Da Oficina - Zafira

Após 68 mil km rodados, a Zafira precisou reparar o freio, a suspensão e o sistema de alimentação
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– Um carro concebido para o uso familiar, grande e espaçoso. Esse é o Chevrolet Zafira 2.0 8V. Lançado no Brasil em abril de 2001, a minivan da General Motors é um dos maiores expoentes de um nicho de mercado que cresce em progressão geométrica, tanto por oferecer espaço para famílias numerosas como por oferecer muito conforto em longas viagens ou mesmo nas curtas idas à praia em um fim de semana.

Mas você sabe quais são os problemas mais freqüentes desse modelo? Por mais que a experiência do reparador seja um fator preponderante na hora de detectar qual é o defeito que incomoda o proprietário, a Zafira ainda é um carro com alguns mistérios a serem desvendados.

Para isso, analisamos a fundo um modelo com motor 2.0 de 8 válvulas fabricado em 2005, depois de 68 mil km rodados. As informações que encontramos são de grande valia para a análise de outro modelo semelhante que pode entrar em sua oficina. Acompanhe.

Suspensão

Essa parte não sofreu tanto. Ainda originais, os quatro amortecedores foram substituídos por novos. Mesmo assim, a durabilidade do modelo ficou comprovada quando foram checados e encontrados intactos os pivôs, terminais, braços axiais, bandejas e buchas.

Freios

O sistema de frenagem era uma das partes que estava mais desgastada. Como a Zafira é um veículo pesado, que roda geralmente com vários ocupantes e bagagem, pode ocorrer sobrecarga nos freios. Na Engin, onde foi realizado o teste, foi trocado o jogo de pastilhas dianteiro e os discos receberam uma retífica.

Para eliminar os ruídos de pastilha, utilizamos um produto chamado antichio, aplicado nas “costas” da peça. É sempre recomendável remover os resíduos do cubo com uma lixa e verificar também a existência de folga com o auxílio de um relógio comparador, assim como limpar a pinça e checar o êmbolo, explica o engenheiro Paulo Aguiar. O fluido de freio estava ok.

Motor

A proprietária do veículo chegou à oficina Engin reclamando de uma certa falta de força do motor. Para detectar o problema, o carro foi submetido à análise de um scanner. Inicialmente, a verificação de velas e cabos mostrou que tudo estava certo com eles, haviam sido trocados na revisão de 50 mil km.

A pressão e a vazão da bomba de combustível também estavam dentro dos parâmetros. Ainda no sistema de alimentação, foi encontrado o defeito que provocava a perda de força no motor. Os bicos de injeção estavam entupidos e o tanque com resíduos de sujeira, provavelmente oriundos de combustível adulterado. A retirada de sujeita, a limpeza e a equalização dos injetores, do tanque e a troca do filtro de combustível sanaram o problema.

Com o problema de perda de potência resolvido, outros itens foram revisados. O corpo da borboleta apresentava sujeira ao redor da haste e foi limpo. O óleo também acabou sendo substituído por um da especificação indicada no manual do proprietário 20W50SL.

Regina Lerche, a dona do carro, aliás, tem um cuidado especial com o lubrificante. “Já tive problemas com borra em um Astra, faço a troca sempre dentro do prazo indicado, no meu carro e em todos os outros da minha família”, afirma.

Outra reclamação dela foi em relação ao mau cheiro vindo do sistema de ar-condicionado, eliminado com a troca do filtro de pólen e a higienização do sistema. Para ter acesso a ele, o reparador deve remover o porta-luvas do veículo, onde está o dispositivo. Já substituídos na revisão de 50 mil km, a correia dentada e o tensionador ainda tinha vida útil a ser explorada.


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