Da oficina: Chevrolet Zafira

Minivan média da marca norte-americana é resistente, mas gasta demais. Com 85 mil km o modelo apresentou alto consumo e manutenção salgada
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- No início desta década, as minivans cresceram no mercado brasileiro e passaram a ser visita cada vez mais comum nas reparadoras independentes. Nascidas nos Estados Unidos, na década de 70, as misturas de peruas e utilitários agradam pelo espaço e pela versatilidade. No Brasil, a principal representante da categoria é a Chevrolet Zafira, lançada aqui em 2001.

Para mostrar como uma das líderes do segmento se comporta depois de um bom período de uso, a equipe do Oficina Brasil avaliou uma Zafira 2001, com motor 2.0 16V a gasolina e 85 mil km rodados. Confira abaixo como ela se saiu.

Motor

Logo no início da checagem, os consultores substituíram o óleo e o filtro do lubrificante, por conta da elevada quilometragem e da informação, fornecida pelo proprietário, de que já havia se passado 5 mil km desde a última troca. Em seguida, foram trocados o filtro de ar e o aditivo do radiador.

Os cabos de vela estavam em boas condições e não foram substituídos, mas as velas, com os eletrodos gastos, foram trocadas. A verificação também notou irregularidade nos injetores de combustível, que foram limpos e equalizados. Já o filtro de combustível foi substituído junto com a correia dentada e o tensionador aos 80 mil km aproximadamente. O corpo de borboleta estava carbonizado e precisou de uma limpeza.

A tubulação que liga o compressor do ar-condicionado ao condensador estava em atrito com outra tubulação e também foi trocada. Por conseqüência, foi necessário efetuar a carga de gás no sistema de ar-condicionado. A bomba d&rsquoágua, com ruídos, e o coxim inferior do câmbio, desgastado, foram substituídos.

De acordo com o proprietário da Zafira, o conjunto de embreagem já havia sido substituído com 70 mil km. "Uma dica que dou ao reparador é ficar atento ao atuador hidráulico deste carro, que costuma apresentar defeitos com freqüência", recomenda o consultor técnico do jornal Oficina Brasil, Vagner Leite.

Suspensão e freios

As pastilhas de freio dianteiras acionaram os sensores de desgaste e foram substituídas, assim como os discos. Já as pastilhas traseiras apresentavam mais de meia vida útil. Foram trocados ainda o sensor de rotação da roda traseira esquerda equipamento pertencente ao sistema de freios ABS por não transmitir a rotação da roda ao módulo de controle, e o fluído de freio.

Os amortecedores dianteiros apresentaram vazamento de óleo e precisaram ser substituídos já os traseiros estavam em perfeito estado. Os pivôs e as bieletas não estavam com folgas, porém as porcas de fixação das peças foram reapertadas. Após esses processos, o veículo foi submetido ao alinhamento da suspensão e ao balanceamento das rodas.

No geral os conselheiros do jornal Oficina Brasil gostaram do carro, que mostrou ser robusta. Aos 85.000 km e com e anos de uso poucas intervenções foram necessárias para deixar o modelo em perfeitas condições.

Análise do Jornal Oficina Brasil

A minivan Chevrolet Zafira mostrou ser um veículo bastante robusto, apeser de apresentar algumas fragilidades, como a embreagem, que no geral deve ser trocada a cada 60.000 km, quando a média dos carros da mesma categoria é 90.000 km. Com isso, o reparador deve ficar atento e verificar esse item com freqüência, além de recomendar ao cliente cuidados que evitam o desgaste prematuro do componente, como não apoiar o pé esquerdo no pedal.

No orçamento, dois componentes chamam atenção: bomba d&rsquoágua e amortecedores dianteiros, por apresentarem custo mais atraente na peça genunína, adirida em concessionária do que a comprada nas lojas de autopeças. O primeiro sai por R$ 136, na Viamar, contra R$ 150, na autopeça. Já o amortecedor custa R$ 276, contra R$ 470.

Dicas do conselho de reparadores

1ª foto - "O reparador deve ter sempre um scanner bem atualizado na oficina para mexer com a injeção eletrônica da Zafira", explica Cláudio Cobeio, da Cobeio Car.

2ª foto - Problemas como alto consumo, perda de potência e irregularidade na marcha lenta podem ocorrer por falta de aterramento.

3ª foto - É recomendável reiniciar o módulo a qualquer troca de sensor ou filtro.

4ª foto - O sensor de detonação da Zafira costuma dar muitos problemas, principalmente quando o motor aquece demais.

5ª foto - "A bomba de água deste carro costuma falhar muito", alerta o consultor Julio César Souza, da Souza Car.

6- Há uma vela de origem francesa que não se adapta à Zafira como deveria e causa irregularidades como perda de acelerador e até desligamento do motor. Caso o modelo apresente esses problemas, troque o conjunto.

7- "Em modelos equipados com GNV, é comum clientes reclamando de falta de potência e cheiro forte. Isso acontece porque o motorista abastece com GNV e já sai do posto rodando com esse combustível, fazendo a injeção identificar mistura pobre. Na verdade, é preciso sair com combustível líquido álcool ou gasolina e depois mudar para GNV", alerta Cláudio Cobeio.

Avaliação de mercado


A Zafira 2.0 16v ano 2001 é um veículo, agora, com um público bem definido. Não é tão procurado e/ou desejado quanto sua irmã menor, a Meriva. Por conta disso, não é um carro de venda imediata ficando, em média, 25 dias numa revenda até ser vendido.

O público é caracterizado por quem precisa e está à procura de um veículo espaçoso, com grande capacidade de transporte de pessoas e/ou cargas. Geralmente é procurada por taxistas ou pessoas com família grande.

Entre outubro/08 e embro/08 apresentou desvalorização de -1,30% e, entre outubro/08 e outubro/07, desvalorizou -6,63%

Sindiauto/Assovesp

Legendas:
5ª foto: Dentro da programação de manutenção preventiva do veículo, foram trocados o óleo e filtro.
6ª foto: A revisão mostrou que os amortecedores dianteiros estavam comprometidos, sendo que um deles estava com vazamento de óleo. O componente é bastante acessível e não apresenta dificuldade na hora da troca.
7ª foto: Fique de olho no coxim inferior do motor interfere diretamente na tubulação do ar-condicionado quando apresenta defeito, por causa do balanço do motor. O reparador deve ficar atento e substituir a peça logo que perceber rachaduras na borracha.
8ª foto: No sistema de arrefecimento, a bomba d’água foi substituída, pois apresentou ruído. O aditivo foi trocado na proporção 40/60 aditivo/água. Lembrete: sempre utilizar água demineralizada.
9ª foto: Detalhe do sangrador do sistema hidráulico da embreagem. Na parte de baixo do sangrador há um anel de vedação que deve ser retirado quando o atuador hidráulico for trocado, para evitar obstrução do flexível hidráulico.
10ª foto: O terminal de direção da Zafira raramente apresenta problemas. A revisão mostrou que o componente estava em perfeitas condições, apesar de o modelo avaliado possuir a peça original


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