Ducati Monster 821

Nova moto naked da marca italiana retorna aos primórdios da família
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Agência Infomoto
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Quando Miguel Angel Galluzi desenhou a primeira Monster em 1993 anos, ela era exatamente o que se esperava de uma naked: simples no visual, mas caprichada na motorização e na ciclística. Com o tempo, o modelo acabou herdando também no design o refinamento das superbikes de Borgo Panigale, como mostra a 796, também montada e vendida no Brasil. Agora, a Ducati repete na Monster 821 a mesma receita que consagrou a família há vinte anos: menos preocupação estética para focar em eletrônica, segurança e motorização em prol do prazer de pilotar.

Entretanto, o fato da Ducati se preocupar com outras coisas além do visual na sua concepção não significa que a Monster 821 seja uma moto feia. Com linhas arredondadas, ela traz muito de sua irmã de 1.200cc apresentada no final do ano passado, principalmente na rabeta e no conjunto formado pelo tanque com capacidade para 17,5 litros de capacidade e pelo quadro em aço treliçado.

O escape também segue o mesmo estilo do modelo maior. As saídas dos cilindros se convergem em um único cano que novamente se duplica na ponteira, que fica do lado direito. A grande novidade, no quesito visual, é a balança convencional. A peça substitui o monobraço, traço característico em diversos modelos da marca italiana, e reforça a ideia de um retorno aos primórdios da família Monster.

PROPULSOR JÁ CONSAGRADO

A nova Monster 821 emprega o acertado propulsor Testastretta 11º de dois cilindros em “L” e 821 cm³ arrefecido a líquido que já equipa a família Hypermotard. O motor é capaz de gerar 112 cv de potência máxima a 9.250 rpm, enquanto o torque máximo é de 9,11 kgf.m disponíveis aos 7.750 giros. O câmbio é de seis marchas.

Nos freios, a moto traz disco duplo dianteiro de 320 mm mordidos por pinças Brembo de quatro pistões e montagem radial, enquanto a roda traseira conta com disco único de 245 mm de diâmetro com pinça de pistão duplo. O sistema ABS é item de série e atua em ambas as rodas. As dimensões também são de naked peso médio, com 2.154 mm de comprimento, 1.061 mm de altura e 867 mm de largura. O peso em ordem de marcha é de 205 kg.  

A altura do assento, por sua vez, é ajustável entre 785 e 810 mm para acomodar pilotos de diversas estaturas. Já a suspensão é composta pela balança traseira em alumínio com monoamortecedor Sachs de link progressivo e totalmente ajustável e curso de 140 mm, enquanto a roda dianteira conta com garfo invertido de 130 mm de curso. Os pneus são Diablo Rosso II cujas medidas são 120/70 ZR17 na frente e 180/60 ZR17 atrás.    

TOQUE ALEMÃO

Mais do que um revival da primeira geração, o projeto da nova Monster reflete uma linha de pensamento mais racional. Contribuição dos alemães do Grupo Volkswaggen, que controlam a Ducati por meio da Audi desde 2012. Um exemplo disso é a quantidade de itens eletrônicos presentes no modelo. Além dos freios ABS com três níveis de regulagem, a Monster 821 traz acelerador eletrônico (ride-by-wire), três modos de pilotagem e controle de tração com oito opções de ajuste.

Feita para substituir a Monster 796, a nova moto está chegando o mercado europeu com preço maior em relação ao modelo atual, algo natural considerando-se tudo o que ela oferece. Na Itália, por exemplo, o valor cobrado pela 796 é de 9.690 euros, enquanto a 821 chegará por 10.790 euros (cerca de R$ 32.500) e 10.290 euros (aproximadamente R$ 31.000) pela 821 Dark, que se diferencia pela pintura totalmente preta. A moto está prevista para chegar ao Brasil no segundo trimestre de 2015.    

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