Salão de SP: novidades que interessam

Lançamentos que vêm por aí anunciados no evento que ganhou respeito internacional
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Roberto Nasser
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Com desenho de mostra divulgadora e fomentadora da indústria automobilística brasileira, o chamado Salão Internacional do Automóvel completa 52 anos. Demorou, mas ascendeu a patamar diferenciativo em sua história: o de evento de respeito internacional.

A conquista não é pela festa, montagem, expositores, mas pela atividade que representa, a indústria de veículos e de autopeças. Hoje, quarto mercado do mundo, óptica internacional o vê como amostra desta atividade, reflexo da saúde econômica do país, liderança continental em cenário de expansão crescente.

Internacionalmente o Salão brasileiro cresceu de posição no quadro das mostras mundiais. Agora é B+, uma linha superior, abaixo apenas dos salões de Frankfurt, Paris, Genebra.

Boa medida para mensurar a importância foi a realização pela Volkswagen de workshop sobre Economia Brasileira, Sustentabilidade e VW na América do Sul, com direito à palestra de Henrique Meirelles ex-presidente do Banco Central no governo passado. A Volkswagen, em crescimento sustentado e superior a seus concorrentes, quer ser a maior montadora do mundo em 2018, e cuida de seu projeto institucional pelo esclarecimento aos vetores formadores de opinião. Trouxe 150 jornalistas especializados dos mercados de seu interesse, Europa, Ásia, Américas para dar-lhes uma aula de Brasil – ou justificar numericamente porque o Brasil é a bola da vez em investimentos.

À noite fez festa descontraída, a Group Midia Night, com depoimento dos executivos maiores de sua dezena de marcas, e a presença da imprensa internacional. A VW só a realiza antes das três mostras europeias e incluir o Brasil é dar aviso mundial de relevo. Tratou o negócio como o faz na Europa em eventos onde vai sua diretoria maior. No caso, para ser à prova de erros, traz tudo da matriz: recepcionistas, crachás, clips, fitas adesivas, coordenadores, 150 pessoas vindas da Alemanha para a montagem e o rolar das festas, incluindo o amplo stand da marca no Salão. Nele, dizia-se, apenas a montagem teria custado R$ 40 milhões.

Outra medida mais ampla, nesta edição havia CEOs, presidentes, vices mundiais, sem trocadilho pobre, em quantidade industrial.

A 27a edição durará até 4 de novembro e espera receber 700 mil visitantes. Para freá-los neste número e evitar desconfortos e problemas relativamente às áreas de circulação, subiu preços. Aos domingos a entrada custa inacreditáveis R$ 80 – muito superior às outras mostras famosas. Nos outros dias, quando a frequência é naturalmente menor, baixa o valor da entrada.

Novidades que interessam

Para nós o interesse maior é a produção local das novidades estrangeiras, única esperança de elevação tecnológica e de fuga ao processo de correr atrás do rabo, como tem sido os produtos nacionais, no mais das vezes carrocerias modificadas ou novas sobre base mecânica antiga. É a fórmula Mercosul.

Primeiro anúncio de projeto industrial foi de motocicleta, da italiana Ducati, caprichosa compra pela Volkswagen, a ser montada em Manaus pela Dafra, montadora multimarca. No Salão, no estande da Ford, a Triumph Bonneville de montagem recém-iniciada na Zona Franca.

Tantas novidades, pouco espaço, a Coluna faz uma tabela do que vem por aí, e se dedicará posteriormente a mais detalhes sobre produto e sua industrialização.

Marca Produto Onde Quando
BMW X1 Araguaí, SC 2014
Chery Celler Jacareí, SP 2013
Chevrolet Onix Gravataí, RS iniciada
Chevrolet Trailblazer S.José Campos, SP #
Ford New Fiesta Sedan Camaçari, SP 2013
Ford EcoSport 4x4 Auto # #
Hyundai HB20X Pirassununga, SP 2013
JAC J2 Camaçari, Ba 2013
Mitsubishi ASX Catalão, Go 2013
Peugeot 208 Porto Real, RJ dezembro
Suzuki Jimny Catalão, Go dez/12
VW Gol 2 portas São Bernardo, SP iniciada


Importados

A nova regra automobilística brasileira permite cotas de importação a quem aprovar projetos ou a importadores. A estas 4.800 unidades, bastantes aos de pequenas vendas, mas de insubsistência e ameaça de inviabilização a importadores de volume, como a Kia. As autorizações isentam do pagamento dos discutíveis 30 pontos adicionais ao IPI.

Novamente muitos chineses, a ser vistos com cautela, grupamento de muitas promessas e poucos resultados. De marca, a Jaguar deixa de ser representada pelo grupo SHC – que trouxe a marca ao país – sendo substituída pelo escritório da fábrica Land Rover Jaguar.

Marca Produto
Aston-Martin Vanquish
BMW Sedã-Coupé série 6
Ferrari 458 Spyder
Fiat 500 Cabriolet
Ford New Fiesta Sedan
Ford Focus
Ford Fusion
Haima 1, 2 GLS, 3 GLS, 7 - SUV
Hyundai Santa Fé
Hyundai i30 flex
Jaguar X-F
Maserati GranCabrio
Mitsubishi Lancer GT AWD
Renault Fluence GT ( turbo )
Renault Clio frente nova
SsangYong Actyon Sports picape
SsangYong Rexton W ( SUV)
SsangYong Chairman W ( sedã )
Toyota Lexus
Subaru XV 2.0 ( cross over )
Subaru Impresa Sedan 2.0i-S
VW Novo Fusca
VW CC
Audi A1 Quattro, A3 Sport, S6, S7, S8 e R8 FT Spyder


O que virá por aí

Protótipos foram exibidos e com grande chance de ser produzidos no Brasil. O Mercedes Classe A sedã, surpreendente em sua conformação, dimensões e motorização 1.6 FSI turbo, e o Taigun, nome para lembrar o bom Tiguan VW. Será a versão pequeno utilitário esportivo da VW, montado sobre a plataforma do UP!, de surgimento breve. O Taigun deve ter produção iniciada aqui.

Novo Fiat 500 Cabriolet resgata o passado

A Fiat iniciará vender novidade como o pico do charme de seu rol de produtos: o modelo 500 em versão conversível, Cabriolet, como o chama. Teto acionado eletricamente para em duas posições, opcional também em cores, preto ou vermelho a caminho do bordô. Combinado com o branco perolizado, há poucos objetos tão simpáticos e atrativos.

O teto removível é tão adequado ao desenho e à pretensão mercadológica do 500 no Brasil, ser um veículo diferenciado, que sugere ter sido o projeto original para automóvel conversível, ao qual se fez um teto rígido. Apesar do raciocínio, não é. Nasceu com teto fixo e a versão descapotável é desdobramento.

É novidade, mas não é inovação. No caso, demonstração de coerência. O 500 é a interpretação, a conceitos atuais, de um ícone da marca e um de seus sustentáculos, inspirado em seu perfil e relendo as formas dos detalhes constitutivos – cores, formato do painel de instrumentos, lanterna de placa. Mais espaço interno, mandatórias atualizações em conforto e segurança, e o motor não é, como o original, bicilíndrico deslocando apenas 500 cm3, mas um moderno 1.400 cm3 com 100 cv de potência, colocado na transversal.

O teto solar também existia no inspirador, o cinquecento original, nos anos 1950. Era, coerentemente, de movimentação manual, tecido emborrachado, e cumpria a mesma função – aumentar a integração com o meio ambiente.

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