Logo WM1

O canal de notícias da Webmotors

Limpar buscar

Marea 2002 ganha torque e desempenho – mais ou menos...


  1. Home
  2. Testes
  3. Marea 2002 ganha torque e desempenho – mais ou menos...
Compartilhar
    • whats icon
    • bookmark icon

- A Fiat brasileira apresentou ontem, terça-feira, 22 de maio, a versão 2002 do Brava. Segundo a montadora, a principal, mais importante alteração em relação ao modelo anterior, diz respeito à curva de torque e a capacitação para respostas mais rápidas e mais potentes em regime de baixos giros. Essa característica do modelo 2001, baixo desempenho em baixos giros, era motivo de reclamação de consumidores.

Não houve nenhuma alteração estética de nota, apenas uma nova grade frontal, ostentando o logotipo atual da marca. O notchback, nome dado pela Fiat a este hatcback, mudou pouco.

Segundo a fábrica, "A modificação mais importante na linha 2002 aconteceu na motorização. Com o objetivo de melhorar a dirigibilidade e reduzir o consumo, o motor agora é o 1.6 16V Corsa Lunga 106 cv, com curso de pistões aumentado e diâmetro dos cilindros reduzidos. Essa evolução elevou a cilindrada do motor de 1.580 cm³ para 1.596 cm³ e ocasionou uma série de ganhos".

Estes ganhos estariam na curva de torque, que mostra o motor alcançando 82,5% do torque máximo a 1.500 rpm, ou seja, quase 13 dos possíveis 15,4 kgfm, disponíveis apenas aos 4.500 rpm. No modelo 2001 eram 15,1 kgfm, um ganho de quase imperceptíveis 0,3 kgfm.

A Fiat diz que este Brava acelera de 0 a 100 km em 10,7s e chega a velocidade máxima de 186 km/h. Que as retomadas melhoraram, assim como a rapidez nas ultrapassagens, e que diminuiu o consumo de combustível, em cerca de 10%.

Pode ser. O Brava continua sendo um carro bonito. Internamente, não deixou de ser confortável, elegante, com mostradores, controles e instrumentos eficientes, excelente empunhadura do volante. É bom de curvas, macio e freia bem.

Mas os ganhos parecem estar num desempenho mais uniforme acima dos 120 km/h – talvez porque o motor chegue a eles mais "cheio". A melhoria nas baixas rotações é relativa, pois sentia-se muita falta de torque nestas regiões. O que aumentou, razoável, não foi ainda o suficiente. E devemos levar em conta que o contato com o carro limitou-se a poucos 50 quilômetros, e bem pouco trânsito urbano.

E, também, nem se imagina um veículo como este, com prazo de vida relativamente curto – acredita-se, no mercado lojistas, jornalistas e concessionários, que o Brava não sobreviva a 2002 – recebendo investimentos pesados em novas motorizações.

Comentários

Ofertas Relacionadas

logo Webmotors