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Sabia que Daytona e Superbird quase não existem?

Acredite, essa dupla é rara de se ver nos EUA e quase impossível de se encontrar no Brasil. E hoje te conto o motivo

André Deliberato
André Deliberato

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Falei por aqui no ano passado sobre os carros alados, lembra? Mas hoje decidi que poderíamos entrar em outro aspecto: afinal, por que Daytona e Superbird sumiram – das ruas e de encontros de carros clássicos? Entre nós, se foram criadas mais de 500 unidades do Dodge e quase 2000 do Plymouth, seria possível ver alguns ainda rodando por aí, não é mesmo? E por que isso não acontece?

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Dodge Charger Daytona
Dodge Charger Daytona surgiu em 1969 e quebrou todos os recordes daquele ano em competições de sua categoriaCrédito: Divulgação

“Muscle Culture” é a coluna de André Deliberato (@andredeliberato no Twitter e no Instagram) no WM1, portal de notícias da Webmotors, que traz curiosidades, notícias e informações sobre uma das mais tradicionais filosofias de carros norte-americanas, lá dos anos 1960 e 1970, mundialmente conhecida e representada pelos belíssimos… muscle cars.

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Muscle Culture
Muscle Culture, coluna do jornalista André Deliberato no WM1, portal de notícias da WebmotorsCrédito: WM1

Daytona e Superbird foram sabotados

Como já dissemos aqui na coluna, a dupla bombou em 1970, no ano do tricampeonato mundial de futebol da Seleção Brasileira. Ganhou a maioria das provas da Nascar daquela temporada e provou que a aerodinâmica poderia ser mais importante que a simples entrega de força e potência do motor, e deixou a Ford (a principal rival nas competições da época) para trás.

Mas, em 1971, as regras mudaram e barraram os carros alados. Não posso dizer isso, mas eles meio que foram boicotados, porque era fato que poderiam ganhar de novo. E disso também já sabíamos. Mas e depois, o que fizeram com quase 2.500 (500 do Daytona e pouco mais de 1900 do Superbird) unidades dos muscle cars produzidos para o público?

É triste, mas muitos foram desmontados para fornecerem peças a outros – prática que já vimos ser feita aqui no Brasil mesmo por fabricantes em fase inicial, após sua chegada ao mercado. Os outros foram vendidos. Alguns foram desmontados para voltarem a ser Charger e Road Runner convencionais… E outras dúzias ainda foram vendidas a “preço de banana”  – cerca de US$ 4 mil naquela época.

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Dodge Charger Daytona Talladega 1969
Dodge Charger Daytona Talladega 1969 – se você encontrar um desses no Brasil, tire foto desse momento históricoCrédito: Divulgação

Como bem apontou meu parceiro Rodrigo Mora, da coluna Mora nos Clássicos, um trecho retirado do livro “Dodge Daytona and Plymouth Superbird: Design, Development, Production and Competition” ajuda a revelar o destino da maioria desses carros. “Ninguém reconheceu seu valor na época. Demorou a perceberem que o preço dos carros alados dispararia”. Ou seja, viraram lata-velha.

É mais ou menos como já dissemos por aqui: o valor de um carro clássico não depende somente de seu estado de conservação, mas também de sua raridade como produto e principalmente de sua história. Dito isso, quando aparecem Daytonas e Firebirds “inteiros”, o preço que o dono coloca se tiver interesse na venda é inestimável, dependendo do carro. Por isso que “não existem” mais.

Como dito e sabido por Mora, ainda pode haver dezenas de Daytonas e Firebird nos Estados Unidos, mas só conhecemos até hoje dois Plymouth que vivem no Brasil: um participa de eventos de carros clássicos – como o tradicional encontro de Águas de Lindóia – e outro está em fase de restauração. Quando você pagaria por um desses?

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Plymouth Firebird
Plymouth Superbird, carro criado para combater o Dodge Daytona, teve até representação em "Carros"Crédito: Reprodução

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Escrito por André Deliberato

Editor-assistente

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