MotoGP: etapa do Qatar por Rafa Paschoalin

Andrea Dovizioso, Marc Marquez e Valentino Rossi completam o pódio na abertura da MotoGP no Qatar.
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Rafael Paschoalin
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Há alguns anos, quando os dirigentes da MotoGP impuseram o novo fornecedor de pneus e também a ECU única para todas as motos do grid, uma reviravolta ocorreu na categoria máxima do motociclismo mundial. No início da nova fase tivemos, além da competitividade extrema, um recorde de acidentes e lesões, faltava experiência para lidar com a nova eletrônica e também os pneus, em especial o dianteiro, que não dava muito aviso sobre o limite de aderência. Hoje, na abertura da 70 temporada do Campeonato Mundial, colhemos o melhor dessas mudanças e milhões de pessoas ao redor do mundo se emocionaram com uma corrida de ritmo alucinante.

Aliás, ritmo é a palavra mais importante quando falamos de uma prova com certa duração. Johan Zarco, fenômeno da equipe satélite Yamaha que optou por correr mais uma temporada com a M1 “velha” safra 2016, conquistou o primeiro lugar no grid depois de bater o recorde absoluto do circuito. Mas volta rápida não é sinônimo de vitória e embora o francês tenha comandado a prova durante 17 das 22 voltas, a corrida começou realmente quando Andrea Dovizioso assumiu a ponta nos momentos finais. Apenas Marc Marquez e Valentino Rossi tinham pneus e ritmo para os últimos giros, e Zarco, perdeu rendimento para completar a prova apenas na oitava colocação.

Dovi estava eufórico e, depois de brigar pelo título até a última rodada em 2017, começou esse ano na frente, abrindo 5 pontos para o atual campeão Marc Marquez. O espanhol estava mais do que satisfeito com o segundo lugar, ainda tentou uma manobra que ele mesmo descreveu como “all-in” na última curva da última volta, mas tomou o famoso 'xis' e não teve chance contra a potência da Ducati na longa reta de Losail.

Valentino Rossi, o mais famoso e possivelmente o melhor de todos os tempos salvou o terceiro lugar no pódio, a escadaria dos deuses da motovelocidade. Recém assinado para mais dois anos de contrato com a Yamaha, o experiente piloto italiano deixou claro que tem fôlego para disputar as primeiras posições, mesmo quando parte da terceira fila, como aconteceu no grande prêmio de hoje - ele largou da oitava posição.

O inglês Cal Crutchlow foi o quarto colocado e primeiro piloto privado. Destaque também para o ítalo-brasileiro Franco Morbidelli e o malaio Hafizh Syahrin, estreantes que finalizaram na 12 e 14 posições respectivamente.

Eric Granado

O piloto brasileiro está de volta à Moto2 depois de sagrar-se Campeão Europeu de Moto2 e Campeão Brasileiro de Superbike. Eric não teve a melhor pré-temporada e nessa primeira rodada enfrentou problemas em sua Suter da equipe Forward Racing durante todos os dias. Nosso piloto completou a prova na trigésima colocação. "Infelizmente foi um final de semana de muitos problemas e muito trabalho para minha equipe. Por não ter feito todos os treinos, não tive um ritmo competitivo durante a prova e para completar nas últimas seis voltas o assento da moto soltou, o que me deixou totalmente sem apoio na carenagem, foi difícil acabar a prova, mas em respeito a minha equipe e patrocinadores, terminei a disputa mesmo nas condições ruins que tinha naquele momento.", lamenta Granado. 

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