Nova Toyota Hilux vira sedã de luxo e cobra caro por isso

Oitava geração da picape japonesa investe nos equipamentos e no conforto interno,
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Rodrigo Ferreira
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Bancos elétricos e com forração em couro, ar-condicionado digital com saída para o assento traseiro, abertura das portas por sensor de aproximação, tela multimídia sensível ao toque de sete polegadas, câmera de ré, volante com funções de áudio, telefone e comandos de voz, faróis de LED com ajuste automático de altura, rodas de liga leve aro 18, partida do motor por botão... se não fosse pelas fotos e o título da matéria o caro leitor não teria dúvida que o carro com equipamentos acima seria um requintado sedã ou um SUV importado. É exatamente essa a ideia que a nova Toyota Hilux quer transmitir ao comprador. “Sou uma picape, mas você deve pensar que sou um sedã de luxo”.

A Toyota se rendeu ao argumento de vendas lançado com a Volkswagen Amarok há alguns anos e seguido por Ford Ranger e Chevrolet S-10, porém decidiu elevar o patamar alcançado pelas rivais. Esqueça aquela picape dura, desconfortável, recheada de plástico duro que quicava a cada buraco, a oitava geração da Hilux chega com estilo, muita mordomia para os ocupantes e preço nas alturas. Isso mesmo, a marca sabe que tem nas mãos a picape mais vendida do mundo (são 16 milhões comercializadas em 180 países desde 1968) e o seu público fiel espera há 11 anos pela sua atualização, por isso não economizou no preço pedido.

A versão mais completa, a SRX oferecida com o novo motor 2.8L turbodiesel e câmbio automático de seis marchas, custará R$ 188.120. São R$ 32.330 a mais que a versão topo de linha da Chevrolet S-10 LTZ (R$ 155.440), que traz motor 2.8L turbodiesel e transmissão automática de seis velocidades. Ou então, R$ 27.220 a mais que a variação mais cara da Ford Ranger, a Limited 3.2L turbodiesel, que também vem com câmbio automático de seis marchas.

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Além de mais cara, a nova Hilux também cresceu no tamanho. São sete centímetros a mais no comprimento (5,33 m), dois na largura (1,85 m) e, estranhamento, ficou 4,5 cm mais baixa. Com as mudanças, as medidas ficaram bem próximas de Ranger e S-10. O único senão vai para o entre-eixos, que costuma ser indicativo de espaço interno para os ocupantes, que permaneceu em 3,08 metros. Bem menos que os 3,22 metros do modelo da Ford, o melhor da categoria. A caçamba também cresceu em três centímetros na altura, ficou 2,5 cm mais largo e 0,5 cm maior no comprimento.

O chassi também é novo e, segundo a Toyota, ficou 20% mais rígido que o interior. Mais firme, tornou a picape mais estável, segura e confortável para os ocupantes. O modelo recebeu aço de alta resistência e 44% a mais de pontos de solda. Nos testes de segurança, a nova geração recebeu cinco estrelas no crash-test do Latin NCAP para proteção de adultos e quatro estrelas na proteção de crianças. Trata-se da maior nota da categoria.

Nosso primeiro contato com a nova Hilux aconteceu nos arredores da cidade de Mendoza, na Argentina. A região árida, propícia ao cultivo de uvas e aos pés do Aconcágua parecia o local perfeito para o teste da nova picape. Porém, por conta da organização do evento, foi possível dirigir apenas 10 quilômetros e, com isso, ter apenas um cheiro do que a picape é capaz. Uma pena.

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Parada, a Hilux chama a atenção pelo desenho harmonioso. Na sua configuração mais completa (SRX) os cromados estão espalhados pela carroceria. A frente afilada traz duas barras cromadas que ostentam o símbolo da marca e se ligam aos faróis dianteiros. Na lateral, para reforçar a ideia de robustez, as caixas de roda são pronunciadas. Até as rodas aro 18 e os retrovisores externos e as maçanetas são cromadas. A traseira é limpa e lembra a antiga geração.

O interior repete a dose de sofisticação. O assento do motorista traz regulagens elétricas de altura e distância e abas laterais que acolhem bem o condutor. Pode ser considerado o banco mais confortável da categoria. Facilita achar o modo correto de condução o volante multifuncional trazer regulagens de altura e distância, algo incomum entre as rivais.  

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Impressiona o trabalho da Toyota em deixar o interior semelhante ao de um carro de passeio. Ao se olhar apenas para o painel de instrumentos e volante tem-se a nítida impressão que se está em um SUV de luxo. O cluster, por exemplo, traz uma serena iluminação azul de fundo e uma tela de LCD de 4,2 polegadas no centro que transmite as principais informações do carro.

O painel central ostenta a tela multimídia de sete polegadas que fica suspensa no meio do conjunto e lembra um tablete deitado. Sensível ao toque, o sistema pareceu bem intuitivo e fácil de ser utilizado. Até o relógio digital no alto do console, que no irmão Corolla ficou deslocado e antiquado, vai bem na Hilux. O ar-condicionado é digital, tem saída exclusiva para o assento traseiro, mas não é bizone como na Ford Ranger. Por outro lado, há o conforto do porta-luvas refrigerado que permite a colocação de duas garrafas de água de 500 ml.

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Apesar do entre-eixos não ter crescido, a cabine acomoda com razoável conforto quatro adultos. Durante o teste, um adulto de 1,75m conseguiu se acomodar atrás do motorista de 1,90 m. Ajuda o fato do banco traseiro ficar em uma posição elevada em relação aos assentos dianteiros. Além disso, o banco traseiro é dobrável e pode até ser retirado para o transporte de cargas dentro da cabine.

 Sem problema no off-road

Em uma pequena pista off-road foi possível testar algumas das novidades da Hilux. A oitava geração passou a contar com assistente de controle de decidas (DAC). Em um declive íngreme basta acionar um botão no painel e tirar o pé dos pedais. A picape dosa a velocidade e o nível da frenagem automaticamente.

Há ainda assistente de partida em rampas, que segura a picape por dois segundos, controle de tração, estabilidade e de reboque, dependendo da versão. O bloqueio de diferencial traseiro é item de série em todas as versões. O sistema permite que as duas rodas traseiras girem na mesma velocidade.

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Finalmente o modelo abandonou a alavanca para engate da tração 4X4. Um botão giratório altera da tração 4X2, para 4X4 e 4X4 com reduzida. Muito mais prático e atual.

A nova Hilux ganhou um propulsor 2.8L turbodiesel em substituição ao 3.0L. A potência máxima foi aumenta em seis cavalos (177 cv) e o torque máximo a 45,9 kgf.m entre 1.600 e 2.400 rpm. Uma evolução de 31% frente a antiga geração, mais ainda menor que os 47,9 kgf.m conseguido pelo propulsor da Ford Ranger ou os 200 cv do motor da Chevrolet S-10.

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É fato que o propulsor ficou mais silencioso e menos vibrante que o anterior, principalmente em baixa rotação. Além disso, a marca afirma que a economia de combustível aumentou em 10%. Na estrada, a nova Hilux se comporta com descrição, de forma silenciosa e sem torcer muito a carroceria nas curvas. Transmitindo segurança para os ocupantes.

A sétima geração da Hilux briga palmo a palmo a liderança com a Chevrolet S-10, no acumulado do ano a diferença está na casa das centenas de unidades. A nova geração, que chega às concessionárias no meio do mês, tem potencial para virar o jogo como produto, mas o preço muito mais alto deverá manter a disputa equilibrada.  

Modelo

Preço

HILUX 4X4 D/C SRX 2.8 TDI 6 A/T

R$ 188.120,00

HILUX 4X4 D/C SRV 2.8 TDI 6 A/T

R$ 177.000,00

HILUX 4X4 D/C SR 2.8 TDI 6 A/T

R$ 162.320,00

HILUX 4X4 D/C STD 2.8 TDI 6 M/T

R$ 130.960,00

HILUX 4X4 D/C CABINE SIMPLES 2.8 TDI 6 M/T

R$ 118.690,00

HILUX 4X4 D/C CHASSI 2.8 TDI 6 M/T

R$ 114.860,00

 

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