Vídeo: 'Vilão' by Oettinger

Aceleramos o Volkswagen Golf GTI com 300 cv preparado pela especialista alemã

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Lukas Kenji
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Personagem bonzinho não conquista o público. Apesar de corriqueiramente nossa sociedade eleger e apegar-se a heróis, o que o povo gosta mesmo de ver em obras de ficção são os vilões. Irônicos, ácidos ou engraçados, eles despertam empatia perante o público por saírem da mesmice e por refletirem na TV ou nas telonas aquele pingo de maldade que existe em cada um de nós, mas que não deve ser expelido.

O mesmo vale para os automóveis: quanto pior, melhor. Carro ameno, fofinho e com espectro de bom moço não instiga quem gosta de velocidade. Já viu Lamborghini com desenho sereno? Os superesportivos mais desejados são também os mais agressivos. Linhas sóbrias, desenhos quadrados e detalhes cromados por todos os lados saciam a quem deseja conforto e requinte. Quando o assunto é esportividade, o bicho tem mais é que ser mal-encarado.

Sortudo do Golf GTI com preparação da Oettinger. Se por padrão da Volkswagen o hot hatch o tem desenho sóbrio, a customizadora tratou de tirar o acento agudo da palavra e colocar a letra ‘m’ ali no meio. De sóbrio, ficou sombrio.

É como quando Venom toma conta do corpo do bonzinho Peter Parker. O herói sem graça assume personalidade ousada até perceber o perigo que a roupa preta oferece e decide voltar a ser “somente” o Homem Aranha.

O Golf GTI Oettinger também ofecere perigo. Perigo de não querer mais parar de dirigir. Como é possível querer desligar um de motor de 300 cv alojado em um Golf? A cavalaria é a mesma disponível no badalado Golf R, disponível somente na Europa, que faz os ocupantes grudarem no banco.

Isto é, foram extraídos 80 cv extras (quase um up! do motor 2.0 TSI 16V padrão do GTI. O pico é distribuído lá em cima, entre os 4.700 e 6.200 rpm. Já o torque de 46,9 kgf.m (11,2 kgf.m a mais) é entregue já aos 1.600 giros. Basta uma breve pressão no pedal direito para o hatch proporcionar diversão em larga escala - a força motriz é desenvolvida em seu ápice até as 4.900 rotações.

A energia extra é consequência basicamente de remapeamento da central eletrônica. Também foi removida a limitação de velocidade. Portanto, o hatch que podia chegar aos 244 km/h agora vai aos 262 km/h.

Já o tempo de conclusão da distância 0 a 100 km/h cumprido em 6,5 segundos foi encurtado para 5,9 s. Para isso não foi preciso mexer no escalonamento da transmissão DSG de dupla embreagem e seis velocidades que continua cumprindo seu papel com louvor. Com as aletas permissivas é possível segurar a bronca na segunda marcha e o corte de giro não é automático. Ou seja, você controla a diversão.

Outro elemento que tem peso importante na experiência de dirigir o Golf Oettinger é o escape de quatro saídas que emite uma sinfonia de espirros animal. Se for comprado de maneira avulsa, custa R$ 13.500. O mesmo preço vale para o pacote aerodinâmico que inclui spoilers dianteiro e traseiro, aerofólio traseiro e saias laterais. Para falar a verdade, os itens são puramente estéticos e as mudanças dinâmicas são imperceptíveis.

Faria mais diferença se a suspensão fosse ajustada um pouco mais próxima do chão. A caixa de rodas de liga leve aro 19” da Oettinger deixou o carro um pouco mais alto e não há dúvidas de que a melhor experiência para um hot hatch é estar mais próximo do asfalto. Outro atributo que iria bem seria uma tração integral ou pelo menos traseira.

Falando nas rodas, por incrível que pareça, elas compõem o kit mais caro do modelo . Elas já vêm acompanhadas dos pneus Yokohama 235/35 R19 e vale R$ 26.500. Até o motor remapeado é mais barato e sai R$ 19.500.

Se você está lendo este texto ansioso por saber se os kits podem ser colocados em um Golf seminovo, a resposta é sim. Quem quiser ter o modelo novinho e com todas as partes terá de desembolsar R$ 219 mil. A versão avaliada está tabelada em R$ 209 mil por não vir com teto-solar.

Mas será que vale a pena bancar esta brincadeira? Bom, se você quer ter um preparado sem ter dor de cabeça, o Golf GTI Oettinger é uma boa opção. As mexidas têm garantia de 2 anos ou 50.000 quilômetros rodados e as partes são de boa procedência. O carro também sacia bem a quem quer ter um carro fuçado sem ter que montar o projeto e ir atrás do equipamentos.

Exclusividade também é outro atributo do monstrinho. Não há mais de dez unidades vendidas no Brasil e o modelo é um verdadeiro ímã para quem curte carros.

É preciso frisar que o modelo carrega todo o legado do Golf, um veículo repleto de tecnologia, segurança e status. Ele oferece sete airbags, freios de emergência, bancos dianteiros esportivos, central multimídia de 8” sensível ao toque, faróis bixenônio e ACC (controle adaptativo de distância e velocidade).

Mas é preciso salientar também que o carro padrão utilizado pela Strasse, empresa que representa a Oettinger no Brasil, é o Golf comum vendido em uma concessionária Volkswagen. Isto é, a unidade avaliada foi a mexicana que vinha sendo importada até o começo de 2016. Então, a partir de agora, a preparação será feita no modelo brasileiro. Isso pode significar muito para alguns, mas, na prática não há mudanças porque o GTI é a única versão que, mesmo brasileira, continua com as mesmas características dos importados. Há diferença se a customização for feita nas outras configurações que agora possuem defasagens relevantes no powertrain.

Agora, se você não faz questão de ter um carro preparado e tem cerca de R$ 200.000 na agulha para comprar um esportivo na casa dos 300 cv, boas opções há disposição no mercado são o Subaru WRX STI (R$ 207.900 e 310 cv) e o Audi S3 Sportback (R$ 238.990 e 286 cv).

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