grandes acelerações ou em investidas apimentadas no pedal. Muito por culpa da curva no torque que é praticamente uma reta e, como tal, confere ao motor uma notável capacidade de resposta em quase todos os regimes.

Na estrada, o 911 não deixa de impressionar, mais uma vez, pela resposta do motor, agora em regimes mais elevados. Ao mesmo tempo, é quase assustadora a simplicidade com que o 911 Turbo ganha velocidade, mantendo sempre uma estabilidade direcional, ao ponto dos 250 km/h serem alcançados perfeitamente. Quem pretender ir um pouco mais longe deve saber que a Porsche anuncia uma velocidade máxima de 312 km/h. O velocímetro digital registrou nada menos do que 326 km/h. A marca de zero a 100 km/h é anunciada em impressionantes 3,4 segundos pela marca germânica. Na versão Sport Chrono Turbo, basta selecionar o modo Sport Plus do controle de estabilidade, pressionar o freio com o pé esquerdo, acelerar fundo e aguardar que o "Launch Control" se acenda no painel de instrumentos. A impressão é ter o comando de um carro de corrida no videogame, tal o ímpeto com que o motor reage às solicitações do acelerador.
Empurra o veículo decididamente para a frente e esmaga os ocupantes contra as costas dos bancos. Quanto ao consumo, por conta das altas velocidades, a média foi de 5 km/l.

Os freios, feitos em carbocerâmica, também são um atributo do 911 Turbo. Independentemente do número de vezes e intensidade com que se utilize o sistema, ele é eficiente e chega a ser soberbo.

Mais do que confirmadas todas as capacidades do novo 911 Turbo em linha reta, era tempo de testá-lo em curvas, sobre pisos muito e pouco aderentes. E, também nessas situações, sobram elogios para a criação da Porsche. Ainda com a parte eletrônica toda ligada, não deixa de ser impressionante a extraordinária motricidade garantida pelos enormes pneus, pela tração integral e pelos sistemas eletrônicos de auxílio à condução.

Selecionado o modo Sport Plus, em que o controle de estabilidade se torna mais permissivo, mas não deixa de atuar quando os níveis de aderência atingem um ponto crítico, é possível efetuar uma condução mais dinâmica, mas ainda com patamares de confiança muito elevados.

Graças à sofisticação eletrônica, a tendência de um cupê com o motor instalado sobre o eixo traseiro sair de frente quase desaparece.

No final da jornada, uma conclusão. Seja qual for o tipo de motorista que esteja atrás do volante, o seu nível de experiência, a sua predisposição ou os seus objetivos em termos de utilização, dificilmente existirá, hoje, um esportivo no mercado apto a satisfazer com eficácia as mais diversas pretensões. A facilidade e segurança com que qualquer um dirige o automóvel é incrível, e talvez essa seja sua característica mais fascinante. O preço de € 179.968 no mercado europeu – cerca de R$ 443 mil – traduz todo o brilhantismo dinâmico do modelo, assim como a sua exclusividade.

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