Yamaha completa 40 anos no Brasil

Conheça 1ª moto feita no País e outras que saíram da linha de montagem nacional
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Agência Infomoto
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No início da década de 1970, a Yamaha chegou ao Brasil. O escritório estava localizado na Rua General Osório – endereço famoso para fãs das duas rodas na capital paulista até os dias de hoje. De lá, a marca comandava as importações de alguns modelos de média cilindrada, como a TX 500 e a TX 650. Em 1974, todavia, a marca dos três diapasões se estabeleceu em Guarulhos, na Grande São Paulo (SP). Ali, na primeira planta fabril da empresa fora do Japão, nasceu, em 10 de outubro daquele ano, a RD 50, a primeira motocicleta genuinamente brasileira. Para comemorar a data, contamos um pouco da história do modelo pioneiro e de outras motos feitas pela Yamaha que marcaram época no Brasil.

Investir na baixa cilindrada foi a estratégia da fabricante para ganhar mercado. “A Yamaha mostrou que o país precisava de um modelo de entrada. A empresa investiu pesado na ideia de uma condução econômica, com um veículo fácil de pilotar e com baixo custo de manutenção”, comenta Moacyr Paes, ex-diretor executivo da Abraciclo (associação que reúne os fabricantes do setor de duas rodas). “Só para comparar, as cinquentinha da década de 1970 são hoje as 150cc. Por isso, a RD 50 é considerada um marco para a indústria de duas rodas”, relembra Paes, que também foi funcionário da marca entre 1974 e 1990.

Com motor monocilíndrico de 49 cm³ capaz de gerar 6,3 cv de potência máxima a 9.500 e torque máximo de 0,5 kgf.m a 8.500 rpm, a pequena RD 50 era leve e atingia até 80 km/h de velocidade máxima. De silhueta esguia, ela trazia tanque de combustível longo e estreito, além de um quadro tubular de berço duplo. O chassi era uma inovação para a época, uma vez que outras motos de 50cc tinham quadros de aço estampado.  

MUITO ALÉM DA CINQUENTINHA

Embora tenha sido pioneira, o histórico de modelos importantes feitos pela Yamaha no Brasil não se resume à RD 50. Considerada a primeira trail do País, a TT 125 veio em 1979 e trouxe consigo uma característica que caiu no gosto dos brasileiros: os amortecedores de longo curso. Feita com base na RX 125, suas adaptações permitiam o uso fora-de-estrada, o que se mostrou uma boa alternativa para os terrenos mais acidentados, ainda em grande proporção no Brasil. O motor era de um cilindro com 123 cm³ e capaz de gerar cerca de 14 cv de potência máxima.

Já em 1986, chegava ao mercado a RD 350. O nome, as iniciais de “Race Developed”, que significa desenvolvida para corridas, explicava bem o temperamento agressivo da moto, que acabou ganhando o apelido pejorativo de viúva negra.  A segunda geração da RD 350 já contava com carenagem integral e foi ícone entre as superesportivas da época. Até ser descontinuada em 1993.

O ano de despedida da RD 350 marcou a chegada de outro ícone da Yamaha: a XT 600E. Inicialmente importada, a trail média passou a ser produzida no País ainda em 1993 e   veio com a missão de substituir a XT 600Z Ténéré. Mais leve e ágil, a moto tinha um projeto de bigtrail com ênfase no off-road que ainda faz sucesso em sua sucessora, a XT 660R, esta produzida no Brasil desde 2005.

ERA MODERNA

A virada do milênio também fez com que a fabricante japonesa se reinventasse por aqui. Em 2000, a Yamaha voltou suas atenções à base da pirâmide e lançou a YBR 125. Voltada ao uso urbano, a street também foi o primeiro modelo popular da marca com motor de quatro tempos. Em 2009, o modelo de baixa cilindrada recebeu visual mais moderno, ajustes no motor para se adequar ao Promot 3 e passou a adotar o nome Factor. No ano passado, a Yamaha lançou a segunda geração da Factor YBR 125, cujas novidades ficaram por conta da estética.    

O ano de 2005 marcou outra inovação para a fabricante japonesa no País com o lançamento da Fazer 250. Com estilo naked, a moto trazia pela primeira vez no segmento um motor monocilíndrico de 249,4 cm³ com injeção eletrônica. Seis anos mais tarde, a street teve seu visual reformulado e ganhou contornos mais esportivos. Já em 2012, a Fazer 250 voltou a ser pioneira ao receber uma versão equipada com propulsor bicombustível.

PROJETOS BRASILEIROS

Mais recentemente, a Yamaha voltou a ver o Brasil como uma importante mesa de projetos. Em outubro de 2011, chegou às lojas a XTZ 250 Ténéré. Equipada com o mesmo motor monocilíndrico de 249 cm³ da Lander, a trail foi um projeto criado exclusivamente para o motociclista brasileiro. Com visual inspirado na XT 1200Z Super Ténéré, a pequena aventureira trouxe o conforto da bolha de proteção e do assento mais largo. Importantes aliados para quem roda por longos períodos. Para quem encara trechos de estrada com frequência, a moto traz ainda um tanque com capacidade para 14 litros.

Dois anos depois, veio ao mundo seu primeiro modelo de 150cc feito pela marca, a Fazer 150, que herdou nome e estilo mais esportivo da moto de 250cc. O motor com sistema bicombustível também veio e, à época, a marca fez questão de deixar bem claro que a nova moto não iria substituir a YBR. Tratava-se, portanto, de um projeto feito em parceria com o Japão para atender um público mais exigente. “É uma moto nova, que nada tem a ver com a YBR”, afirmou Yoshihide Ishii, engenheiro líder do projeto, que veio ao Brasil para o lançamento do modelo.  

O trabalho em conjunto entre a matriz e a subsidiária brasileira rendeu outro fruto: a XTZ 150 Crosser, apresentada no início de 2014. “A XTZ 150 Crosser foi projetada em parceria entre Brasil e Japão, com base em cinco pilares: em primeiro lugar, o conforto ao pilotar e um design marcante, combinados com funcionalidade, desempenho e economia de combustível”, afirmou Ryoichi Takashima, líder do projeto da nova motocicleta. A seu favor, além do motor compartilhado com a Fazer 150, o novo modelo trail traz o design agressivo e com itens alusivos aos modelos off-road maiores, como o “bico” sob o farol.

ALTA CILINDRADA

Em 2014, a unidade fabril da Yamaha também ganhou reforços de alta capacidade cúbica. O primeiro deles foi a aventureira XT 1200Z Super Ténéré. A big trail nacionalizada está disponível aqui em duas versões. Uma delas é a requintada DX, com ajuste eletrônico na suspensão e aquecedores de manopla, além dos freios ABS combinados, item de série no modelo. Produzir o modelo maior da família aqui transformou o Brasil no único lugar do mundo onde os três modelos da Família Ténéré (250cc, 660cc e 1.200cc) são feitos e comercializados.

Agora, cerca de um ano após seu lançamento na Europa, a MT-09 é o mais recente modelo a sair da linha de montagem da Yamaha em Manaus (AM). Equipada com o recém-criado motor tricilíndrico de 847 cm³ a nova moto mistura elementos visuais de naked e supermoto e ainda pode servir de porta de entrada de outros modelos da família, como a MT-07 e a MT-125.

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