Vem aí o Mercoclio, Ka 2012, Sandero automático e mais

Renault tenta participar de todos os segmentos e quer crescer 60% sobre os concorrentes
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Roberto Nasser
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O governo argentino confirmou o que a Renault anunciara durante o Salão do Automóvel em Buenos Aires: em 2012 lançará novo Clio, baseado na atual plataforma, como veículo desenvolvido no Mercosul. Consequencia de aporte de aproximados US$ 100 milhões, implementará a produção, elevará a argentinização do produto a 44%, destinando-o, majoritariamente, para exportações – entenda-se o Brasil.

O produto se baseia na fórmula econômica atualmente aviada por quase todas as montadoras: fazer carros novos sobre plataformas e mecânicas antigas. Ainda sem nome, mas não será Clio 3, pois nada terá a ver com o homônimo europeu, instiga pensar seja um Symbol dois volumes. A mistura é praticada com o Logan, Sandero, e será com o Duster.

Dificuldade para a Renault será marcar preço, pois o March, de sua co-irmã Nissan quer ser referencia como 1.0.

Ka 2012, melhorias no líder

Esse Marcos Oliveira, presidente da Ford, não está para brincadeiras. Conhece os lucros, os produtos, olha o futuro e mandou investir em produto líder e rentável, coisa inusual. É a primeira e última intervenção no atual modelo, marcada pela mudança frontal unificando a assinatura estilística da marca.

Filho único de mãe viúva e séria, o Ka europeu dele difere totalmente. A Ford elevou suas características: melhorou as sensações de dirigir aperfeiçoando direção, suspensão aplicando o isolamento do Focus para filtrar irregularidades, freios, e integração eletrônica entre motor e transmissão, aerodinâmica, isolamento acústico.

Ou seja, melhorou as sensações de uso para motorista e usuários. O pacote atingiu o painel e incluiu detalhes de veículos de faixas superiores, como o isolamento acústico com material do Focus, o enclave dos piscas aos espelhos retrovisores e, alegria para João Marcos Ramos, detalhista e futurista como todos os chefes de design, permitiu mudar o desenho das palhetas do limpador de para-brisas...

Filosofia básica foi melhorar o conteúdo, oferecer mais que o usual para o comprador, mante-lo fiel. O Ka é líder em seu segmento e arranha um milhão de unidades produzidas.

O processo de sedução passa pelo racional, a análise de conteúdo x preços, considera o preço do seguro, e a enorme escada com degraus a partir de R$ 24.500, aumentando preços com a adição de confortos, até no topo, versão Sport, motor 1.6 ainda Rocam. Decoração contrastante, lembrando, no capô e teto, as faixas tão a gosto dos norte-americanos para indicar veículos ou pretensões de performance. Nas laterais, grafismo inspirado nos GT Maverick aqui produzidos nos anos 1970. Os ganhos indicam preparação para enfrentar o efeito Nissan March.

Conforto, o Sandero automático

A nova gestão da Renault acelera para aumentar vendas. M. Jean-Michel Jalinier, de pouco falar e muito agir, quer corajoso salto de participação no mercado doméstico de 5 para 8% em cinco anos. Numericamente, crescer 60% sobre os concorrentes exige coragem e mão firme.

Teve a coragem de cortar lucros, sem cinismo ou alegação de prejuízos ou vida difícil, reduzindo os preços do Sandero em aproximados R$ 3 mil – o efeito JAC –, e tenta participar de todos os segmentos, incluindo o dos veículos automáticos. Nele iniciou vender o Sandero Privilége, motor 1.6, 16V, Hi-Flex, com câmbio automático e opcional troca seqüencial. Outras versões, com mudanças mecânicas, utilizam motor 1.6 8V.

A combinação motor + câmbio automático+política da Renault contiveram os preços em R$ 43.900. R$ 3.500 entre o motor melhor dotado e a transmissão automática, e os motores simplórios com câmbio mecânico.

Transmissão contida, 4 velocidades – pobre em relação a outras disponíveis no mercado – sem over drive.

Crê, será o preferido para o cansativo trânsito engarrafado das cidades.

Jeep Compass, cruza de manga larga com cabrito

Menor dentre os produtos familiares Jeep, desde seu lançamento, há cinco anos, o Compass quer ser visto como confortável como um cavalo manga larga marchador para o uso urbano, e habilmente preparado como um cabrito para trafegar por onde não há asfalto, plano, projeto, previsão.

Por fora, a assinatura familiar, a grade de sete barras, faróis inspirados nos do novo Cherokee. Dentro, conforto, ergonomia e tato agradável, e itens como almofadas de ar para dianteira e laterais.

Novidade está no que o move. O motor, sem herança Jeep, Willys ou Chrysler, é da tríplice aliança entre norte-americanos, japoneses da Mitsubishi, coreanos da Hyundai. É elaborado e sem nada a lembrar a grosseria do uso maciço de ferro fundido. Ao contrário, todo em alumínio, 4 cilindros, dois comandos variáveis para as 16 válvulas. Desloca 2.400 cm3, e faz 170 cv e 220 Nm de torque. Vem acoplado a caixa automática com polias variáveis e posições para seis velocidades, apto a economizar até 8% relativamente às transmissões automáticas comuns.

A parte das habilidades fora de estrada conta com tração permanente distribuída entre as 4 rodas, de acordo com a percepção de uso, necessidade ou comando pelo motorista. Assim, tem tração dianteira ! permanente e, quando demandado, engraza a traseira no percentual necessário.

Para levar a força ao chão, rodas leves com 18” de diâmetro, suspensões independentes nas 4 rodas, amortecedores a gás. Diz o fabricante, o Compass junto com seu irmão pouco maior, o Patriot, são os maiores expoentes off-road entre os utilitários esportivos leves.

Na Argentina, US$ 41.500 – uns R$ 64 mil. Aqui, graças à larga e ampla faixa de impostos, definidos por governos e parlamentares, entre R$ 90 e 95 mil. Outubro.

Vem aí o Japonês Popular

O Nissan March dito como adequado ao mercado brasileiro entrou em produção. Ajeitado em estilo e proporções, apresenta-se como Japonês Popular, apesar de ser verdadeira liga das nações: projeto japonês; construção mexicana; e, no caso da versão básica, a 1.0, o motor é brasileiro, da Renault. O motor 1.6 é Nissan, importado.

Característica importante é ser projeto moderno, com eixos nos extremos da carroceria oferecendo rolagem tentativamente confortável, com medidas são para motor 1.0 e uso tentativamente urbano, um passo adiante dos carros desta cilindrada à venda no Brasil. E por isto será fator de provocação.

Com lançamento e vendas previstas para outubro, a marca iniciou apresentá-lo ao público brasileiro, reeditando os Road Show da década de 1920, e os promovidos pela Simca nos anos 1960. Eram mistura de romaria ao Deus automóvel com caravana de fenícios para apresentar e vender os produtos.

RODA-A-RODA

Mercoplaca – Países do Mercosul criaram placa única o bloco econômico: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Assunto de longo prazo, iniciando em 2016 com ônibus e caminhões. Dois anos após, outras categorias. Permitirá livre transito entre os países-membros, unificando multas.

Na prática – O vizinho cocaleiro, incensado pelo governo brasileiro, tem prazo longo para manter seu incentivo ao furto e roubo de veículos de outros países para, sem documentos, serem licenciados no seu.

Abertura – Os abalos nos países árabes, gerando democracia, podem incorporar novas clientes ao mercado de automóveis. Na Arábia Saudita, as mulheres reagiram em ser tratadas como coisas ou crianças, e nove delas, em suprema independência, saíram às ruas dirigindo! Lá, costumes, marido-senhor e religião proíbem. Se a abertura se expandir, haverá novo filão de vendas.

Itamar – Foi-se o presidente Itamar Franco. É pouco lembrado por seus méritos: assumiu o país em crise; geriu-o por ano e pouco; deu um basta na corrupção e chantagem; autorizou o Carro Econômico; travou a recessão e iniciou recuperação; botou ordem na casa; baixou o Plano Real; elegeu Fernando Henrique como sucessor; saiu com contas positivas e o maior índice de aprovação popular.

Cultura – Itamar quando senador criou o Museu do Senado. Como presidente, o Museu Nacional do Automóvel, em Brasília, ora em risco de despejo pelo Ministério dos Transportes.

Tsunami – Efeito do tsunami japonês, a falta de peças para montar Hondas e Toyotas ajudaram a Citroën assumir em junho a 7a posição no mercado doméstico. Cresceu 1% no mercado que caiu 4,5%, vendendo 8.272 unidades.

De novo – Renault e a Williams renovaram o acordo para fornecimento de partes do motor à equipe de Fórmula 1. Parceria antiga, desde 1989, com quatro títulos mundiais. O acordo inclui novo motor V6 em 2014.

Prêmio – Quem comprar um litro de óleo lubrificante sintético Shell Helix concorrerá ao GP de Abu Dhabi e a andar na montanha russa mais rápida do mundo no parque de diversões Ferrari World.

Aventura – Veículos Off-Road, versões metidas a equipamentos e acessórios, terão mostra própria, a Adventure Sports Fair, de 11 a 14 de agosto na Bienal do Ibirapuera, S. Paulo. Atração certa, as conversões MXV sobre veículos fora de estrada para torná-los mais aptos. Afim de expor? comercial@adventurefair.com.br

Frescútil – Empresa de acessórios automotivos, a DSW lança, a R$ 200, o Pet Sensor - sensor de estacionamento dentro de um bichinho de pelúcia. Acredita, seu público consumidor será o feminino. Deve ser maior. Depois da decisão do STF gostos perderam limites e padrões.

Antigos – A oposição chamará de frescura ou descuido com dinheiro público. De longe, sou pela responsabilidade de preservar a história no ato da prefeitura de Guarulhos em resgatar do abandono um Ford Landau de 1977 há anos em decomposição em sua garagem. Tornou-o operacional, participará de eventos, integrará o Museu da Cidade. Bom exemplo.

Prepare-se – A Gooding & Company, maior leiloeira de automóveis, levará ao seu palco em Pebble Beach, California, agosto, 20 e 21, invejável lista de Ferraris – 1957 410 Superamerica Series II Coupé Pininfarina; 1953 375 America Vignale; 1950 195 Inter Touring; 1963 400 Superamerica Coupe Aerodinamica Pininfarina; e 1955 250 GT Berlinetta Pininfarina.. Raros, preços médios calculados em US$ 1M. Afim? http://www.goodingco.com/auction

Gente – Franco Ciranni, administrador, promovido. Deixa a presidência da FPT, como líder que comprou a fábrica Tri Tec e transformou os projetos herdados na vitoriosa família E TorQ para a Fiat e clientes. * Novo vice-presidente internacional da Iveco. Jorge Augé Bacqué, jornalista, 70, passou. Entusiasmado redator argentino, nos últimos anos dedicou-se à sua Autos de Época, referencia prática dos antigos em seu país. * Mola macia de todos os eventos e conquistas do antigomobilismo argentino, como as corridas e rallies. * Luiz Tambor, executivo, novo pouso. Saiu da Land Rover para diretoria de vendas da Chrysler.


As opiniões expressas nesta coluna são de responsabilidade de seu autor e não refletem, necessariamente, a opinião do site WebMotors.

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Roberto Nasser edita@rnasser.com.br , residente em Brasília, é advogado, especializado em indústria automobilística. Dentre suas ações de utilidade social se destacam a defesa para a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança e as propostas da criação da categoria do veículo de coleção, da dispensa de equipamentos modernos pelos carros antigos, da mudança de óptica sobre os colecionadores, da permissão de importação de veículos antigos, além da criação do Museu do Automóvel, na Capital Fcaptional, do qual é curador. Escreve sobre automóveis semanal e ininterruptamente há 41 anos e trata este ofício como diversão e lazer. Sua coluna “De Carro por Aí” é publicada em 15 mídias.

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