Fiat relança o 500 no Brasil com novos motores e preço menor

Partindo de R$ 39.990, compacto ganhou motor flex e opção de câmbio automático
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Rodrigo Ribeiro
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– Miami, FL – Estados Unidos - A Fiat acaba de apresentar à imprensa especializada o novo Fiat 500, um compacto de design retrô e conteúdo digno de sedã médio. Não, não estamos repetindo uma notícia de 2009. É que, ao contrário de seus concorrentes, o 500 não emplacou no segmento dos “pequenos de luxo”, vendendo apenas 1.902 unidades entre 2009 e 2010, segundo a Fenabrave. O índice é próximo da meta de 1.500 Cinquencento que a Fiat pretende vender agora, mas por mês. Porém a principal diferença agora é o preço.

Partindo de R$ 39.990 na versão Cult, o 500 mudou de país e de coração. Antes feito na Polônia e empurrado por um 1,4L 16V de 100 cv, o 500 vendido no Brasil agora é fabricado no México. Debaixo do capô há duas novas opções de motores, um 1,4L 16V MultiAir de 105 cv e um 1,4L 8V Flex de até 88 cv. Este último motor, aliás, é um velho conhecido nosso, já que ele empurra o novo Fiat Uno.

O câmbio de seis marchas não está mais disponível, cedendo o lugar para a caixa de cinco marchas manual já usada em outros Fiat nacionais, com opção de transmissão automatizada Dualogic. A compensação é o câmbio automático de seis velocidades oferecido opcionalmente nos 500 MultiAir. Sim, é automático mesmo....

A lista de itens de série foi reduzida para a versão de entrada, mas supera de longe a maioria dos rivais: airbag duplo, ABS, trio elétrico, ar-condicionado e direção elétrica. O câmbio Dualogic adiciona R$ 3 mil. A Fiat não revelou a previsão do mix de vendas, mas afirmou que a versão Cult será o carro chefe do modelo no Brasil.

Faz sentindo, pois o motor MultiAir fica disponível apenas a partir da versão Sport, por R$ 48.800. Além do novo propulsor, fabricado nos Estados Unidos, o modelo vem de série com airbags laterais e para o joelho do motorista. A versão automática custa R$ 52.800, enquanto a topo de linha Lounge, também automática, custa R$ 54.800 e tem como diferencial o ar-condicionado digital. Como foi feito nos Estados Unidos, haverá uma versão especial de lançamento, a Prima Edizione, derivada da Sport, porém com ar-digital e visual diferenciado. O preço será de R$ 50.450. Confira a tabela completa do novo Fiat 500 mexicano:

Fiat 500 Cult 1.4 8V Flex: R$ 39.990
Fiat 500 Cult 1.4 8V Flex Dualogic: R$ 42.990
Fiat 500 Sport Air 1.4 16V: R$ 48.800
Fiat 500 Sport Air Automático 1.4 16V: R$52.800
Fiat 500 Lounge Air 1.4 16V: R$ 54.800
Fiat 500 Prima Edizione 1.4 16V: R$ 50.450

American Way
A nova transmissão, produzida pela Aisin, foi um dos requerimentos para o 500 ser vendido nos Estados Unidos. Apesar de não ser obrigatório, o câmbio automático é uma necessidade para a maior parte dos americanos. Não à toa, o Dualogic sequer é oferecido do lado de cá da fronteira. O visual também denuncia a adaptação para o Tio Sam: para-choques redesenhados, indicadores de seta laterais e volante redesenhado para receber o airbag maior, tudo para atender à legislação americana.

Para agüentar o calor da Flórida, onde o carro foi apresentado, e o clima tropical da América do Sul, onde o 500 também será vendido, o ar-condicionado também foi reforçado. A suspensão recebeu alterações exclusivas para o mercado latino, em especial para as esburacadas ruas brasileiras. Mais resistentes, molas e amortecedores aumentaram a altura livre do solo em 1,0 cm.

Essas mudanças não puderam ser percebidas durante o test-drive realizado pelo WebMotors nas planas nos dois sentidos ruas americanas. O motor MultiAir mostrou disposição similar à da versão 1,4L 16V anterior: não empolga como o Cooper, mas não frustra. Tocadas mais rápidas pedem giros mais elevados, mas o bom câmbio automático ajuda na tarefa. As mudanças ficam aquém de transmissões mais refinadas, mas superam de longe a versão Dualogic.

Em comparação, o câmbio automático do 500 não é tão bom quanto o do VW New Beetle, mas é a melhor escolha para evitar o funcionamento ainda irregular do Dualogic. A direção elétrica manteve as respostas rápidas, apesar da suspensão denunciar a calibragem mais macia nas curvas. Não é um Palio, mas perdeu parte da firmeza do 500 polonês. Ponto para o conforto a bordo, que se manteve para dois adultos e duas crianças.

Fogo amigo
O foco da atenção, porém, deve ficar no 500 1,4L Flex. Além do preço tentador, o modelo terá todo o trem de força fabricado no Brasil – argumento que dá forças aos concessionários. Com 88 cv quando abastecido com etanol, o modelo tem desempenho tímido e exige que as marchas sejam esticadas durante uma ultrapassagem, por exemplo. Dinâmica parecida com o Punto 1,4L, que será um dos mais afetados com o novo lançamento. A Fiat não fala em números, mas considera a canibalização do compacto algo natural.

A dúvida, porém, ficará por conta da aceitação do 500 mexicano pelo público em geral. O bom recheio e o visual inusitado dão força contra a concorrência, mas não contornam o desempenho discreto do motor nem o espaço interno menor. O carro é um subcompacto, dirá corretamente um crítico mas fervoroso, mas a primeira geração do Ford Ka no Brasil mostrou que o consumidor não faz essa diferenciação comum na Europa.

Para você, qual hatch vale a pena comprar por R$ 39.990? Um Fiat Punto ou um de seus concorrentes, como o VW Polo e Sandero? Um chinês, como o Chery Cielo ou o JAC J3? Ou algo menor, mas com mais personalidade? Quem quiser pode mandar a resposta para editorial@webmotors,com,br, mas a resposta que a Fiat mais espera será dada pelos pedidos dos concessionários pelo novo 500.

Viagem feita a convite da Fiat do Brasil
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