Chegaram as férias! Veja mitos e verdades sobre como proceder no litoral

Descubra se pode dirigir de sunga ou se seu carro consome mais na hora de curtir uma praia!
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Rodrigo Ribeiro
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As férias chegaram, e, com elas, as tradicionais recomendações antes de viajar. Mas e quando estamos lá? O carro requer algum cuidado especial? Existem regras de trânsito diferentes? Descubra essas e outras dúvidas nos dez mitos praianos levantados – e solucionados – pelo WebMotors!

1 – É proibido dirigir descalço
Apesar de muita gente dizer o contrário, é permitido, sim, dirigir com os pés em contato direto com os pedais. O que não pode é usar calçado sem apoio no calcanhar.Isso porque, de acordo com o Art. 252, Inciso IV do Código de Trânsito Brasileiro, é proibido dirigir o veículo “usando um calçado que não se firme no pé ou que comprometa a ação dos pedais”. Guiar descalço pode ser até desconfortável para alguns, mas é melhor do que tomar uma multa de R$ 85,13 e levar 4 pontos na carteira....

2 – É proibido dirigir de sunga ou biquíni
Para alegria dos marmanjos (e tristeza das esposas que preferem não ver a barriga do marido), o CTB não possui nenhuma restrição em relação à vestimenta do condutor ou dos passageiros. Ou seja, na hora de sair da praia, a única recomendação é colocar uma toalha ou similar no banco, para evitar que a espuma fique molhada – e depois bata aquele cheiro de cachorro molhado nas semanas seguintes. Ah, uma curiosidade: levado à risca, o CTB não proíbe nem que se dirija pelado. Mas antes que seus pensamentos libertinos aflorem, vale lembrar que atentado ao pudor ainda é crime!

3 – É proibido andar com o carro na praia
Aqui a resposta varia de acordo com a região. O Código de Trânsito Brasileiro não possui restrição para o tráfego de veículos na faixa de areia. Contudo, para garantir a segurança dos banhistas, diversos municípios proíbem o tráfego de automóveis nas praias, incluindo os de uso recreativo, como quadriciclos. Por outro lado, há cidades que não só autorizam como regulamentaram o uso de carros na praia, em especial os tradicionais buggys que cruzam as dunas do Nordeste. Nesses locais, há placas e balizas sinalizando onde os carros podem (e não podem andar). Na dúvida, não vá, até porque....

4 – Água salgada estraga o carro
A não ser que seu carro seja um bacalhau, o sal não irá ajudar a preservá-lo. Muito pelo contrário: associado à maresia, o sal ataca a lataria do carro, provocando corrosão precoce do material. Lembra-se daquele fogão velhinho (mas inteiro) que você levou pra casa de praia ano passado e agora está se desintegrando? Pois é, o mesmo pode ocorrer com o automóvel. Para evitar que seu possante vire uma caixa de ferrugem sobre rodas após as férias, aguarde a última dica de nosso guia!

5 – O consumo do carro muda na praia
Se você apostou com seu cunhado que o consumo não muda, má notícia: muda sim. Mas é fácil economizar o dinheiro para pagar uma caixa de cerveja para seu parente, pois a boa notícia é que o carro fica mais econômico perto do mar. “Quanto maior a pressão atmosférica, mais ar é admitido pelo motor, melhorando a combustão e reduzindo o consumo de combustível”, afirma Alfredo Guedes, supervisor de relações institucionais da Honda. Mas não aposte muito alto, pois, segundo Guedes, a diferença é quase imperceptível, pois a injeção eletrônica adapta o funcionamento do motor automaticamente. O lado bom é que a recíproca é verdadeira, então falar que o carro gasta muito para explicar sua recusa para uma viagem nas montanhas é uma boa justificativa.

6 – É proibido ouvir música alta do lado de fora do carro
Como é pouco provável que as outras pessoas compartilhem de seu gosto musical, o CTB restringe o uso de equipamentos sonoros no automóvel nos artigos 227 e 228. Do uso da buzina ao volume do ‘pancadão’, tudo está sujeito às restrições legais, inclusive indo além da infração de trânsito. Se o aspirante a cantor/dançarino abusar do volume, pode ser enquadrado pelo artigo 42 da Lei 3.688/41, pois estará perturbando o sossego alheio com instrumento sonoro ou acústico. Como não há restrição para o mau-gosto, aquele seu vizinho ainda pode ouvir a música favorita dele, alta, dentro do carro, mas com os vidros fechados e em um lugar deserto. Só avise-o para tomar cuidado com a surdez precoce.

7 – O ar-condicionado requer um cuidado diferenciado na praia
Se você é daqueles que fazem a manutenção periódica do ar-condicionado e usa o sistema por no mínimo 15 minutos semanalmente, não precisa se preocupar – o ventinho gelado pós-praia será garantido. Mas para facilitar o trabalho do sistema, eis algumas formas de liberar o bafo de dentro do veículo mais rapidamente: assim que entrar no carro, abra todos os vidros e o teto-solar (se existente) e ligue somente a ventilação do carro. Espere um ou dois minutos para que a maior parte do ar quente saia do carro. Em seguida, feche todos os vidros (e o teto-solar, claro) e ligue o ar-condicionado com o recirculador ligado. Quando a temperatura interna estiver agradável, desligue o recirculador, evitando assim o acúmulo de gás carbônico dentro da cabine, o que pode provocar sonolência. Se mesmo assim o sono bater, é melhor rever o horário que a partida de truco noturna está acabando.

8 – É proibido levar o cachorro solto dentro do carro
Esse é um ponto que o bom-senso vai além da lei. Segundo o CTB, é proibido andar com seu animalzinho (ou humaninhos) na parte externa do veículo – leia-se “caçamba da picape”. Além disso o banco do motorista é exclusivo. Se seu cachorro pular em você enquanto estiver dirigindo, você pode ser multado tanto por estar com um animal no colo quanto por dirigir com uma mão só, caso esteja fazendo carinho no bichano. Deixá-lo solto no bando dianteiro direito ou no banco de trás não é proibido, mas está longe de ser recomendado. Sem apoio, qualquer freada ou curva pode ferir seu bichinho. Em um acidente, a coisa fica pior: o peso do pet será multiplicado e poderá ferir gravemente os outros ocupantes do veículo que forem atingidos por ele. Por isso, honre o título de animal racional e coloque seu animal adequadamente no carro, seja em uma caixa feita para isso ou com os chamados cintos caninos.

9 – É proibido levar a bicicleta e a prancha do lado de fora do carro
Depende da localização: atrás quase nunca pode, mas por cima tá liberado. Antes que sua mente pense nas piores peversões na areia, a explicação. É proibido levar qualquer objeto na parte externa do veículo que obstrua a placa e/ou as lanternas do veículo. Caso não haja outra opção, a solução para evitar uma multa de R$ 127,69 e cinco pontos na carteira é colocar luzes de sinalização na frente da bicicleta e uma terceira placa – que deve ser lacrada junto ao veículo. Levar carga no teto pode, desde que não ultrapasse 50 cm de altura (contada a partir do teto do veículo). E os cicilistas não precisam se preocupar, pois têm o mesmo benefício dos surfistas: a única exceção dessa regra é justamente para bicicletas. Só não esqueça de tirá-las do teto antes de entrar no prédio!

10 – A primeira lavagem pós-praia deve ser mais cuidadosa
Sabe aqueles minutos extras que você gasta no banho tirando areia de orifícios que nem sabia que existiam? O mesmo acontece com o carro, com a desvantagem que ele tem um pouco mais de reentrâncias do que o corpo humano. A solução é uma lavagem completa, por cima e por baixo, com água sob pressão moderada. O motor pode ser limpo também, mas deve-se tomar cuidado redobrado com fios, conexões e sistemas eletrônicos, que são tão fãs de água quanto seu gato (que você levou em uma caixinha, certo?). E negue com todas as forças o popular óleo de mamona ou similar oferecido em alguns lugares: além de permitir que mais sujeira grude na carroceria melecada, o fluido pode atacar borrachas e outros componentes do veículo.

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